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Comercialização da estética: existe alguém mais belo(a) do que eu?

Fatores que interferem na decisão para cirurgia plástica estética

1. Aspectos sociais

A beleza é relativa à época, á cultura, e é subjetiva. Veja as imagens: Vênus/ Afrodite: Deusa da beleza da fertilidade; Gisele Bündchen: top model brasileira de sucesso internacional; Priscila, a ex- BBB:

Vivemos erroneamente numa sociedade que cultua o corpo e a beleza, na qual é proibido envelhecer ou engordar e a beleza torna-se sinônimo de felicidade. Somado a isso, há uma busca de identidade e grupo social, a necessidade de aceitação e, ainda, a percepção de si, como auto-estima que refletem na imagem corporal.


2. Aspectos científicos

Pessoas com baixa-estima encontram ajuda na cirurgia plástica. Entende-se ainda por dismorfia corporal, uma doença na qual o sintoma é a obsessão por rostos e corpos perfeitos. Quanto ao profissional que atua na área da cirurgia plástica, este precisa ter titulação específica e as salas de cirurgia precisam ser bem equipadas para realizar as mesmas.

3. Aspectos jurídicos

“O profissional que se propõe a realizar cirurgia, visando a melhorar a aparência física do paciente, assume o compromisso de que, no mínimo, não lhe resultarão danos estéticos, cabendo ao cirurgião a avaliação dos riscos" (Superior Tribunal de Justiça (Ag.Rg. no AI n. 37.060-9-RS, ac. 28.11.1994). Estes riscos devem ser informados de forma inteligível e abrangente ao paciente. Daí a importância do denominado "termo de consentimento informado ou esclarecido". A Cirurgia Plástica Estética, caracteriza-se por, neste contrato, o médico se comprometer com uma obrigação de resultado; conforme a doutrina e jurisprudência brasileiras, majoritariamente apesar de vozes em contrário. “Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.” (artigo 186 do Código Civil Brasileiro )

4. O merchandising

Estatísticas e dados

Conforme Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2009 o índice de cirurgias plásticas realizadas é o que segue:

Mulheres 88%
Homens 12%
Menos de 20 anos de idade- 12%
Mais de 50 anos – 25%
Entre 21 e 50 anos – 63%

Procedimentos não cirúrgicos mais realizados: Botox e preenchimentos faciais Procedimentos cirúrgicos em ordem decrescente: rinoplastia (cirurgia do nariz), cirurgia das pálpebras, implante mamário de silicone, lipoaspiração e outros.

Infelizmente ocorrem erros e até mesmo mortes, quando o profissional é desqualificado ou a clínica inadequada, embora também em atendimentos-padrões. Quanto à mortes, devidas à cirurgias plásticas, é muito difícil de se certificar uma estatística, pois o óbito é dado, muitas vezes, pela anestesia que é aplicada e não pela própria cirurgia.



Seja você mesmo(a)!

Baseado em: ARRUDA, Angeliny Moura. “Espelho, espelho meu…” A cirurgia plástica e suas características psicológicas, filosóficas e sociais