Uma breve história da Terra #1

Nem milhares, nem milhões, a Terra tem bilhões de anos e sua história começou muito antes de qualquer criatura viva estar por aqui:




O início

Hartmann_Stardust2Planets

Toda vez que uma estrela gigante explode em uma supernova – devido a um colapso causado por falta de combustível estrelar – ela espalha, por todos os cantos da galáxia, uma quantidade gigantesca de detritos. Com o passar de milhões de anos e a junção de diversos restos de estrelas, inicia-se a formação de novas estrelas e, consequentemente, novos planetas.

Foi dessa maneira que a Terra surgiu. Antes de qualquer coisa existir por aqui, havia a Nebulosa Solar, uma grande nuvem de detritos gerada pela explosão de algumas supernovas nessa região da galáxia. Essa nuvem era formada, basicamente, de hidrogênio e hélio, materiais criados no início dos tempos, ainda no Big Bang. Outros materiais mais pesados, como carbono, ferro e ouro, foram forjados no núcleo das estrelas, ou seja, grande parte do material que hoje forma a Terra veio das supernovas, que explodiram antes do Sistema Solar existir.

Há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, a Nebulosa começou a se contrair. Acredita-se que isso tenha ocorrido devido a onda de choque liberada por uma supernova próxima. Isso fez com que os materiais, anteriormente parados, começassem a se mover. O movimento ganhou uma forma circular e o ponto central da nebulosa, obviamente, ficou estático, criando uma facilidade de acúmulo de material no local. Foi dessa maneira que o Sol surgiu, angariando 99% de toda a matéria existente na região.

Protoplanetary-disk

O material que não foi sugado pelo Sol em formação, acabou se juntando em diversas regiões diferentes do que viria a ser o Sistema Solar. No começo, cada planeta era apenas uma pequena bolinha de material. Naquele momento deveriam existir milhões delas, mas com o tempo elas foram se chocando e se unindo devido a força da gravidade.

A Terra, em algum momento, deveria ser apenas uma pequena rocha no espaço, vagando sem destino e crescendo conforme ia angariando mais material. Outros protótipos de planetas iam surgindo, até que um planeta grande o bastante fosse formado, tomando conta da região e trazendo todos os restos de matéria para perto de si.




Formação do núcleo

centro-da-terra-temperatura-pesquisa-grafico-bbc

A gravidade é a grande responsável pela existência de planetas e estrelas no Universo. Sem ela, as coisas ficariam voando por aí e a vida jamais poderia se formar.

Aqui na Terra, nós convivemos com a gravidade diariamente, afinal tudo que soltamos tende a ir em direção ao chão. Contudo, na verdade, as coisas não buscam o chão em si, mas sim o núcleo da Terra, de onde emana uma força gravitacional grande.

Quanto mais matéria algum corpo possui, mais força gravitacional ele tem. Ou seja, se pegarmos uma bola de oxigênio com uma quantidade X de átomos e uma bola de ferro com a mesma quantidade X de átomos, o corpo formado pelo ferro vai ter uma força gravitacional maior. Isso ocorre pois, apesar de o número de átomos serem iguais, o corpo de ferro possui uma massa maior, porque seus átomos são mais pesados.

É por esse motivo que o Núcleo da Terra é formado por uma grande bola de ferro derretido. Quando o planeta estava se formando, os materiais mais pesados, por se atraírem com mais força, tendiam a afundar no meio dos materiais mais leves, criando um núcleo composto de metais pesados. Entretanto, muitos átomos desses materiais, que chegaram depois de um tempo a Terra em formação, não conseguiram fazer seu caminho até o núcleo. Graças a essa chegada atrasada de alguns materiais mais pesados, que nós temos ferro, chumbo e outros materiais pesados na superfície (ou logo abaixo).




O grande bombardeamento

Bombardment-070824133636-large

Quando a Terra já tinha se estabelecido como um planeta no Sistema Solar, as coisas ainda eram bem confusas por aqui. Assim como nosso planeta se formou da união de uma infinidade de átomos unidos pela gravidade, haviam muitos outros corpos menores, que vagavam a volta, sem um destino muito certo.

