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Assim será o fim da humanidade

Desde os primórdios da civilização, os seres humanos têm medo de um acontecimento: apocalipse. Alguns acreditam que deuses destruirão a vida, outros pensam que os próprios humanos irão se destruir e ainda existem aqueles que acham que o Universo pode escrever o fim de nossa raça. Um experimento científico de 1972 mostrou o perturbador caminho que pode levar ao fim do mundo:

Colapso da superpopulação

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo entrou em um nível de paz que não existia desde o início do século XX. Por isso, um fenômeno chamado “baby boom” ocorreu. Esse fenômeno nada mais é que crescimento exponencial das famílias, com um grande número de filhos. Esse movimento que aconteceu em diversos lugares do mundo, fez com que alguns cientistas começassem a se preocupar com uma possível superpopulação.

Na época, a capacidade de produção de alimentos na Terra era muito pior, pois a tecnologia era mais primitiva. Contudo esse medo acabou desaparecendo aos poucos. A população continuou crescendo rapidamente, mas novas técnicas de produção e diversas tecnologias fizeram com que os alimentos conseguissem manter “todos” alimentados. Só que agora, o mundo está caminhando para o limite de sua capacidade de produção. Por mais que nós consigamos avançar as técnicas e produzir mais com menos, os recursos estão chegando ao seu limite e a superpopulação já é um problema real.

Ainda no surto de superpopulação ocorrido no passado, um pesquisador chamado John Calhoun resolveu criar um experimento e seu desfecho mostrou algo assustador.

Universo 25

Para tentar simular o que poderia acontecer com a raça humana em um cenário de superpopulação, John Calhoun desenvolveu uma espécie de cidade dos ratos. O local era um caixa enorme, com algumas praças centrais, níveis diferentes e apartamentos, que eram pequenos quartos para os ratos ficarem a sós.

O experimento começou com apenas oito ratos, quatro de cada sexo. A comida era servida em abundância e o espaço era enorme para aquele pequeno grupo. Só que no dia 560, a população já estava com 2200 ratos, tornando o confortável paraíso em um local inóspito. Aquele cenário de superpopulação começou a causar comportamentos estranhos nos ratos. A maior parte dos deles ficava nas praças principais, esperando comida e brigando entre si. As fêmeas não faziam mais questão de ficarem grávidas e quando tinham um bebê, simplesmente os abandonavam para morte.

Ao mesmo tempo em que a confusão e a morte se espalhavam pelas praças, existiam alguns ratos, chamados de “bonitões” pelos pesquisadores, que viviam em paz dentro dos apartamentos. Os locais ficavam o tempo todo com algum guarda na porta e machos e fêmeas viviam muito bem lá dentro. Porém, eles não se reproduziam mais e tudo que faziam durante o dia era comer e dormir.

Com o tempo, a população começou a declinar tão rapidamente quanto a taxa de crescimento anterior e chegou a seu fim derradeiro, mesmo para os bonitões.

Esse experimento revela diversas coisas interessantes. Primeiro que mesmo seres irracionais são capazes de dividir sua sociedade entre os “fracos” e “poderosos”, de maneira similar a humanos. Mas os dados da pesquisa também mostram que mesmo os “bem de vida” acabam sucumbindo no final. Também existe o fato de que a falta de alimento e espaço faz com que os seres entrem em um estado estranho de depressão, onde nada mais parece importar, nem mesmo o instinto básico da reprodução.

Na época, o experimento chocou o mundo, devido sua brutalidade e clara relação com a condição humana. E agora, com a população crescendo desenfreadamente mundo afora, o experimento faz ainda mais sentido.