Comparação salarial traz infelicidade

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Segundo estudo francês, comparação com colegas de trabalho é menos nociva; mais pobres tendem a comparar mais os rendimentos.

Comparar o próprio salário com os de amigos e familiares pode levar à infelicidade, segundo afirma um estudo realizado na França.

Pesquisadores da Escola de Economia de Paris analisaram dados de um levantamento europeu para descobrir que três quartos dos entrevistados disseram considerar importante comparar seus rendimentos com os dos outros.

Mas aqueles que comparavam os salários se diziam menos contentes, principalmente os que olhavam os salários de amigos e familiares ao invés dos de seus colegas.

O estudo, publicado na revista acadêmica "Economic Journal", diz que os mais pobres são os mais afetados.

Satisfação

dinheiro1Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa que entrevistou 19 mil pessoas em 24 países da Europa.

As repostas mostraram que quanto mais importância as pessoas davam a comparações de salários, mais baixo elas se consideravam em relação a níveis de satisfação com a vida e de padrão de vida, além de se sentirem mais deprimidas.

A pesquisa não identificou diferenças entre homens e mulheres em relação a quanto eles comparam seus rendimentos com os de outras pessoas.

A limitação das comparações de salários com os colegas de trabalho parece ser menos nociva. Segundo o estudo, a comparação com amigos pode gerar até duas vezes mais infelicidade que a comparação com colegas.

Segundo os pesquisadores, a comparação do salário com os de colegas de trabalho pode ajudar a impulsionar os sentimentos sobre as perspectivas de renda futura.

"Olhar constantemente para os outros parece tornar o mundo um lugar menos feliz e mais desigual", concluíram os autores do estudo.




Pobres

dinheiro-cqhumorthumbnail[1] A pesquisa descobriu ainda que as pessoas de países mais pobres comparam mais seus salários do que as pessoas nos países mais ricos e, dentro dos países, as pessoas mais pobres comparam mais os salários do que as pessoas mais ricas.

"Eu achava que as pessoas ricas comparassem mais, porque quando você está no fundo da escala o que realmente importa é conseguir o mínimo necessário, mas não foi isso o que vimos", disse o coordenador da pesquisa, Andrew Clark.

Para o professor Cary Cooper, especialista em psicologia organizacional e saúde na Universidade de Lancaster, o tipo de pessoa que se compara constantemente com outros pode sofrer de insegurança.

"A comparação com colegas de trabalho é justa, mas com amigos de escola que tiveram as mesmas oportunidades, você pode pensar: “Eles se deram muito melhor, então eu devo ser menos competente”", diz Cooper.

"Eu aconselharia as pessoas a não se compararem e a serem felizes com o que elas são e com a situação em que elas estão - e lembrar que aquelas pessoas com quem você está se comparando podem não estar mais satisfeitas", afirma.

Fonte: G1

  1. ETELVINO

    31 de maio de 2010 em 19:40

    Em MASLOW, no seu modelo piramidal de priorização das necessidades, podemos abstrair uma explicação: Faz parte da evolução. O desejo de pertencimento, de autorrealização e de sucesso é inerente a todos. É elementar que no topo daquela pirâmide, assim como na elite social, caibam menos pessoas. Na primeira, muitos mal conseguem passar dos primeiros estágios. Na segunda, o espaço e mais restritivo ainda.

    Não só pelo salário, mas muito mais pelo que aparentam ter e usufruir da vida, as pessoas constantemente fazem comparações, especialmente no ambiente de suas rotinas: trabalho, comunidade em que reside, amigos, parentes e grupos sociais.

    Por outro lado, para quem estabelece metas máximas de atingimento, sua frustração será maior para a maioria porque apenas a alguns poucos será viável chegar ao ápice. Ideal é estabelecer metas factíveis e galgar patamares subsequentemente.

    Dentro de um ambiente corporativo é natural a competitividade. Moral e eticamente falando, ela não pode ser obsessiva, nem obcecada. Podem se tornar sentimentos mesquinhos, como a inveja, a arrogância, a soberba.

    As crianças(meninos) querem ser jogadores de futebol, olhando o exemplo de fama, sucesso e de riqueza dos ídolos – imediatamente associados à felicidade – todavia, sabemos que menos de um por cento consegue esse resultado e que isso não lhes assegura a felicidade. Noutro gênero, as mocinhas querem ser como as modelos de sucesso.

    A felicidade está na simplicidade, em comemorar a vida e os pequenos e grandes avanços, em saber conviver com fracassos e problemas retirando-lhes as lições e suplantando-os.

    Em termos de profissão, cada um tem um ou mais dons e descobrir essa vocação é o caminho mais prático para o sucesso. Trabalhar no que gosta e melhor sabe fazer, ter reconhecimento por isso e a contrapartida financeira justa são os alicerces para a estabilidade que se precisa.