Há pouco mais de 4 bilhões de anos, o cenário por aqui era perturbador. O planeta Terra mais parecia um grande alvo cósmico, sendo atingido diariamente por pequenas rochas vindas do espaço. Toda vez que uma dessas pedras vagantes do Sistema Solar batia aqui, uma explosão gigantesca se levantava, fazendo com que a superfície da Terra sempre tivesse uma temperatura na casa dos milhares de graus Celsius. Nessa época, o Planeta Azul deveria ser vermelho, como se fosse uma grande bola de lava.

hadean_earth_space_art

Os impactos constantes não permitiam que o planeta esfriasse e a água existente ficasse em estado líquido. Esse período de fuzilamento cósmico ficou conhecido como Bombardeio Pesado Tardio e durou, mais ou menos, 300 milhões de anos. Com a passagem do tempo, aquela quantidade incrível de cometas e meteoros, que estavam pedidos dentro do Sistema Solar, começaram a encontrar seu destino final, sendo atraídos pelos planetas formados, até que o estoque “acabou”.

As evidências dessa época ainda vivem no Cinturão de Kuiper, uma região do espaço que vai de Netuno até bilhões de quilômetros fora do Sistema Solar, onde milhões de corpos rochosos de todos os tamanhos vagam. E também há o Cinturão Interno de Asteroides, que fica entre a órbita de Marte e Júpiter.




O esfriamento

Archean-Burian

Após o término do Grande Bombardeamento, a Terra começou a viver uma vida mais calma, tendo a oportunidade para que toda aquela rocha fervente começasse a se assentar. Elementos mais pesado da superfície iam um pouco para baixo, os mais leves subiam, permitindo a formação de continentes, oceanos e tudo mais.

Foi nessa época que a Terra saiu do período Hadeano (nome dado em homenagem a Hades, o Deus do Submundo, pois a Terra parecia um inferno fervente naqueles dias) e entrou no Arqueano, onde os primeiros contornos atuais foram ganhos.

Mas essa parte da Breve História da Terra fica para o próximo post da série!

  1. Rafael Taira

    29 de outubro de 2014 em 10:02

    Nessa epoca do hadeano que um asteroide colidiu com a terra e os destroços se transformaram na nossa lua.

  2. Gato Endiabrado

    19 de junho de 2014 em 01:37

    Continua! AMEI!

  3. PlayStation

    17 de junho de 2014 em 23:05

    Cadê a treta, tem não???

    • Wheatley

      9 de julho de 2014 em 21:36

      Não

  4. Guilherme

    16 de junho de 2014 em 18:35

    Muito TOP, planeta Terra rules

  5. William Haddad

    16 de junho de 2014 em 17:06

    olá gostei muito de ler a tua postagem vou aguardar o restante li com muita atenção…

    • Diego Martins

      16 de junho de 2014 em 21:54

      Que bom que gostou! Em breve a segunda parte!

      • Victor Gabriel

        17 de junho de 2014 em 00:07

        Em breve, em breve… Mal posso esperar!

  6. Antonio De Oliveira

    16 de junho de 2014 em 15:29

    A maior velocidade hoje conhecida é a da LUZ.Se você viajar com uma velocidade superior a da LUZ você retorna ao passado.

    • Derp Derpington

      6 de setembro de 2014 em 10:56

      Para chegar a uma velocidade superior à da luz, você precisa ter uma massa menor que zero( massa da luz ), o que até agora não existe.

    • Homer the Sage

      16 de junho de 2014 em 21:07

      Não é bem assim…

    • Senhor do Tempo

      16 de junho de 2014 em 15:37

      Desculpa senhor, mas acho que o senhor cometeu um equívoco, na verdade a teoria é quem consegue viajar na velocidade na luz tem o tempo reduzido comparado aos outros, o que significa que ela vai estar na nossa frente, ou seja ela irá viajar para o futuro 🙂

  7. Dr.V

    16 de junho de 2014 em 13:51

    Interessante,tomara que essa serie continue 😛

  8. Marvelunatico

    16 de junho de 2014 em 07:37

    [img]http://storiesof.us/bcmedia/01%20Graphics/BKGD%20Bible/BIBLE%20Genesis.jpg[/img]

    • Wheatley

      9 de julho de 2014 em 21:35

      Essa hora querendo treta meu jovem?

