Comercialização da estética: existe alguém mais belo(a) do que eu?

Fatores que interferem na decisão para cirurgia plástica estética




1. Aspectos sociais

Entre 21 e 50 anos – 63%
Mais de 50 anos – 25%







Vivemos erroneamente numa sociedade que cultua o corpo e a beleza, na qual é proibido envelhecer ou engordar e a beleza torna-se sinônimo de felicidade. Somado a isso, há uma busca de identidade e grupo social, a necessidade de aceitação e, ainda, a percepção de si, como auto-estima que refletem na imagem corporal.




2. Aspectos científicos

Menos de 20 anos de idade - 12%




3. Aspectos jurídicos

“O profissional que se propõe a realizar cirurgia, visando a melhorar a aparência física do paciente, assume o compromisso de que, no mínimo, não lhe resultarão danos estéticos, cabendo ao cirurgião a avaliação dos riscos" (Superior Tribunal de Justiça (Ag.Rg. no AI n. 37.060-9-RS, ac. 28.11.1994). Estes riscos devem ser informados de forma inteligível e abrangente ao paciente. Daí a importância do denominado "termo de consentimento informado ou esclarecido". A Cirurgia Plástica Estética, caracteriza-se por, neste contrato, o médico se comprometer com uma obrigação de resultado; conforme a doutrina e jurisprudência brasileiras, majoritariamente apesar de vozes em contrário. “Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.” (artigo 186 do Código Civil Brasileiro )




4. O merchandising

Homens 12%



Estatísticas e dados

Conforme Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2009 o índice de cirurgias plásticas realizadas é o que segue:

Mulheres 88%
Pessoas com baixa-estima encontram ajuda na cirurgia plástica. Entende-se ainda por dismorfia corporal, uma doença na qual o sintoma é a obsessão por rostos e corpos perfeitos. Quanto ao profissional que atua na área da cirurgia plástica, este precisa ter titulação específica e as salas de cirurgia precisam ser bem equipadas para realizar as mesmas.
A beleza é relativa à época, á cultura, e é subjetiva. Veja as imagens: Vênus/ Afrodite: Deusa da beleza da fertilidade; Gisele Bündchen: top model brasileira de sucesso internacional; Priscila, a ex - BBB:

Procedimentos não cirúrgicos mais realizados: Botox e preenchimentos faciais Procedimentos cirúrgicos em ordem decrescente: rinoplastia (cirurgia do nariz), cirurgia das pálpebras, implante mamário de silicone, lipoaspiração e outros.

Infelizmente ocorrem erros e até mesmo mortes, quando o profissional é desqualificado ou a clínica inadequada, embora também em atendimentos-padrões. Quanto à mortes, devidas à cirurgias plásticas, é muito difícil de se certificar uma estatística, pois o óbito é dado, muitas vezes, pela anestesia que é aplicada e não pela própria cirurgia.

Seja você mesmo(a)!

Baseado em: ARRUDA, Angeliny Moura. “Espelho, espelho meu…” A cirurgia plástica e suas características psicológicas, filosóficas e sociais

  1. Ljane Albuqrq

    11 de agosto de 2012 em 00:48

    meldeus! q vídeo é esse? a unica maneira de ver algumas dessas cirurgias… sou muito covarde pra ver ao natural!

  2. Taiane

    1 de janeiro de 2011 em 21:36

    nao acredito q compararam  afrodite, com priscila e gisele aff q bosta

  3. Claudio

    8 de junho de 2010 em 00:58

    Isto é o resultado no mundo que vivemos. Aparência vale mais que mil palavras, ou seria a imagem? Enfim, estar na moda, estar jovem, é algo que todos querem, muito poucos aceitam todas as fases da vida. Envelhecer hoje é motivo de ser jogado de lado na vida social, na vida profissional, enfim, se vira algo obsoleto. Triste, mas parece não mudar tão cedo, porque quem é jovem hoje, esquece que vai velho amanhã.

  4. Manu Paty Girls

    5 de junho de 2010 em 00:17

    Bah não sabia q era assim adorei o video…Bah é arriscado msm!

  5. ana paula dupim

    4 de junho de 2010 em 13:30

    Brigado!! pra você também!:-D

  6. ana paula dupim

    3 de junho de 2010 em 22:40

    É mesmo… Mudar isso é realmente utópico, ainda mais levando em consideração os fatores que você colocou acima e que dificultam essa mentalidade. Mas tomara que possamos pelo menos progredir, conversando com as pessoas ou incluindo o tema na educação dos nossos filhos pra que estes, se tornem multiplicadores desses valores e possam melhorar esse cenário que a gente vive!!!:-)

    • Aida Saadeh

      4 de junho de 2010 em 12:12

      Yes!!!!!!!!!!!!!!! É o que faço com meus filhos e meus alunos! Como profissional da educação é um desafio concorrer com a mídia e com as maravilhas tecnológicas…mas não desistir é um lema! 😀 Bom finde!

