Contos Minilua: Inimigo Íntimo #176

Pois é, e para participar, é muito fácil. Para tal, envie o seu texto para: [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




Inimigo íntimo

Por: Karina S

Era mais um dia de trabalho para Ellen uma detetive veterana. No quarto uma vítima talvez do acaso ou de alguém:

- Menina de 16 anos, mediana foi encontrada pelo irmão no banheiro já morta. Ellen olhou a cena. A menina estava caída de bruços nua com uma toalha ainda molhada jogada a seu lado, provavelmente acabara de sair do banho, na parede havia uma marca de sangue em formato de mão, em volta todos os produtos de beleza se encontravam no chão, era óbvio que havia acontecido uma luta ali.

A menina tinha alguns hematomas pelo corpo. Depois da perícia foi concluído que ela havia sido afogada e essa teria sido a causa de sua morte:

-Brian, sabia que sua irmã estava morta no banheiro?.-Perguntou Ellen para Brian, irmão de Tânia, a menina encontrada morta.

- Eu não sabia, achei que ela tinha desmaiado ou algo parecido.
- Por quê?
- Porque fazia 2 horas que ela estava no banho.
- Onde você estava esse tempo todo?
- Eu fiquei uns 40 minutos na sala esperando ela, iríamos ao shopping, um colega meu apareceu no portão e eu o atendi.

- Quem era esse amigo e quanto tempo durou a conversa?
- Era André, um amigo de infância. Ficamos mais ou menos conversando em seguida eu sai de casa com ele e fomos no campo ver o jogo.
- E deixou sua irmã sozinha?
- Era normal, ela é mais velha que eu, odiava receber ordens, então eu só sai sem falar nada, provavelmente quando chegasse ela estaria arrumada.

- E você só chegou duas horas depois?
- É, eu me esqueci completamente e quando cheguei chamei por ela mas a Pitoca não respondeu, fui até seu quarto e o chuveiro ainda estava ligada então resolvi entrar lá.- Disse ele com lágrimas nos olhos.

Depois de interrogar todos não conseguiu achar motivos nem culpados. Era tudo muito oculto. Na casa poderia ver várias locais por onde alguém poderia entrar sem ao menos ser visto principalmente para o quarto de Tânia:

- Sabe que não posso fazer nada né?!- Disse o delegado Léo. Ele era jovem para um delegado mas ainda sim levara seu trabalho muito a sério. - Não consigo entender, foi tudo feito muito bem planejado. Me sinto impotente, por que fariam isso?

- Não se culpe Ellen, isso faz parte…
Entraram na delegacia correndo não dando tempo de Léo terminar sua fala:
- Ellen!
- O que foi?
- Uma menina foi encontrada morta, você precisa ir no local.

Ao chegar encontrou uma menina de 18 anos, morena, olhos verdes lindos. Ela estava amordaçada dentro de um lixo, um morador de rua que a encontrara, apesar da localidade onde seu corpo foi encontrado ela morava num local de classe média alta. Mas o que ela fazia ali? Ellen interrogou quem morava na localidade, mas ninguém havia visto-a antes.

Sua mãe chorava sem fim, estava inconsolável. Entre lágrimas os parentes cobraram justiça. E novamente era um caso sem testemunhas e motivos. Quem teria tanta sagacidade? Se passou duas semanas e as perguntas só aumentavam, mas diante disso tudo havia uma certeza, o assassino estuprador era o mesmo das duas vítimas.

Em um noite de quinta-feira o celular de Ellen toca, ela ainda se encontrava no escritório. Ao atender uma voz grossa do outro lado da linha a comunicou que havia achado provas e que estava perto de achar o culpado, ele não queria se identificar. Mesmo um pouco excitante Ellen não poderia deixar uma oportunidade como essa passar, seria burrice diante de sua situação:

- Detetive Ellen?
- Sim, quem deseja?
- Eu não…não quero dizer meu nome…preciso falar coma senhorita, acho que tenho provas dos últimos crimes ocorridos na cidade.
- Como saberia? Me dê as informações, me conte tudo o que sabe.
- Não…Me encontre, sozinha, no galpão abandonado…

Com um nó na garganta Ellen teve de pegar o carro e seguir até o galpão, poderia ser um cilada, então convocou seu amigo Léo. Precisava de uma proteção a mais, uma garantia de que sairia bem:

- O que?-. o telefone fez um eco de tanto risos. Léo não acreditava em tal possibilidade.
- Preciso de você Léo, é a única pessoa que confio pra isso.Por favor…
- Ok! Vou proteger a mocinha.- disse Léo com um tom decidido.

Depois de 20 minutos os dois chegaram no galpão, teria sido uma boa ideia levar lanterna, aquele local estava uma escuridão perfeita para um ataque. Vasculharam todo o local, mas depois de 15 minutos se convenceram de que teria sido uma piada:

- Não posso acreditar nessa besteira, poderia esta jantando agora mas não, aqui estou eu.
- Léo me perdoe, eu…eu sinto muito por isso.
- Precisa dormi Ellen, esta delirando.

