Conheça o projeto das garrafas biodegradáveis

Sabe quanto tempo uma garrafa de água de plástico pode levar para se decompor? Até 1000 anos. Sabe quantas garrafas de água a América do Norte produz em um único ano? Cerca de 50 bilhões.

biodegradable-algae-water-bottle-ari-jonsson-2

Está apavorado? Você deve ficar mesmo, porque a menos que comecemos a disparar o nosso lixo para fora da Terra em canhões gigantes em direção ao sol, é seguro dizer que algum dia, em breve, vamos todos estar vivendo em uma grande bola flutuante de lixo.

É uma perspectiva bastante sombria, mas, graças a pessoas como Ari Jónsson, um Designer de Produto da Icelandic Academy of the Arts, tal cenário apocalíptico pode ser evitado se todos nós pensarmos um pouco mais “verde”.

Ele criou a partir de um projeto, que já estava em desenvolvimento desde 2014, a primeira garrafa de água 100% biodegradável e 100% natural, feita a partir de algas. Ela mantém a sua forma até que esteja vazia e em seguida começa a se decompor.




Mas de onde surgiu a ideia?

Um grupo de designers industriais que vivem em Londres, criou um recipiente comestível para água usando algas e uma técnica popularizada por El Bulli.

Ooho-water-bottle_Rodrigo-Garcia-Gonzalez-Pierre-Paslier-and-Guillaume-Couche_dezeen_ss

O Ooho, como foi chamado, criado por Rodrigo Garcia Gonzalez, Pierre Paslier e Guillaume Couchê prende a água no interior de uma membrana transparente que pode ser feita numa variedade de tamanhos diferentes.

O balão comestível é feito usando uma técnica chamada esferificação, um método de formação de líquidos em esferas, primeiramente desenvolvidas por cientistas em 1946, que chamou a atenção do público quando usado em receitas no restaurante do Adria, na Espanha.

Para criar o Ooho, a água é congelada e, em seguida, colocado em uma solução contendo cloreto de cálcio e algas castanhas. Quando introduzida a água congelada, a solução de cálcio faz com que a camada exterior de água forme uma película fina e flexível.

Ooho-water-bottle_Rodrigo-Garcia-Gonzalez-Pierre-Paslier-and-Guillaume-Couche_dezeen_3

O resultado é um pacote “simples, resistente, higiênico, biodegradável e até mesmo comestível”, disseram os designers em um comunicado.

Os criadores acreditavam que a técnica poderia ser utilizada para substituir garrafas de água tradicionais inteiramente de plástico, com cada Ooho custando em torno de um dólar, na época, para produzir.




Até chegar na forma de garrafa

Ari Jónsson começou a estudar os pontos fortes e fracos de materiais diferentes para determinar o que poderia ser adequado para uso em uma garrafa de água. Eventualmente, ele se deparou com o projeto Ooho e com a mesma ideia em mente, Jónsson procurou mais praticidade na construção de seu próprio projeto, comprando pó de ágar, uma substância feita a partir da mesma espécie de alga utilizada no projeto de Ooho.

Quando o pó de agar é adicionado à água, forma-se um material gelatinoso. Depois de fazer experimentos para encontrar as proporções corretas, Jónsson aquecia lentamente a substância antes de colocá-la em um molde em forma de garrafa que tinha sido mantido no congelador.

biodegradable-algae-water-bottle-ari-jonsson-4

Quando a garrafa estiver cheia de água, ela irá vai manter a sua forma, mas, logo que esvaziar -  começará a se decompor.”Se ela falhar, ou se o fundo for muito fino ou se houver um buraco no meio, eu só posso esquentá-la e despejá-la para dentro do molde de novo“, disse Jónsson.

biodegradable-algae-water-bottle-ari-jonsson-5

À medida que a garrafa é feita a partir de materiais 100% naturais, a água armazenada no seu interior é segura para beber - embora Jónsson observa que depois de um tempo a garrafa exala uma pequena quantidade de sabor na água.

Ele até sugeriu que, se os usuários gostarem do sabor, deveriam morder a garrafa quando tiverem terminado de beber.

  1. Greg

    28 de março de 2016 em 13:28

    òtima ideia … inda bem qeu tem pessoas inteligentes que trabalham para ajudar o meio ambiente… ja que a maioria nao tem um pingo de consciencia sobre o meio ambiente….

  2. Kanya

    28 de março de 2016 em 11:46

    Boa ideia. Mas acho que não daria certo, já que a maioria das pessoas tacam o foda-se pro meio ambiente.

2 Comentários
mais Posts
Topo