Como nosso cérebro nos controla sem notarmos

Sempre achamos que estamos no controle de tudo e que nossas escolhas se baseiam apenas no que queremos e pensamos, mas, na verdade, o cérebro toma decisões por nós:




Escolhas

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Todos os dias nós tomamos decisões, sejam elas pequenas, como “O que comer” ou grandes, como “Qual curso vou fazer na faculdade”. Em geral, basta pensarmos no assunto e acabamos chegando a decisão que vai nos agradar mais, porém, quando existem opções desconhecidas, nosso cérebro tende a escolher por nós.

Um estudo feito pela University of Pennsylvania revelou que nós temos uma grande tendência a escolher o que “já sabemos”. Durante a pesquisa, os cientistas pegaram voluntários e fizeram os mesmos jogarem alguns games envolvendo bolinhas. Lá pelas tantas, um jarro preto com diversas bolas foi apresentado. Os voluntários foram informados que dentro dele haviam 60 bolas vermelhas e algumas pretas e amarelas. As pretas e amarelas davam mais dinheiro e as vermelhas menos.

Tendo essa informação, os voluntários tinham que escolher em qual cor desejam “apostar”, mesmo sabendo que o número de bolas pretas e amarelas poderiam superar as vermelhas. No final, a grande maioria apostou nas vermelhas.

Em um exemplo mais simples, digamos que você tenha a chance de ganhar dois prêmios. O primeiro é 50 reais garantido ou pode apostar e ganhar um valor de 1 a 100 reais. Qual você escolheria? Alguns até arriscarão, mas a maior parte vai no “certo”, que são os 50.




Efeito da ambiguidade

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Nosso cérebro, em todos os milhões de anos de evolução, parece ter criado um gatilho que dispara um alerta quando qualquer coisa desconhecida aparece pela frente, por isso, mesmo quando há chance de que alguma coisa nos traga um benefício maior.

Um dos mais famosos ditos populares brasileiros fala exatamente sobre esse tema: “Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando”. Em muitos casos, esse pedaço da sabedoria popular é realmente ótimo, mas arriscar também pode trazer grandes benefícios. Então, mesmo que seu cérebro tente lhe convencer que o conhecido é a melhor decisão, pense duas vezes.

  1. Tony Silva

    31 de julho de 2015 em 23:14

    hmm post um pouco sem sentido, ainda não conhecemos bem como funciona a nossa própria consciência mas tudo leva a querer que é tudo impulsos nervosos no cérebro, portanto dizer que o nosso cerebro toma decisões por nós é o mesmo que “me desculpa amor, meu pau me estava controlando”

    • 2-D

      5 de agosto de 2015 em 20:18

      Concordo em partes com você, acredito que nosso cérebro diria algo como: “- Ei, acho que seria melhor escolher isso ao invés daquilo!” E nós mecanicamente em boa parte dos casos aceitamos essa sugestão.

  2. Wayne Griffin

    31 de julho de 2015 em 15:42

    Depois desse post vou até me tornar um “lifeaholic”.

  3. Lenyyfla lenyy

    31 de julho de 2015 em 12:22

    Depois de ler isso… minha vida fez sentido… e.e por isso eu sempre me ferro nos jogos de simulação

  4. Mutley

    31 de julho de 2015 em 11:16

    Concordo em partes , porque no meu entendimento e por experiência própria , o cérebro funciona como um banco de dados que toda vez que você vê algo semelhante que já foi vivido por você ele vai lá e busca , é como se abrisse uma gaveta no seu cérebro procurando através de referências , outro exemplo que eu compactuo muito é o gosto por musica , as pessoas no geral nunca gostam de algo que nunca ouviram antes , deixe-me explicar , não falo de gênero , mas sim aquilo que forma a musica , os acordes ,o ritmo etc , qualquer parte de uma musica que você goste , geralmente tem sempre ”aquela parte” que você gosta mais da musica , por isso quando nosso cérebro ouve outra musica que tem uma ”parte” semelhante a que você já ouviu e gostou ele acha aquilo algo bom. Mais um exemplo sobre isso ainda , é de quando estou estudando , como o conhecimento é algo interdisciplinar sempre encontro referências quando estou estudando Geografia por exemplo , mas acho coisas sobre História , assim como Física , Química , Matemática e Biologia tem suas semelhanças , mas é claro , além do fato de ter essas ligações ,o conhecimento obtido em outras áreas funciona como uma válvula de espape para aprender coisas novas , agora sobre eu ter dito que concordava em partes , é porque não acho que o cérebro nos controla , o problema é que esse magnifico órgão a todo o momento esta passando informações e nós não temos controles sobre elas , imagine que o seu cérebro é como um CPU , ele esta a todo momento baixando arquivos e você não pode pausar nem nada , só pode ”acessa-los” , isso acontece com nós quando puxamos nossa memória , só pegamos o que esta voando ali dentro enquanto ocorre uma orgia muito louca de dados transitando a todo instante , é isso .

  5. Greengineer

    31 de julho de 2015 em 00:20

    E mais uma vez se confirmou o dito popular: “Antes uma postagem curta e boa do que duas longas e entediantes…”

  6. Wagner

    30 de julho de 2015 em 21:53

    Interessante a matéria, assim como o teste realizado e o exemplo dado (junto do clássico ditado).
    Bom exemplo também é de uns programas que darem dinheiro se a pessoa continuar arriscando cada vez mais, tipo um que tem no Roda a Roda com os carrinhos quando o participante tá pra perder (acho que tem ainda).

    • 2-D

      5 de agosto de 2015 em 20:15

      Ou um outro que passava no programa do Silvio Santos, sobre provas em que a cada prova haveria maior dificuldade e ao mesmo tempo muito dinheiro. Grande parte arriscava e se dava mal.

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