Biografia Minilua – Raul Seixas #3

E chegamos a última parte deste especial. Nela, você confere um pouco mais sobre a biografia do eterno maluco beleza. Uma boa leitura!




O Dia em que a Terra Parou

Lançado no final dos anos 70, o disco trazia diversas composições de sucesso, entre elas: “O Dia Em Que a Terra Parou”, “Maluco Beleza” e “Sapato 36”. O trabalho ainda contou com a participação de Gilberto Gil, na faixa “Que Luz é Essa”?

Naquela época, o eterno Raulzito ainda lançaria mais dois álbuns “Mata Virgem”, em 1978, e “Por Quem os Sinos Dobram”, em 1979. Foi nesse período, aliás, que seria intensificada a parceria entre o compositor e o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo.




Saúde debilitada

Raul Seixas enfrentaria uma série de problemas no final da década de 70. Os principais estavam relacionados a sua sáude. Devido ao consumo excessivo de álcool, o compositor entraria em um contínuo processo de depressão, fato este, que o levaria a perder cerca de 1/3 do pâncreas. Certo tempo depois, é iniciado um tratamento rigoroso, buscando por fim ao problema.




Década de 80

No começo dos anos 80, Raul Seixas assinava enfim, com a gravadora CBS, dessa vez como cantor. Desta parceria, nasceria um dos principais álbuns do cantor, “Abra-te Sésamo”. O trabalho contava com dois dos principais hits de sua carreira, “Rock das Aranhas” e “Aluga-se”. Por seu teor contestador, as faixas seriam censuradas, e o contrato com a gravadora rescendido meses depois.

Após 03 anos sem gravadora, o cantor é convidado pela Estúdio Eldorado para gravar um novo trabalho. Lançado em 1983, o álbum intitulado “Raul Seixas”, daria o disco de ouro a Raulzito. O êxito, entre outros fatores, se deve a canção “Carimbador Maluco”, tema do especial infantil “Plunct, Plact, Zuum”, da Rede Globo.

Um ano mais tarde, em 1984, é lançado o LP “Metrô Linha 743”, agora pela Som Livre. O disco foi composto por 10 faixas, e teve como grande destaque, a canção “O Trem das Sete”.

Após o lançamento do trabalho, o compositor enfrentaria novos problemas relacionados ao alcoolismo. Nessa fase, aliás, ele chegaria a ser internado por diversos vezes em clínicas de reabilitação. No ano de 1986, é lançado “Uah-Bap-Lu-Bap-La-Béin-Bum”. O disco, produzido pela gravadora Copacabana, faria enorme sucesso entre os fãs. Entre as faixas mais conhecidas, destaque para “Cowboy Fora da Lei”.




Com o êxito do disco, uma nova parceria seria feita, dessa vez, com o cantor Marcelo Nova, da banda Camisa de Vênus. Raul Seixas, aliás, participaria de diversos shows da banda, totalizando mais de 50 apresentações pela Brasil. O projeto daria origem a um novo álbum, “Panela do Diabo”, lançado 02 dias antes de sua morte. Entre as faixas do álbum, destaque para “Pastor João e a Igreja Invisível”, um critica voraz contra alguns religiosos da época.




Morte de Raul Seixas

21 de agosto de 1989, uma data que muitos gostariam de esquecer. Na manhã daquele dia, Raul seria encontrado morto em sua cama, por volta das 08h00. Sua morte, causada por um ataque cardíaco, deixaria uma verdadeira legião de fãs orfãos do talento de Raul Seixas. Em relação ao álbum “Panela do Diabo”, ele venderia cerca de 150.000 cópias, rendendo a Raulzito o disco de ouro.




Curiosidades

- Em vida, o compositor lançaria 21 discos, muitos deles, aliás, com enorme repercussão de público e crítica.

- Entre os assuntos de interesse de Raul Seixas, destaque para a filosofia, psicologia, história e literatura.

- Foi com o suporte do amigo Waldir Serrão, que o cantor, ainda na década de 60, criaria o fã clube em homenagem ao ídolo Elvis Presley.

- Em Salvador, durante sua adolescência, era comum encontrar os moradores ouvindo as composições de outro ícone da música brasileira, Luiz Gonzaga.