  7. ana paula dupim

    3 de junho de 2010 em 20:07

    Não é seguido a risca, e deveria ser quando se tratando de saúde e de vidas mas… E como você disse, mesmo conscientes, as pessoas passam por cima da lei e isso é verdade. É triste pensar que mulheres e homens, estão arriscando suas vidas para alcançar um padrão que talvez não está ao alcance mesmo com as plásticas. A mídia, a indústria de cosméticos, fazem propagandas que repercutem de forma muito séria em nossas vidas e se não ficarmos atentos, somos sugados por essa epidemia, levando nossa saúde , auto estima e autocuidado pro espaço. Sendo assim, acho que estas questões devem estar sempre sendo levantadas e discutidas pra que a gente possa abrir mais a cabeça, e refletir se vale a pena melhorar a casca e deixar a poupa da fruta podre, lembrando que de qualquer maneira a fruta será decomposta. A verdadeira autoestima envolve muito mais do que estética, envolve saúde do corpo , da mente , afetiva e por aí vai… e temos que tentar alcançar esta autoestima com responsabilidade e sem perdermos nossa essência, é fácil? creio que não, mas acho que é muito mais difícil se recuperar das sequelas deixadas por uma cirurgia estética mal planejada…

    • Aida Saadeh

      3 de junho de 2010 em 21:25

      É verdade! Mas nada é seguido à risca nunca! Fiz uma pesquisa sobre isso há uns meses, num curso relacionado à ética, então ética na cirurgia plástica…os valores estão tão distorcidos que as pessoas colocam em risco suas próprias vidas. O que sei é que a cirurgia plástica estética é uma cirurgia de resultado e que quando se preza o lado humano (passando por psicólogo inclusive), todas as possibilidades são apresentadas (claro que isso seria o ideal sempre, mas sabemos que não é). Assim, o paciente deve ser informado se o resultado esperado pode não ser alcançado no todo e quaisquer riscos sendo possíveis, o mesmo deverá ser informado (é o que a justiça determina, mas não acontece). Ainda assim cabe ao médico indenizar, ressarcis e cumprir as penalidades previstas, visto que ficou claro que é uma cirurgia que visa resultado. O ideal é sim o que colocas…sobre a autoestima, mas mudar isso é utópico, como tantas mudanças que almejamos…meninas de 15 anos já fizeram cirurgia plástica estética…e por aí vai! Sem preconceito, m,esmo…mas…perceba o número de pessoas que se interessam por tais temas conflitantes…por aqui mesmo…então mudar as coisas é bem complicado..mas eu faço minha parte e tu fazes atua…isso é o que importa, ter pessoas q n desistem 🙂

  8. Aida Saadeh

    3 de junho de 2010 em 18:22

    Mesmo conscientes dos riscos e benefícios a maioria das pessoas (homens e mulheres) acabam optando pela cirurgia plástica estética, e profissionais éticos e competentes prestam tais informações (ou deveriam) e ainda assim, muitas vezes contrariando aos profissionais, as pessoas optam pelas “correções”, um exemplo clássico é o do implante de silicone, pois as mulheres decidem por aumento exagerado das mamas ignorando informações médicas. É dever do profissional prestar-lhes as informações devidas, no entanto a escolha é do(a) paciente (infelizmente existe o lado financeiro que certamente médicos não irão ignorar). Aí já abordados os aspectos jurídicos…mas fica a pergunta que não quis calar: Alguma coisa é cumprida à risca, especialmente em nosso país?

  9. ana paula dupim

    3 de junho de 2010 em 17:27

    Eu acho que as mulheres antes de optarem pela cirurgia estética, devem estar conscientes dos riscos e benefícios e ver o que pesa mais. A cirurgia por si só, já é um risco mesmo com profissionais e clínica qualificada, imagina quando isso não ocorre. E o pior é que algumas mulheres, na ansiedade de alcançar o padrão ou de corrigir alguma imperfeição que a incomoda, acaba não dando importância para isso, e outras que não têm condição de pagar por clínicas mais qualificadas e consequentemente mais caras, também esquecem de fazer esse equilíbrio. Eu sei que é difícil quando algo nos incomoda, nós mulheres somos vaidosas, mas num adianta nada a aparência saudável, com o corpo doente. Não to falando para as mulheres não fazerem cirurgia, cada uma sabe de si, mas só uma dica para tomarem uma atitude mais consciente e diminuir esses riscos. E será que esses aspectos jurídicos são seguidos “a risca” pelos médicos? será que as mulheres estão sendo devidamente informadas? Se isso for verdade por que tantas denúncias e óbitos como a gente tem visto aí na tv e no nosso cotidiano? bem, é isso aí!!!!!!!legal falar disso

    • Adriano Saadeh

      3 de junho de 2010 em 18:07

      Concordo plenamente!

      • Luciano

        4 de junho de 2010 em 18:09

        concordo plenamente 2

        • Aida Saadeh

          4 de junho de 2010 em 23:03

          Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaa….a ideia do post eh balançar as ideias!!!!!!!!!! 😀

  10. Ígor

    3 de junho de 2010 em 15:17

    \o/ a da penultima foto é horrivel!
    Pra que fazer aquilo?A mulher ja era feia ficou mais ainda hsauhsuahsua

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