    • Diego Martins

      16 de junho de 2014 em 21:50

      [img]http://www.valinor.com.br/wp-content/uploads/2006/12/silmarillion_capa.jpg[/img]

      • Marvelunatico

        9 de julho de 2014 em 21:37

        Deus tá vendo essa zuera aí. kkkkkkkkkk

    • DCxMarvel corno

      16 de junho de 2014 em 19:12

      Estou sentindo uma teta…

      • Marvelunatico

        16 de junho de 2014 em 20:30

        Uma teta? ( ͡° ͜ʖ ͡°)

  9. Wolf Mar

    16 de junho de 2014 em 00:22

    Deus fez tudo isso?

  10. Matheus Santiago

    15 de junho de 2014 em 21:43

    tem um pequeno erro ai no texto, nuvem solar era feita de hidrogênio e helio, e não oxigênio, tanto que até hoje a maior parte da composição do sol é hidrogênio que tmb é o elementeo de massa atômica 1, seguido por hélio 2 etc….
    consertem isso ai

    • Diego Martins

      16 de junho de 2014 em 07:03

      Verdade, confundi os nomes. Corrigido.

  11. The Van Hoheheim

    15 de junho de 2014 em 19:33

    Ensinou mais que meu professor 😛

  12. DCemblemático

    15 de junho de 2014 em 18:59

    Tomara que semana que vem tenha a parte 2 he-he-he

    • Marvelunatico

      15 de junho de 2014 em 21:32

      Tomara que não ha-ha-ha

  13. Victor Gabriel

    15 de junho de 2014 em 18:42

    Poxa vida, justo quando estava entrando na melhor parte – na minha opinião – acaba o post. Triste T.T

  14. Cacuety Comment

    15 de junho de 2014 em 18:23

    Quest pra vocês nobres intelekituays: Se foi um meteoro que matou os dinossauros onde é que esta os rastros do local que ele atingiu? Me expliquem essa ateus e-e

    • Diego Martins

      16 de junho de 2014 em 07:01

    • Thiago.

      15 de junho de 2014 em 21:47

      [img]https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/t1.0-9/10407838_582248931892888_3979020391914438472_n.jpg[/img]

    • DCemblemático

      15 de junho de 2014 em 18:33

      Deus pegou pra jogar futebol com o Diabo he-he-he

      • Forasteira

        15 de junho de 2014 em 18:42

        Deus não é o Seu Vaco, Lendário Bovino não.
        [img]http://img1.wikia.nocookie.net/__cb20140509010514/cueio/pt-br/images/a/a1/Screenshot_78.png[/img]

        [img]http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20140509004209/cueio/pt-br/images/5/58/Screenshot_73.png[/img]
        Manjadores de Cueio entenderão.

        • Wheatley

          9 de julho de 2014 em 21:34

          Essa gangue do Cueio é M1L GR4U

        • DCemblemático

          15 de junho de 2014 em 19:08

          [img]http://www.google.com.br/search?client=ms-android-lge&hl=pt-BR&v=133247963&biw=320&bih=209&tbm=isch&sa=1&ei=oxieU8GIJdOksQSOloG4Aw&q=meme+pensando+caf%C3%A9&oq=meme+pensando&gs_l=mobile-gws-serp.1.3.0l5.8896.17832.0.21877.14.9.0.1.1.1.6267.13079.5-2j4j2j0j1.9.0….0…1c.1.46.mobile-gws-serp..5.9.6958.3.ov7yTQe33qc#facrc=_&imgrc=H3fS7eIbfBhSmM%253A%3BTkxpWORx2iwYSM%3Bhttp%253A%252F%252F2.bp.blogspot.com%252F-GNKV2MLsi8w%252FUnkq_WVLcbI%252FAAAAAAAABvI%252FnKmZUGK_JjE%252Fs1600%252Fmeme%252Btomando%252Bcafe.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fgomanevername.blogspot.com%252F2013%252F11%252Fmeme-pensando.html%3B225%3B225[/img]
          He-He-He

    • Li Syaoran

      15 de junho de 2014 em 18:31

      A cratera deixada por ele tem 10km de diâmetro e fica na Península de Yucatán, no México (onde os maias habitavam). Além disso, há vários traços de irídio (material raro na Terra e comum em asteroides) nas redondeza e em outros locais do mundo, pois ele se esmigalhou após atingir o solo.

      • Victor Gabriel

        15 de junho de 2014 em 18:41

        Perfeito.