- Além do nome Raulzito e Os Panteras, a primeira e única banda de Raul Seixas receberia outros nomes, entre os quais “Relâmpagos do Rock”.

- Foi através de um artigo sobre extraterrestres, publicado na revista “A Pomba”, que aconteceria o primeiro contato entre o músico e o escritor Paulo Coelho.

-Raul Seixas foi casado 05 vezes, entre suas esposas estavam: Edith Weisner, americana, filha de um pastor protestante, Tânia Menna Barreto e Kika Seixas.

- Durante a divulgação de seu último trabalho, o cantor participaria de diversos programas, seja se apresentando com sua banda, ou ainda, concedendo entrevistas.

- Após sua morte, uma série de álbuns póstumos seriam lançados no mercado. Entre os principais: O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca… (1994 - Eldorado) e Documento (1998).

- A canção “Aluga-se”, regravada pelos Titãs, foi na verdade, censurada na época da ditadura brasileira. Aliás, é bom que se diga, Raul Seixas, durante um bom período, foi obrigado a se exilar nos Estados Unidos. Lá, segundo a lenda, teria conhecido alguns de seus ídolos.

- Em 2004, o canal Multishow, da Globosat, prestaria uma homenagem ao eterno maluco beleza. O evento, intitulado “O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas”, reuniria diversos nomes da música brasileira como Marcelo D2, Gabriel, o Pensador, Nasi, Caetano Veloso, CPM 22 e Marcelo Nova.

- Atualmente, o compositor possui uma série de fã-clubes pelo país, e é homenageado em diversos espaços temáticos, como por exemplo, a Galeria do Rock de São Paulo.




Discografia

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1968 - Raulzito e Os Panteras
1971 - Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10
1973 - Krig Ha, Bandolo
1973 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock

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1974 - Gita
1974 - O Rebu (trilha sonora da novela de mesmo nome)
1975 - 20 Anos de Rock
1975 - Novo Aeon

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1976 - Há Dez Mil Anos Atrás
1977 - O Dia Em Que a Terra Parou
1977 - Raul Rock Seixas
1978 - Mata Virgem

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1979 - Por Quem os Sinos Dobram
1980 - Abra-te Sésamo
1983 - Raul Seixas
1984 - Metrô Linha 743

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1985 - 30 anos de Rock
1985 - Let Me Sing My Rock n’ Roll
1986 - Raul Rock Seixas - Volume II
1987 - Caroço de Manga

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1987-Uah-Bap-Lu-Bap-Láh-Béin-Bum
1988 - A Pedra do Gênesis
1989 - A Panela do Diabo
1992 - O Baú do Raul (o primeiro de quatro álbuns póstumos)

  1. Fizófolo de Apucarana

    7 de fevereiro de 2013 em 13:55

    Raul, Eterno Raul. Valeu!

  2. Alan Feijó

    17 de fevereiro de 2012 em 23:49

    Achei meio vaga essa biografia. Apesar de ter três partes…

  3. kiss stanley

    7 de setembro de 2011 em 04:39

    Muito bom, Raul Seixas marcou mesmo, a música “Ouro De Tolo” é a minha preferida dele com certeza, além  de ter outras que marcaram também, até das que teve com o Raulzito e os Panteras. 

  4. Luiz Eduardo

    23 de novembro de 2010 em 20:11

    façam a proxima biografia do cazuza

    • Jeff Dantas

      23 de novembro de 2010 em 21:07

      Boa ideia, anotado! xD

      • Vitor Guerra

        18 de maio de 2012 em 00:00

        que tal uma biografia dos engenheiros do hawaii

  5. Chiquito

    22 de novembro de 2010 em 22:13

    Cara, como era rico o conteúdo das letras de músicas desta época, lembrei de um fato interessante que não sei onde li, mas enfim, Raul ficou exilado nos Estados Unidos na época da ditadura militar e ele recebeu uma mensagem em forma de música de um amigo, Caetano Veloso… “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos…” não sei se confere, porém, achei interessante.

  6. Dih Rock

    20 de novembro de 2010 em 22:03

    A Famosa lenda que ele tinha ficado uns dias na casa de John Lennon! haha Raul Forever

    • Vitor Guerra

      17 de maio de 2012 em 23:35

      eu me pergunto se isso foi verdade

9 Comentários
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