Minilua

Casar ou comprar uma bicicleta?

Essa é uma frase bem comum, que todos vocês já devem ter escutado ao menos uma vez na vida. Até então, eu nunca a tinha levado à sério, mas nesta noite comecei a metaforizar minha vida. Infelizmente temos que fazer escolhas diárias e eleger qual o melhor caminho a percorrer.

Claramente essas não são as duas únicas opções, mas todos nós gostaríamos de não rasurar nessa resposta. Já pensou? Marcar errado e passar o resto da vida com aquele maldito peso na consciência de que você quase optou pelo certo? Em uma prova fazemos muito isso, mas agora é na vida, e com ela não podemos simplesmente passar a borracha ou quem sabe um corretivo. Vai ver você já não tem mais quinze anos e a vida não caminha naquela lentidão de quando as coisas não precisavam ser tão urgentemente resolvidas. Por fim sabemos apenas que o que escolhermos hoje, mudará a nossa vida no futuro, será um novo caminho, uma nova história.

Retomando o velho ditado, a bicicleta representa nada mais do que a liberdade e, como já dizia o ilustre Jean Paul Sartre, “quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.” Ou seja, a liberdade é o maior poder que se pode ter.

Você consegue se lembrar da primeira bicicleta que teve? Lembro bem de quando dei a primeira voltinha… Eu tentava me equilibrar mesmo com aquelas rodinhas auxiliares. Senti o vento, as curvas que ele fazia e a sensação já era de liberdade. O ápice do sentimento era soltar as mãos e erguer os braços…

Por outro lado, o casamento tem cheiro de segurança, de base e de cumplicidade. É quase que o abandono dos sonhos individuais e a busca por um mundo que se caminha a dois.

Mesmo depois de tudo isso não entendo o porquê de ter que escolher entre me casar e comprar uma bicicleta… Estou com vontade de ter ambos. Afinal de contas, o amor é tão recompensador quanto aquela sensação do primeiro equilíbrio na primeira volta.

Muitas pessoas optarão pela bike. Elas têm todo o direito. As más línguas falarão, mas tudo isso é culpa da sociedade que nos influencia a caçar um par, mas que antes de qualquer coisa não nos deixa entender que o nosso único complemento é necessariamente o nosso próprio ser.

É melhor estar sozinha em minha bicicleta do que carregar alguém que só servirá como garantia contra a solidão. É como outra frase ridícula que já cansei de ouvir por aí: “ Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.” O infeliz que disse isso, deve ter usado a frase em uma situação muito crítica, porque quando se trata de ter alguém, é muito melhor deixar os urubus voarem livres para que descubramos a beleza da nossa própria gaiola, para que assim algum pássaro raro possa pousar. E se ninguém interessante ainda não pousou em sua vida, tenha calma, vá se divertir com as outras coisas legais que a vida oferece, nada de deixar a carência diminuir o seu poder de seleção. Caso você se entregue aos urubus, com certeza passará o resto da vida culpando o destino por ter aceitado alguém que vai morrer com você no comodismo.

Tudo bem dizer “pode ser” ao garçom que te oferecer uma Pepsi quando você claramente deseja uma Coca-Cola, mas jamais diga “pode ser” para qualquer que seja o acaso que a vida lhe oferecer.

Agora, sobre ter uma bike ou se casar… Faça o que te der na telha! Se for a pessoa certa, nada disso vai influenciar, apenas pedale junto!

 

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