      • Li Syaoran

        15 de junho de 2014 em 18:36

        Errata: a cratera tem cerca de 180km de diâmetro, 10km era o diâmetro provável do asteroide.

        • Cacuety Comment

          15 de junho de 2014 em 19:52

          valeu .-.

      • Li Syaoran

        15 de junho de 2014 em 18:32

        *redondezas

    • Forasteira

      15 de junho de 2014 em 18:30

      Estão na fronteira do Acre com a entrada lateral leste de Hogwarts. Se você chegar na camada -90, vai achar um controle da Sky, aí você chama a Cláudia Leitte e ela vai cantar Waka Waka e te dizer porque a Dercy Gonçalves já morreu, e a Dilma não.

      • Rei Leão

        17 de junho de 2014 em 16:36

        Vindo de você eu poderia jurar que seria uma resposta séria :b

        • Forasteira

          17 de junho de 2014 em 18:54

          Todos temos nossos momentos de zueira. Mas essa resposta foi pura e simplesmente séria, se não quiser acreditar, não acredite.

          • Rei Leão

            18 de junho de 2014 em 02:06

            Beleza, não acredito então :b

  15. O Mentalista

    15 de junho de 2014 em 17:47

    É tão interessante a ideia de que todas essas colisões, de alguma forma fizeram a vida possível, e pensar que se fosse menos ou mais, não estaríamos aqui agora. Gosto da ideia de que estamos aqui graças ao universo, e não o universo estar aqui graças a nós. E provavelmente isso irá explodir novamente, nós estaremos no meio desta grande sopa, como um grão nas areias, sendo levado de volta ao mar.

    • Derp Derpington

      6 de setembro de 2014 em 10:51

      Também existe a evolução química, na qual moléculas simples inorgânicas se juntaram e começaram a criar moléculas orgânicas.

    • Emmanov Kozövisck

      15 de junho de 2014 em 20:45

      É um ciclo interminável de mortes e renascimentos… Estou curioso para saber até onde este ciclo levará-nos, e até onde ele levará o Universo.

  16. Forasteira

    15 de junho de 2014 em 17:33

    E mesmo sabendo que existe um começo, meio e fim, as pessoas insistem em querer a Eternidade.
    Se elas soubessem o quão solitária e sombria a Eternidade é, prefeririam o que chamam de Inferno. Se tem duas coisas nessa vida de que eu tenho medo, é o Nada e a Eternidade, apesar de que, apesar de temer o Nada, eu ainda o admiro e o quero por perto, pois é à partir do nada que se cria o Tudo.

    • O Mentalista

      15 de junho de 2014 em 17:42

      O nada não existe, na verdade nem deveria existir essa ideia, gosto muito da ideia de que tudo sempre existiu e existirá, a existência é o que existe. Afirmar que o nada é o nada, é dizer que o nada é alguma coisa, logo o nada existe.

      • Forasteira

        15 de junho de 2014 em 17:44

        Também dizem que o Inferno existe.

        • O Mentalista

          15 de junho de 2014 em 17:52

          Existem semânticas para significados de palavras, por exemplo confundir o nada do senso comum, que é dizer a ausência de algo “…nesta sala não tem nada…”, e o nada científico “…tudo surgiu do nada…”, que é o nada absoluto.O nada do senso comum não é aceito na academia científicas por vários motivos, um deles é que você não está se referindo ao nada. O inferno é o mesmo, existe o inferno do senso comum, e o inferno que nunca foi provado, e nunca será, só existe mesmo a essência que vive na mente das pessoas…

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 17:55

            A minha ideia de Nada não é a ‘não-existência’, seria algo como o ‘Vazio’.

          • O Mentalista

            15 de junho de 2014 em 18:01

            Se for o vazio, logo não é o nada, é o vazio rs
            Acho que você se referia de forma filosófica, que entra também no senso comum rs

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 18:04

            Acho que seria uma forma filosófica que seria inexplicável para os outros (é sério, eu não sei como explicar direito pros outros).

          • O Mentalista

            15 de junho de 2014 em 18:11

            Mas você de certa forma é eterna, seu corpo sempre existiu, no que estava separado em partes. Sei que parece idiota, mas o corpo é composto por vários componentes químicos e orgânicos, só que antes eles estavam separados, agora reagrupados. E mesmo após o evento “morte” essa matéria continuará existindo, e fará parte de outro ser(insetos), e você irá “renascer”, e mesmo que a Terra exploda, e toda vida se for, essa matéria ainda continuará existindo no universo, até se tornar uma forma de energia, e você estará eternizada para todo o sempre.

