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As cidades mais loucas do mundo #1

Nosso mundo é cheio de diversidade em tudo que podemos imaginar. Por isso, em algum locais, onde essas diferenças estranhas se unem, surgem cidades para lá de bizarras:

Whittier, Alaska

O Alaska costuma ser um lugar meio inóspito e perigoso. Por isso, muitas das cidades locais são pequenas e habitadas por familiares, onde todo mundo se conhece muito bem. Isso não é diferente em Whittier. A cidade perdida no meio do gelo tem algo em torno de 200 habitantes. Até aí, tudo bem, mas ela é constituída, praticamente, de apenas um grande prédio.

Nele, vivem quase todos os 200 habitantes do município. Porém, a cidade em si fica toda dentro desse prédio. O gabinete do prefeito é lá, assim como a delegacia de polícia e os bombeiros. Quem quer se divertir pode alugar um filme na locadora no quinto andar, ou tomar um belo café da manhã no terraço. As compras também são feitas dentro do prédio e existe até um igreja para os religiosos no porão.

Um dos únicos locais de interesse geral que não fica dentro do prédio é a escola, que está do outro lado da rua. E como o local chega a ter temperaturas de -40 graus no inverno, as crianças descem até o porão do edifício e chegam a escola por um túnel subterrâneo. Isso que é cidade pequena!

Green Bank, West Virginia

Green Bank é uma cidade que surgiu em volta do telescópio Green Bank, um dos artefatos humanos mais tecnológicos e sensíveis do planeta. Ele foi desenvolvido para poder captar ondas de rádios vindas dos mais longínquos cantos do universo. Sua sensibilidade é tão grande, para poder trazer os melhores resultados, que ele criou uma cidade totalmente diferente a sua volta.

Todos os produtos tecnológicos que estamos acostumados, como celulares, micro-ondas, Wi-Fi, televisão, enfim, quase qualquer eletrônico que possa emitir algum tipo de sinal é proibido, por lei, em Green Bank. Uma equipe de policiais anda pela cidade com detectores de ondas de rádios e se você for pego com algo ilegal, acaba na cadeia. Isso tudo porque a sensibilidade do telescópio é tão grande, que mesmo um rádio a pilha pode ferrar com todo aquele experimento científico bilionário.

A cidade, que a primeira vista parece um inferno sem as principais tecnologias de nosso tempo, virou um santuário para pessoas com uma doença rara. Conhecida como Hipersensibilidade Eletromagnética, essa doença faz com que o doente sofra com dores de cabeça, sensação de queimação e até mesmo dores no corpo, tudo porque existe um campo magnético a sua volta. No mundo atual fugir disso é quase impossível, por isso dezenas de pessoas com essa doença foram morar por lá, um dos poucos locais do planeta onde você pode fugir de ondas eletromagnéticas.