Como a ciência realmente funciona?

A ciência está em todos os aspectos de nossa vida. É graças a ela que nós temos todos os objetos tecnológicos, remédios e vivemos em uma sociedade moderna e secular. Mas nem todas as pessoas realmente entendem como a ciência funciona e como faz suas descobertas.




Como começa?

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O primeiro passo do método científico é algo bem simples. Tudo começa com uma pergunta. Muitas das maiores descobertas científicas da história começaram com uma pergunta de “Como algo acontece” ou “Porque algo acontece”. Com a pergunta formulada, outro estágio do método científico se inicia.




Pesquisa inicial

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Tendo uma pergunta, o cientista pode começar a busca por uma resposta. Por isso, o segundo passo é uma boa pesquisa sobre o tema. Se o pesquisador quer saber como algo funciona, ele não sai fazendo testes. Primeiro ele lê trabalhos de outros pesquisadores no mesmo tema. A ciência é algo colaborativo, ninguém descobre tudo sobre um assunto sozinho, pois, muitas vezes, entender algum fenômeno é um estudo que leva séculos. Um bom exemplo é a gravidade, algo que conhecemos há séculos e ainda estamos aprendendo sobre ela.

A pesquisa inicial ajuda o cientista a entender mais sobre o assunto e também checar se a resposta para a pergunta dele ainda não existe. As vezes, uma pergunta não foi respondida diretamente por um trabalho científico, mas uma pesquisa sobre o tema, juntando informações de diversas fontes, pode revelar uma resposta escondida nas entrelinhas.




Construção da hipótese

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Depois de ter estudado e aprendido bem sobre o assunto, chega a hora de dar uma espécie de “chute”, com uma precisão maior do que a de um amador. Nesse momento, o cientista monta a hipótese, ou seja, baseado em seus conhecimentos sobre o tema, ele responde a pergunta com uma resposta que ele acha que é a mais correta, criando a hipótese inicial. Muitas pessoas confundem a hipótese com uma teoria. Teoria é algo que só surge depois que o cientista fez os testes e confirmou sua hipótese, ou seja, teoria científica é algo já testado e confirmado, hipótese é um chute, que pode estar completamente errado.




Testando

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Como a hipótese é só uma aposta, é necessário que o cientista faça algo para confirmar se o seu “chute” está correto ou precisa ser alterado. Nesse momento entram os testes. O pesquisador cria um teste que seja capaz de confirmar ou desmentir sua ideia inicial. É muito normal que nesse estágio a hipótese inicial seja descartada e trocada por algo totalmente diferente. Pois é aqui que as descobertas começam a serem feitas.

O teste científico precisa ser capaz de provar a hipótese e ser reproduzível por qualquer outro cientista, pois uma descoberta científica só é aceita quando ela é reproduzida por diversos especialistas no mundo.




Análise

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Depois de feito os testes, o cientista pega os resultados e faz a análise. Nesse momento a hipótese ganha corpo, pois é fundamentada com dados reais. Ou seja, a hipótese criada tem que ser provada pelos dados, se não for o caso, a hipótese tem que ser mudada para se encaixar nos dados perfeitamente. Qualquer erro ou desvios nos resultados, fazem com que a hipótese seja invalidada.




Comunicar resultados

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Quando a hipótese e os dados se combinam perfeitamente, está na hora de mostrar a descoberta para o mundo. Nesse momento, o cientista precisa publicar um trabalho científico. Esse trabalho precisa descrever exatamente a hipótese, os dados e mostrar como isso prova as ideias do cientista.

Uma das partes mais importantes a descrição do experimento e da coleta de dados. Pois outros cientistas no mundo precisam serem capazes de chegar as mesmas conclusões, fazendo os mesmos testes. Todo trabalho científico possui dados que permitem que qualquer pessoa no mundo reproduza os testes. Ou seja, qualquer pessoa no mundo pode ir lá e desmentir a descoberta.

Exatamente por isso que a ciência é colaborativa, pois os testes precisam ser feitos por várias pessoas e precisam de diversas avaliações. Quando um grupo de diversos cientistas independentes e especialistas na área reproduzem os testes e chegam as mesmas conclusões, a hipótese enfim vira uma teoria ou uma lei, dependendo do tipo de descoberta. Com o tempo, novas descobertas na área vão mudando essa teoria e a melhorando, pois nada na ciência está finalizado. Tudo que se sabe está em constante mudança, pois novos estudos podem mudar antigas teorias, melhorá-las ou mesmo desmenti-las completamente. A ciência está sempre evoluindo e melhorando, e a verdade de hoje pode virar mentira amanhã. Somente as teorias e leis mais bem fundamentadas se mantém em pé por séculos.

  1. Eduardo Azrael

    22 de fevereiro de 2016 em 11:57

    É por essas e outras que eu detesto o Método Científico: ele trabalha muito com os “ses”. SE isso estiver correto, SE isso não mudar com o tempo, SE alguém não achar algo que prove o contrário… claro, é um método bastante arriscado, e é uma pena que não exista algo melhor. Ou melhor, EXISTE: o método matemático. O Método Matemático é o único que é considerado (eu disse CONSIDERADO) 100% à prova de falhas, desde que a prova seja absoluta, mas infelizmente o Método Matemático não é fácil de ser aplicado a todas as teorias científicas, devido ao grau de complexidade de muitas essenciais, e é por isso que o Método Científico acaba sendo o único meio. Por outro lado eu fico bastante irritado quando alguém diz que “tal teoria é quase totalmente à prova de falhas”, como se nada pudesse contestar essa teoria, quando nem os próprios cientistas têm 100% de certeza disso; por menor que seja, sempre existe a possibilidade da teoria cair por terra. Por exemplo, a Teoria Gravitacional de Newton era considerada absoluta, mas Einstein provou que não era, até que veio a Mecânica Quântica e provou que talvez fosse (ao menos para as partículas subatômicas). A Ciência é isto: descobrir, refutar, teorizar, aprender, redescobrir e nunca ter certeza absoluta de nada, mas sempre buscando o melhor, sempre em busca da perfeição, sem nunca chegar perto dela, mesmo se aproximando.

  2. Kanya

    21 de fevereiro de 2016 em 23:09

    Interessante. A gente pensa/imagina como deve ser o trabalho de um cientista e aí acaba achando que eles pegam o tema e já partem pros testes… Engano nosso, a ciência é mais ampla que isso.

  3. Caciano Genz

    21 de fevereiro de 2016 em 21:59

    quer realmente entender como a ciencia funciona? leia, ESTUDE o livro de rubem alves: A ciencia do jogo e suas regras. Mas estude todas as paginas.

    • Caciano Genz

      21 de fevereiro de 2016 em 22:01

      na verdade o nome é : a filosofia da ciencia, o jogo e suas regras

5 Comentários
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