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 18:17

            Eu entendo isso. O que eu quero dizer com a “Eternidade” é uma hipótese de “vida” após a “morte”, e que fique claro que eu não sei ao certo se acredito ou não nisto. Mas se houver, eu temo que seja para “sempre”. E sei que usei muitas aspas nesse comentário, mas nada mais justo.

          • Emmanov Kozövisck

            15 de junho de 2014 em 20:40

            Eu compreendo o teu temor em relação à vida eterna, pois a eternidade, embora tenha subjetivos significados, é algo que nos remete ao tédio e, consequentemente, à não desejar viver para sempre. Existem bilhões de significados e crenças em relação à vida eterna: temos a mais próxima de nós, brasileiros, a católica, na qual desfrutaremos da paz eterna (céu) ou da dor eterna (inferno), mas também existem outras definições, como a espírita (aliás, eu gosto muito da filosofia espírita), a budista, a islâmica, a de religiões africanas etc.; entretanto, mesmo em relação ao catolicismo existem vertentes variáveis, pois muitos afirmam que a Bíblia tem diversas interpretações (e ela realmente tem). E embora eu desconheça 95% dessas filosofias, eu tenho propriedade, ao menos, para criticar aquela defendida pelo senso comum cristão brasileiro, de que iremos ou para o céu, ou para o inferno.
            Imagine que eu, Edu Falaschi, sou um mafioso que convidou-a para uma festa que tem como objetivo entretê-la; ela será ao seu gosto, pois irão apenas as pessoas que você gostar, a comida será exatamente aquela que você preferir, as músicas tocadas seguirão sua preferência etc. Entretanto, um amigo muito querido seu (ou um familiar no qual você compartilhe algum sentimento de afeto) não me agradou ultimamente, pois disse que sou autoritário e arrogante. Mesmo assim, permitirei que você desfrute da festa, mas seu amigo/ente querido sofrerá no subsolo de minha mansão com inúmeras torturas inimagináveis e pecaminosas; contudo, não se preocupe, pois o meu casarão tem um excelente revestimento acústico e você não ouvirá os gritos de dor e agonia de seu amigo/ente querido. Agora, perguntarei-a: você se sentirá feliz na festa? Bem, desconsiderando a hipótese de que você seja uma psicopata, suponho que sim.
            Esta é uma associação entre céu e inferno que resume bem a crítica ao senso comum: nós nos sentiríamos felizes ao sabermos que pessoas queridas estarão sofrendo?
            Podemos, ainda, ter outro raciocínio: suponhamos, então, que alguém que ame-a vá para o céu, mas que você não compartilhe este sentimento por essa pessoa. Consequentemente, ela se sentirá triste por não ter seu amor correspondido, mas espere, não o paraíso não é o lugar no qual todos deveríamos desfrutar da paz e da felicidade eterna?
            Além disso, podemos simplesmente enjoar da vida etérea. Quando se convive muito tempo com uma pessoa, passamos a nos enjoar dela, pois nos enjoamos de uma característica própria de nós mesmo – por exemplo, eu não me enjoaria facilmente de uma pessoa bem diferente de mim, entretanto, como contra ponto, eu talvez me enjoasse de alguém muito parecido comigo. Retornando à questão, embora o paraíso contenha um número extenso de vidas, o número é finito (já que o número de pessoas que viveram na Terra é finito), enquanto enfrenta-se um tempo infinito, eterno. Consequentemente, nos enjoaríamos em algum momento, mesmo que a chegada desse momento demorasse bilhões, trilhões, zilhões de anos.
            Ora, então apaguemos a memória de todos e comecemos uma nova vida no paraíso, assim você não se lembraria de seus entes queridos que estão no inferno e também não se cansaria tão rapidamente das pessoas que conheceu em tempos carnais. Isso é ético? A memória é o que nos torna indivíduos – sem ela, somos novas pessoas. Assim, apagaríamos uma folha com um desenho de uma flor e desenharíamos outra com um desenho completamente diferente.
            É por tais motivos que desacredito na existência de um céu ou um inferno; prefiro acreditar que o mundo é movido por ciclos intermináveis que levarão-nos à lugares inimagináveis e belos do universo. O universo é complexo demais para que nós tentemos descobrir teorias sobre o que ocorrerá conosco após a morte. Viva e aprenda…
            CONTUDO, EU AINDA CURTO A FILOSOFIA DO ESPIRITISMO.