    Constituir uma família feliz e imortalizar-se pelos filhos é outro aspecto.

    Não menos importante(e talvez até o diferencial), o suporte espiritual de uma pessoa possibilitará a plenitude e a resignação, não como uma desistência em melhorar, mas como aceitação de que tem o que merece e que somente dependendo de si mesmo poderá otimizar suas condições.

    Ser parte de uma comunidade e dela participar na medida de suas possibilidades também trará suas realizações.

    Num país rico e socialmente solidário todos tem tudo para vivem bem e alcançar os patamares de dignidade humana satisfatórios. Essa situação permite àquelas pessoas terem um sentimento de privilégio e de realização patriótica. Não precisam aguerrir-se para lutar por sua sobrevivência, tem estudo de qualidade, empregos garantidos e toda melhora que requeira depende apenas de seu esforço pessoal. Logo, ficar comparando holerites não faz parte de sua rotina, pois não precisa disso para estimular-se.

    Essa atitude de comparar é mais um preceito capitalista, uma atitude situacional – se você está no nível dos tidos como bons, tudo bem; se não, corra atrás, caso contrário não será cobiçável social e empresarialmente. É uma postura em que mais vale o ter do que o ser.

    Mas está em tudo: – comparar os números dos resultados de seu time preferido com o dos outros irá posicioná-lo entre a sociedade – ganhador, perdedor; – se a empresa para a qual trabalha tem responsabilidade social e cuida de seus recursos humanos como colaboradores, terás orgulho em pertencer ao seu quadro; – a avaliação numérica do potencial de produtividade de um jogador de basquete, de futebol etc, trará sua cotação de mercado, estimulando ou não interesses por seu passe e, consequentemente, por uma boa remuneração. Estatísticas, possibilitam previsões – permite saber onde está(situação) e onde quer chegar(ambição).

    Portanto, comparar números está intrinsecamente ligado à autoavaliação, para posicioná-lo entre bem-sucedido ou fracassado(extremos) e a sua reação ao resultado que obtiver fará toda a diferença: sentir-se frustrado é um modo de aceitar o fracasso ou arregaçar as mangas e buscar seu lugar ao sol é a melhor atitude, a que move o mundo.

    Hipoteticamente, numa comunidade fechada, indígena, por exemplo, não se tiver acesso em saber o que a vida pode trazer de melhor, os valores serão outros: quem caça mais, quem ganha mais disputas, quem é mais viril etc.

    A partir dessa observação, podemos concluir que saber o que a vida pode nos propiciar de melhor é o que nos motiva a buscar esse melhor. Todavia, você não precisa comprar um transatlântico para fazer um cruzeiro; não precisa comprar um Airbus para deslocar-se exclusivamente; não precisa comprar uma Ferrari para andar a 80 km/h numa estrada que apenas isso permite.

    Se comprar a Ferrari para desfilar sua prepotência financeira e estimular a inveja dos outros, aí é outra estória. Se porque você é baixinho quer andar num carro grande para mitigar seu sentimento de inferioridade de estatura, é outra distorção. Compor uma imagem é importante, mas avaliar alguém por sua imagem pode acarretar sérios enganos. Levar a vida buscando marcas de status para se diferenciar presencial ou aparentemente dos demais é o estilo de vida que os capitalistas tendem a impor e estimular. Se você vai dançar a música deles e pode, nada o impede de fazê-lo. Se não pode, ria da dependência daquele que precisa mostrar-se superior de algum modo e não o pode fazer de outra maneira senão pelo exercício de seu poder financeiro.

    Tudo é uma questão de definir pra você qual é a prioridade dos valores que pretende alcançar – se materiais ou imateriais.

  2. Aida Saadeh

    31 de maio de 2010 em 16:17

    GRUMA!!!!!!!!!!!!!!Os pobres ficam toda a hora olhando e comparando seus rendimentos no minilua! Tu fez esse post inspirado na gte neh? hsuashuahsuahsuahsuhaushaushauhsau

  3. Aida Saadeh

    31 de maio de 2010 em 15:05

    Por um lado me parece próprio do ser-humano a concorrência e a comparação….ouso arriscar que economicamente falando, é uma preocupação mais característica do gênero masculino. Mas também é perceptível que as pessoas de classes mais elevadas, que já tem um padrão econômico-financeiro bastante instável, preocupam-se menos com as comparações e com as posses adquiridas do que aqueles que estão ascendendo ainda, os chamados emergentes.

  4. Murillo Camargo

    31 de maio de 2010 em 14:21

    Acredito que se cada um se contentasse com seu proprio salario sem fazer comparaçoes com os dos outros, o ser humano iria dar mais valor ao trabalho. Veja mais artigos e noticias bacanas no http://www.blogdohumor.com.br

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