Como alguns jogos realmente funcionam #1

Nós raramente paramos para pensar em como os jogos são feitos. Mas no fundo eles são programas de computador, capazes de gerar imagens com as quais interagimos. Obviamente, fazer um jogo nos dias de hoje é uma tarefa complexa que leva anos para tomar forma e para se manter dentro das limitações de memória e processamento. Muitos jogos são obras de arte do mundo da gambiarra:




Sem balas

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Quando você dispara uma bala em um jogo de tiro, um processo complexo de cálculos é desencadeado. Primeiro, o dado de sua posição no mapa é pego, depois se inicia o cálculo de trajetória baseado em sua posição, elevação, direção e, dependendo do jogo, mais fatores como vento e altitude podem ser levados em conta. Com o trajeto do projétil calculado em milésimos de segundo, o game pode identificar se a bala vai acertar alguém. Com o destino final sendo outro personagem, o jogo identifica em que local do corpo a bala vai “bater” e calcula o dano que será feito.

Fazer esses cálculos para um computador é algo bastante simples e rápido. E para deixar esse processo ainda mais rápido e fluído, afinal centenas de balas podem ser disparadas por segundo e a cada novo disparo tudo tem que ser calculado de novo, os jogos não costumam renderizar a bala.

Ou seja, se você pudesse pausar o jogo no tempo e andar pelo cenário, não veria nenhuma bala voando. Gerar a imagem da bala e colocar na trajetória calculada custaria muito poder de processamento e como ninguém consegue enxergar as balas ao natural, os desenvolvedores de jogos tiram elas de cena e ficam apenas com o cálculo de trajetória, muito mais rápido e fácil de fazer. Claro que alguns games mais apegados a realidade podem renderizar as balas, mas são poucos que se apegam a esse tipo de detalhe.




Ataques sincronizados

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Quando alguém está desenvolvendo um jogo, essa pessoa possui total controle sobre todos os aspectos da produção, desde o modo como a física vai funcionar até o comportamento dos inimigos controlados pela máquina.

Muitas vezes, para criar um ambiente mais favorável ao jogador, os produtores fazem com que os inimigos só possam atacar em grupos de tamanho determinado. Ou seja, digamos que você está em algum lugar e de repente encontra 15 inimigos juntos. No mundo real, os 15 viriam para cima e você estaria morto em poucos segundos. Mas no jogo podem existir algumas regras para evitar seu massacre.

Muitos desenvolvedores limitam o número de inimigos que conseguem atacar o jogador ao mesmo tempo. Isso pode variar dependendo da dificuldade ou filosofia do game. Sendo assim, se você der de cara com 15 inimigos, pode ser que apenas 5 o ataquem ao mesmo tempo, enquanto os outros ficam em volta ameaçando, mas não fazendo nada para valer. Apenas quando uma vaga é aberta, um dos inimigos morre ou para de atacar, outro entra em seu lugar.

Antigamente, quando os videogames eram mais fracos em processamento, isso era feito para que toda aquela movimentação não trancasse o jogo. Hoje em dia, isso é feito bastante para dar uma chance ao jogador, fazendo com que ele seja atacado somente por uma quantidade de inimigo que pode dar conta.

  1. Greg

    8 de abril de 2016 em 17:51

    muito interessante… post muito bom..

  2. Willyam Ricardo

    8 de abril de 2016 em 17:11

    No max spain eles renderizam as balas e é muito bem feito o efeito no jogo . Em the Kings é assim tbm uma quantidade de inimigos atacam e depois quando abre a vaga os outros vem . Sempre desconfiei disso ,quando eu jogava os jogos no qual tem vários inimigos ao mesmo tempo e os caras não vinham de uma vez , é notável isso no God of War .

  3. Sr. Raposa

    8 de abril de 2016 em 13:41

    Assassin’s Creed é assim, dois ou três atacantes por vez, no máximo… já Dark Souls rsrsr

    • Heider Guerellus Da Rosa

      8 de abril de 2016 em 14:38

      por isso que dark souls eh foda a hora que o inimigo ve uma chance de atacar vem todos pra cima pra te matar mt show ahaha

  4. Crow666

    8 de abril de 2016 em 12:23

    Interessante

5 Comentários
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