          • Forasteira

            16 de junho de 2014 em 18:22

            Dizer que é Deus é fácil, agora descer e explicar como criou o Universo ninguém faz, né?

          • Forasteira

            16 de junho de 2014 em 18:22

            Se eu ficar tentando resolver essas bagaças, meu cérebro vai se matar, na boa.
            De qualquer forma, se é que existe um ser superior, ele é um filho da puta, e se não existe, é filho da puta também.

          • P Pierrot

            16 de junho de 2014 em 08:31

            Como você disse Edu, existem diversas interpretações para os escritos sagrados sobre a eternidade e diversas crenças sobre a questão pós morte. Uma que achei bastante racional, ainda na versão cristã, é a que o inferno popularmente pregado não existe. Que o tormento eterno, na verdade, é como a Mikasa ai mencionou: O NADA. Existe uma corrente de pensamento ,que parece me coerente pensar que ao mesmo tempo em que existe a vida eterna , existe também a morte eterna (isso pensando na questão de que ao morrer simplesmente você deixa de existir). Quanto a questão de como enfadonha possa ser a eternidade, eu não recrimino esse pensamento que é muito lógico, contudo eu acho que diante da infinidade de coisas que há no universo (e além dele já que estamos falando de possibilidades metafísicas) também tem lá os seus atrativos que jamais poderemos imaginar em nossa finita imaginação.

          • O Mentalista

            15 de junho de 2014 em 18:26

            Mesmo que eu seja cético quanto isso, acho que seria muito interessante ter outras vidas depois da morte, poder viver várias histórias, parece ser muito bom. Você pode ter medo, porém se essa hipótese for verdadeira, só te pergunto uma coisa, você gosta desta vida?Pois você estaria com medo de algo que vem te acontecendo desde sempre, e não há o que temer, já que se morrer acabou, você não irá mais “existir” de forma vital, e se você renascer, você não se lembrará da sua antiga vida, e novamente irá temer viver para sempre e ficar na dúvida mortal.

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 18:28

            Para mim, o termo “gostar desta vida” é relativo. Não há mais que eu possa falar sem dar spoilers da minha vida lol

          • O Mentalista

            15 de junho de 2014 em 18:34

            Para mim a ideia de não existir mais, é pior do que existir para sempre, não consigo me imaginar, não abrindo mais os olhos de manhã, ou de respirar…ou até mesmo pensar. Melhorando a pergunta, você gosta de viver?

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 18:46

            Viver é bom, há uma infinidade de coisas para ser e se fazer, embora alguns infinitos sejam maiores que outros.
            Ao contrário de você, eu não me importaria de não abrir mais os olhos de manhã, ou de respirar. A única coisa que eu prezo é pensar. Não imagino um mundo (ou sub-mundo) em que eu não possa pensar.
            Para responder a sua pergunta: sim, eu gosto de viver, mas não é o suficiente.
            E me perdoe se eu não lhe der uma resposta concreta, é que eu prefiro dizer meias sentenças do que uma sentença completa e mentirosa.

          • Forasteira

            15 de junho de 2014 em 18:46

            de não respirar*

          • Emmanov Kozövisck

            15 de junho de 2014 em 20:40

            Faça um esforço e leia meu comentário. Ç.Ç

    • Forasteira

      15 de junho de 2014 em 17:34

      *apesar de temer o Nada
      Não era pra ter o “apesar de que”

  17. Thiago.

    15 de junho de 2014 em 17:27

    E também os cientistas estimam que as colisões dos corpos celestes na terra agregaram pelo menos 10^18 toneladas de matéria à terra em formação. Considerando que a m da terra é de quase 6.10^21 toneladas, conclui-se que parte substancial dos componentes terrestres originou-se de asteroides e de meteoritos provenientes do espaço. Algumas descobertas recentes sugerem que boa parte da água e o C existente na terra, vieram a bordo dos asteroides que se colidiram com a terra e se incorporaram ao planeta durante sua formação. Esses choques dos asteroides diminuíram drasticamente entre 4,2 e 3,8 bilhões de anos atrás…
    .
    Achei que o post também falaria sobre os primeiros seres vivos e seus surgimentos, que tem sua origem explicada pela Panspermia e teoria da evolução química ( ou molecular … ), que são os mais conhecidos e tals…

    • André Silva

      15 de junho de 2014 em 17:33

      Acredito que falarão sobre isso no próximo post da série.

