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A ciência responde: Por que as aves não colidem no ar?

As aves são um grupo de vertebrados endotérmicos que são caracterizados por possuírem um corpo coberto com penas e asas nos membros dianteiros. As asas permitem que alguns pássaros voem, enquanto outros precisem caminhar ou saltar para se mover.

No caso dos pássaros que voam, este é o seu principal método para se movimentar, alimentar, fugir de predadores, crescer e se reproduzir. As aves obtém a força para voar por ação de um fluxo de ar que passa através de suas asas, que atua como uma superfície de sustentação. Isso faz com que a força seja maior na região abaixo da asa e menor na região acima da asa.

Os aviões são construídos com base nesse princípio, porque o homem, como de costume, imita a natureza em suas construções. Agora os cientistas estão questionando mais detalhadamente como são de voo desses pássaros.

Um grupo de cientistas se questionou sobre o que acontece quando dois pássaros se colidem.

Esse questionamento é importante porque ele poderia ser a solução para evitar colisões entre aviões no céu no futuro (não muito distante), aonde o céu estará congestionado por drones e aviões. Assim, eles concluíram que as aves são regidas por regras de voo básicas para manterem e dominar o voo com perfeição.

O Professor Mandyam Srinivasan, da Universidade de Queensland e autor da pesquisa, explica que as aves provavelmente tiveram uma pressão evolucionária forte para estabelecer essas regras e estratégias básicas para minimizar a colisão durante o voo.

Para responder a esta pergunta, a equipe conduziu uma situação de modelagem com dois periquitos sendo lançados em extremidades opostas de um túnel, e a situação foi filmada com uma câmera de alta velocidade. Depois de 100 voos com 10 diferentes tipos de aves, não havia uma única colisão. Isto demonstrou para os cientistas que não é por acaso que as aves não tenham colisões durante o voo.

Com este modelo, os cientistas observaram que os pássaros não voam na mesma altitude e sempre viram para direita quando eles estão prestes a colidir. No que se refere a diferentes altitudes, não foi possível determinar um padrão entre essa altura nem se difere de uma ave para outra.

Este estudo forneceu informações importantes sobre como fazer um voo sem risco de colisões. É muito provável que, no futuro, estas regras básicas de voo sejam estudadas em maior profundidade e incorporadas a construções de novas aeronaves e drones.