Minilua

As coisas que deixamos de amar

Nós vivemos de pequenos amores e paixões durante toda a vida. Um dia nós amamos algo, seja um jogo, um lugar, uma música, uma banda, uma roupa e quando menos esperamos, assim, sem notar, aquela coisa para de fazer nosso coração bater mais forte. Aquilo, que tanto gostávamos, some, desaparece e se não forçamos a memória, se quer nos damos conta de seu repentino desaparecimento.

Claro que, até agora, só falamos de amores bobos, mas as vezes eles são importantes. Por alguns momentos nós fazemos coisas que nos deixam apaixonados, até achamos que aquilo pode ser algo que gostaríamos de fazer a vida toda. E quem sabe, até transformar isso em uma profissão. Porém os meses e anos se passam… E aquilo, que um dia foi tão grande, intenso e importante, simplesmente some. Um dia sonhamos ser desenhistas, porque naquele momento amamos desenhar; um dia sonhamos ser músicos, porque adoramos arranhar algumas notas no violão; um dia sonhamos ser escritores, porque devoramos as páginas de vários livros; mas por algum motivo esses desejos passam… Talvez ainda estejam guardados em um canto escuro de nossas mentes, mas sem a força necessária para saírem de lá. E por que será que nós sempre desistimos dessas coisas? Seria apenas a realidade batendo com força em nossos sonhos? Será que foi por que descobrimos outra coisa melhor? Ou será que nossa força de vontade não é forte o bastante? Ou aquilo que pensamos ser um grande amor, era só mais uma paixão de verão?

Ahh, e ainda existem as pessoas! Quantas vezes sofremos de amor por alguém e pensamos: “Nossa! Essa é a pessoa que quero ter ao meu lado o resto da vida.” E de repente, algumas semanas, meses, até anos depois, nós simplesmente deixamos de gostar e aquele grande amor acaba. Todos os sonhos, vontades e desejos desaparecem no passado, como se nunca tivessem existido. Anos depois, quando pensamos naquela pessoa que nos fez passar madrugadas em claro e nos deixou sem fôlego com apenas um olhar, se quer entendemos como gostávamos dela ou porque sentíamos tudo aquilo.

Parece que nós fomos feitos para amar coisas, aproveitá-las por um tempo e depois simplesmente esquecê-las, apenas para que outra paixão tome o lugar da antiga, até que um dia, com muita sorte, nós conseguimos encontrar um grande amor que seja para vida inteira.

 

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