  18. Jeff Dantas

    15 de junho de 2014 em 17:25

    • Rei Leão

      17 de junho de 2014 em 16:21

      eu também

    • DCemblemático

      15 de junho de 2014 em 18:37

      METEORO DE PEGASUS HE-HE-HE

    • Thiago.

      15 de junho de 2014 em 17:42

      Esse é um dos assuntos que mais gosto e me interesso, sei algumas coisas, que li em alguns lugares ou ouvi na escola da professora que manja muito… ^^

    • O Mentalista

      15 de junho de 2014 em 17:40

      Ai chega alguém e diz que deus fez 1 dia…

      • André Silva

        15 de junho de 2014 em 17:44

        Você acabou com o que poderia ser uma grande sequência de ”eu também” :p

        • O Mentalista

          15 de junho de 2014 em 17:53

          Que droga! kkkk

          • Mirai Kuriyama

            16 de junho de 2014 em 18:44

            CCCOMBO BREAKER

    • Forasteira

      15 de junho de 2014 em 17:34

      Eu também ³

      • Adriano Saadeh

        17 de junho de 2014 em 11:28

        Eu também £
        :p

    • Domyouji Dark

      15 de junho de 2014 em 17:33

      eu também²

    • André Silva

      15 de junho de 2014 em 17:29

      Eu também 😀

  19. Death

    15 de junho de 2014 em 17:13

    Vdd,eu estava la

    • Forasteira

      15 de junho de 2014 em 17:56

      “Eu nasci. Há quatro bilhões e meio de anos atrás (eu nasci a quatro bilhões de anos). E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais.”

      • Rei Leão

        17 de junho de 2014 em 16:33

        Você não tinha 14 anos?

        • Forasteira

          17 de junho de 2014 em 18:38

          Você nunca vai saber mwahahaha. Zueira.

          • Rei Leão

            18 de junho de 2014 em 02:06

            kkkkkkkkkkk

      • Marvelunatico

        15 de junho de 2014 em 21:31

        #chupaRaulSeixas

      • Death

        15 de junho de 2014 em 20:45

        Véia pra krl

  20. André Silva

    15 de junho de 2014 em 17:08

    Ótimo post!! Acho muito interessante o início da terra, tenho uma revista da superinteressante que fala sobre isso, desde a formação da nossa galáxia, vez ou outra a leio…

    • Adriano Saadeh

      17 de junho de 2014 em 11:30

      Esse assuntos são muito bons, uma série que eu recomendo sobre o tema é “O Universo”

  21. Bru No

    15 de junho de 2014 em 17:06

    Olha, o núcleo de um planeta nunca foi visto. Há mais pessoas que acreditam que o núcleo é sólido do que líquido: Imagine quantas toneladas de pressão o ferro e o níquel do núcleo estão recebendo? Sabendo que o ponto de fusão é maior quanto mais alta a pressão, as temperaturas de 6000K do centro da Terra, por exemplo, não devem ser o bastante para derreter o núcleo. Faz sentido? Fora outros erros mínimos, muito bom o post. Espero que no próximo da série seja apresentada a composição química do planeta.

    • Thiago.

      15 de junho de 2014 em 17:36

      Na verdade o núcleo é sólido, apesar das temperaturas no mesmo seres extremamente elevadas, a pressão exercida pelos átomos é maior sendo assim os átomos ficam ” compactados ” e são vencidos pela pressão externa, e por causa disso acaba ficando solidificado…

      • Thiago.

        15 de junho de 2014 em 17:40

        E outra, o núcleo pode ser interno ou externo, o material que forma o núcleo interno é sólido enquanto o material do núcleo externo se encontra na forma líquida.

        • Bru No

          15 de junho de 2014 em 18:44

          Obrigado por explicar o que eu disse. Era exatamente isso o que eu quis dizer, só não consegui formalizar. Valeu.

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