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Akira Toriyama admite estar farto da violência de Dragon Ball

A notícia é polêmica, pois quem poderia acreditar que Akira Toriyama, criador de Dragon Ball, estaria de “saco cheio” do seu carro-chefe.

Foi durante o evento de lançamento da Saga Majin Boo de Dragon Ball Kai, que o autor revelou estar cansado da violência contida no anime/mangá.

Se pararmos para refletir, é muito estranho que após a conclusão de Dragon Ball pelas páginas da Shonen Jump, ainda na década de 90, Akira Toriyama nunca mais tenha feito algo realmente expressivo, muito provavelmente por vontade própria.

De acordo com o próprio autor, criar a Saga Boo foi algo estressante, pois a fórmula repetitiva de enfrentar inimigos menores até chegar ao boss – que naquele momento era o cara mais poderoso do Universo – aliado a forte presença da violência, fizeram com que o mangaká perdesse o entusiasmo em produzir novas obras deste gênero depois da Saga Boo.

A declaração acima só comprova o mito de que Toriyama foi realmente forçado a trabalhar por alguns anos sob pressão da Shueisha, editora da Jump, fazendo a história se arrastar e com isso vender mais. Vale lembrar que Dragon Ball é considerado como um dos maiores fenômenos comercias do Japão até os dias de hoje.

Existe uma nítida diferença entre o início Dragon Ball até chegar às sangrentas e mortais batalhas de Dragon Ball Z, enquanto que o primeiro tinha o foco na comédia com uma pitada de ação, o segundo já era focado em violentas batalhas, isso foi feito com o intuito de angariar novos fãs, sobretudo os adolescentes.

Apesar da bombástica declaração, o autor salientou que ama seus personagens e que apesar da hostilidade, Dragon Ball Z também contou com momentos cômicos, como as cenas protagonizadas pelo Mr. Satan.

De qualquer forma, se não fosse a influência da editora, muito provavelmente a obra não teria obtido todo o prestígio que tem hoje no mundo inteiro, fica a pergunta, se Dragon Ball tivesse seguido na sua linha inicial teria conquistado tantos fãs e reconhecimento?