Minilua

Uma breve história da Terra #7

Nem milhares, nem milhões, a Terra tem bilhões de anos e sua história começou muito antes de qualquer criatura viva estar por aqui:

Jurássico

Há mais ou menos 200 milhões de anos, o mundo entrava na famosa era Jurássica. Nesse momento, os mamíferos perdiam espaço e os répteis tomavam conta do mundo. As plantas atingiam seu ápice, chegando a criar as primeiras flores do planeta Terra.

Uma das grandes mudanças do planeta na era Jurássica foi a transformação do grande continente de Pangeia. Agora ele estava dividido em dois, um chamado Laurásia, ao norte, e outro chamado Gondwana, mais ao sul. Essa divisão fez com que toda a flora e fauna mudassem drasticamente, pois agora dois lugares totalmente diferentes eram capazes de suprir a vida.

Na era Jurássica, as plantas puderam crescer como nunca, pois o clima úmido era perfeito para elas. Da mesma maneira, muitos répteis herbívoros começaram a despontar como donos do continente. Isso fez com que uma reação em cadeia se inciasse. Como os herbívoros tinham muito o que comer, eles também eram ótimo alimentos para ao carnívoros, criando a pirâmide necessária para que os grandes caçadores répteis ganhassem força e tamanho.

Não havia competição que pudesse deter a evolução desenfreada dos répteis, que aquela altura dominavam os ares, a terra e o mar. Os mamíferos tornaram-se pequenos e viviam as sombras da noite. Os peixes fugiam dos gigantes répteis dos mares, que comiam toneladas de comida todos os dias. Muitos dos tubarões atuais descendem das criaturas que habitavam o mar nessa época.

Naquela época, não havia força capaz de deter os dinossauros e todo seu poder de caça, mas o mundo estava beirando uma grande mudança…

Cretáceo

O período conhecido como Cretáceo começou há 145 milhões de anos. Nessa época, os dinossauros eram donos de todos os lugares do planeta. O clima quente era propício para as flores e os continentes começavam a ter um desenho muito parecido com os atuais. Muitos fósseis desse período revelam populações de dinossauros bem diferentes uma das outras, pois eles haviam perdido contato por milhões de anos, devido a deriva continental. Ou seja, dinossauros que antes eram parentes e viviam nos mesmos lugares, agora estavam em continentes diferentes, por isso os fósseis encontrados no Brasil possuem algumas similaridades com os Europeus, mas são todos de espécies diferentes.

Os mamíferos eram pequenos marsupiais, vivendo em florestas tropicais em um planeta com média de 42 graus centígrados. Os dinossauros gigantes, como o Tiranossauro Rex e outros, eram donos da Terra, comendo qualquer bicho que se movesse na sua frente. A diferença de poder entre os dinossauros e outros animais existentes era tão grande, que a tendência de extinção de raças menores era real e poderia acontecer nos próximos milhões de anos.

Durante milhões de anos, os dinossauros e plantas cresciam, chegando a dezenas de metros e as flores apareciam em todos os cantos do planeta. A Terra era fértil para todo o tipo de vida, dividida em continentes menores e mais propícios a todos.

A extinção

Quando parecia que o planeta Terra estava destinado a ser a casa dos dinossauros, um meteoro caiu sobre todos, causando um evento cataclísmico capaz de mudar os rumos da vida. Milhões de animais morreram durante o impacto do meteoro na província de Yucatán. Mas o pior ainda estava por vir.

Quando um meteoro muito grande bate na Terra, ele joga bilhões de toneladas de detritos no ar, fazendo com que uma camada de sujeira se deposite na atmosfera. Isso faz com que a luz do Sol seja refletida, impedindo que os raios solares necessários para a maior parte dos seres vivos segue até a superfície da Terra.

Isso ocorreu de maneira muito forte no Cretáceo. A barreira de poeira feita pela queda do meteoro na Terra fez com que a maior parte da luz solar ficasse bloqueada por milhares de anos. Assim, os seres que dependiam da luz para fotossíntese morreram. Logo em seguida, todos os herbívoros que dependiam das plantas também ficaram sem ter o que comer, causando um desiquilíbrio na fauna e flora. Por último, os grandes carnívoros, como o Tiranossauro, ficaram sem outros seres para lhe servir de alimento.

As plantas menores e mais resistente sobrevieram, assim como os pequenos mamíferos, que conseguiam se alimentar com pouco e viver naquele mundo sem luz. A vida mais uma vez vencia a morte, sobrevivendo aos trancos e barrancos. Os mamíferos, que antes tinham que viver escondidos dos grandes dinossauros, agora começavam a crescer e dominar as florestas. A era dos répteis tinha ficado para trás e o caminho que levou ao surgimento dos homens estava a nossa frente…