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A temida geração Fast Food

Não podemos negar que as coisas têm ficado cada vez mais fáceis, não é mesmo? Já parou para conversar com seus pais ou avós e percebeu a diferença da nossa geração? Pois bem, certifique-se de que eles comiam arroz, feijão, carne e no máximo uma salada. Naquela época o que contava mesmo era a carne, sempre era bom ter uma fartura. Poderia até ter comidas diferentes, mas as citadas reinavam nas mesas.

Hoje em dia, temos diversos tipos de comida e de diferentes modos, e se você quiser ter o trabalho reduzido pode optar por congelados. Mas a variedade que temos é tão grande que ficamos sem saber o que realmente queremos comer. Essa sobrecarga de opções não tem feito parte apenas da alimentação, temos, por exemplo, a internet, que nos inunda de informações que temos até dificuldades para absorver tudo. É tanta coisa, que para conseguirmos adquirir ficaríamos anos na frente no computador. Sendo assim, para darmos conta, temos que nos alimentar de fragmentos, de peças soltas.

Essa realidade também tem feito parte dos relacionamentos, inclusive das relações sexuais. Na época dos nossos pais, era preciso namorar um belo tempo, andar de mãos dadas e com muita luta conseguir algo mais íntimo. Estão vendo? A geração Fast Food está em todos os lugares e abrange todos os tipos de “comida”. Vocês concordam? Infelizmente, hoje em dia, basta meia dúzia de palavras e a pessoa já topa qualquer coisa…

Essa geração das coisas fácies e rápidas, tem deixado muitas pessoas com o coração vazio, tornando tudo um ciclo vicioso. Você procura algo concreto, que realmente dure e te sustente, mas na falta, ou na dificuldade de lutar por isso, você acaba, mais uma vez, se satisfazendo com as comidas rápidas, vazias e nada nutricionais, se é que me entende…

Mas é isso que acontece, não é? Pense bem, se quando estamos com fome, comemos algo como um salgadinho, não demora muito e já estamos com fome novamente.

Outro ponto, é que temos tantas ofertas, que fica cada vez mais difícil manter um relacionamento. Muitas pessoas estão se tornando peças dignas de estarem nas vitrines da 25 de março. Os preços estão cada vez mais baixos e a qualidade sempre nos causando dúvidas.

A pergunta é… Até quando nos renderemos às coisas fáceis? Quando vamos ter coragem de ir em busca do que realmente vale a pena? Alguém consegue perceber que a geração Fast Food tem deixado as pessoas cada vez mais vazias e sozinhas?

O problema é que nessa onda de coisas fáceis, todos estão querendo encontrar o amor do mesmo modo, querem que ele venha e seja fácil. Como um desses pratos rápidos que tanto citamos. Mas o amor não é e nunca será fácil. É complicado viver a dois, dividir uma vida é uma sensação maravilhosa, prazerosa, mas que também tem suas dificuldades. Lutar para ficar com alguém que você ama, mesmo estando com o coração esquartejado por algum erro ou alguma cicatriz que não quer curar, não é uma tarefa fácil. Mas ainda sim, é melhor do que viver algo sem sentido e sem sentimento.

 

                                     “A hipocrisia disfarçada dos relacionamentos atuais é a maior causa de angústia. Dá nojo da dualidade de intenções de algumas pessoas que ora amam, ora usam. Infelizmente vivemos em uma época em que muitos preferem a clareza da sacanagem e a certeza do vazio.”

Fernanda Martins

 

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