Já estavam voltando para o carro quando um barulho veio de trás do galpão:
- O que foi isso?
- Não tenho ideia. Precisamos ir ver, talvez seja a pessoa.

Léo olhou para Ellen como se dissesse ” não pode ser”.
- Vá naquela direção eu vou por aqui.
-Ok!

Os dois seguiram correndo um para cada lado, mas nada encontraram. Ellen estava muito frustrada, não aguentava mais aparecer na mídia sem solução alguma.
Assim como os pais das vítimas Ellen queria justiça.

No dia seguinte Ellen recebeu um toque, seu chefe não suportava tanta incapacidade de tal pessoa. Ele podia tomar um decisão drástica se nada fosse feito. Ellen podia perder seu emprego. Teve de ir pra casa ” descansar”, mas tudo o que ela queria era terminar isso tudo, o caos que aquele caso tornara sua vida:

- Hey, Ellen!- Ellen olhou para trás e deparou com Léo correndo em sua direção acenando.

-O que foi? 

-Soube do seu afastamento.

- Não é definitivo.
- Venha, vamos jantar em minha casa.
- Acho melhor não.
-  Léo a olhou com uma cara de pidão tão fofa que seu grande coração carente aceitou. Foram para casa de Léo e jantaram. Foi realmente uma noite maravilhosa pra Ellen estava realmente conseguindo se distrair:

- Preciso ir.-Disse Ellen se levantando e pegando sua bolsa.
-Não!
- Já é meia noite.
- Ellen, precisa relaxar mais. Que tal dormir aqui hoje?

Ellen engoliu a seco a proposta embora fosse estranha era uma opção deliciosa:
- Eu..Eu não sei se daria certo.- disse Ellen encarando o chão como uma menina de 15 anos com seu primeiro namorado.

- Ellen, eu quero você aqui, hoje, neste momento. Quero te sentir…
Ele a puxou pela cintura e encostou sua face na dela. Ellen tremia como se fosse uma vítima, afinal fazia tanto tempo que não se relacionava com alguém, mas antes que pudesse responder qualquer coisa, ele a beijou, um beijou lento e demorado, com direito a mãos bobas.

Em alguns minutos Ellen estava sendo envolvida em sua cama e ela desejava aquele momento há tanto tempo, não necessariamente com Léo, mas com alguém que pudesse fazê-la mulher novamente. Léo tirou sua blusa depois delicadamente deslizou suas mãos em suas costas e tirou seu sutiã, mas Ellen começou a ver tudo girar, sentiu náuseas horríveis:

- Espera Léo.- Disse ela tentando tirá-lo de cima de si.
- Agora não Ellen, vamos.
- Ela o empurrou e levantou-se da cama mas cambaleou no chão:
- Léo, minhas pernas, eu não consigo me mexer.
- Finalmente!
- O que? Léo me ajude.
- Seria idiota…

Tudo ficou escuro para Ellen, uma escuridão profunda. Acordou e não conseguia se mover, estava em uma sala escura com suas mãos amarradas para trás. Ela começou a gemer de desespero, um grito não seria possível já que estava amordaçada. Alguém abriu a porta do ambiente e a sala se encheu com uma luz. E ali estava Léo:

- Você deve estar se sentindo tão impotente Ellen.-Disse ele brincando com o anel entre os dedos. A desamordaçou.
- Léo, o que está acontecendo?-Disse ela com lágrimas nos olhos.
- Você minha querida, está com um grande caso nas mãos, bom, estava. Antes que me pergunte, fui eu, eu que estuprei e matei aquelas garotas.-Disse com um sorriso de vitória nos lábios.
- Léo! Porquê?
- Por que ela manda e eu faço.
- Ela quem? - Perguntou Ellen com um ódio mortal e um medo de quem pudesse ser.
- A voz, que circunda minha cabeça. Eu precisava agir, não conseguia aguentar. Acho que estou no caminho certo.

- O que? Você está completamente louco. Se você me soltar eu te levo a uma ajuda…
Como ousa?- Ele revirou os olhos, as veias em seu pescoço saltavam e em um só golpe tirou tudo o que restava de força em Ellen, um chute bem no estômago.

- Não, eu não seria capaz de ir lá novamente, não sou louco, talvez vocês sejam. Hipócritas! Sorte sua que tenho mais vítimas.-Se virou e deu uma risada realmente assustadora.
-Não dá..eu preciso…hã?!-Ao se movimentar, Ellen percebeu que em seu bolso traseiro estava seu estilete, era sua chance. Mesmo com muita dor e fraqueza ela conseguiu pegá-lo. Correu em direção a porta atrás de Léo, ele estava na garagem, preparava-se para sair.

Ellen estava muito fraca e em desvantagem, mais uma vítima seria feita, então uma ideia extrema passou por sua mente.”Seria uma honra”
Ellen correu em direção a Léo que já estava a abrir a porta do carro:

- Sua inútil, como?
- Deveria ser esperto o suficiente pra ver o que havia em meus bolsos.
- Vou acabar com isso agora!

Ele a pegou pelo pescoço e sentiu algo o molhando:
-Mas o que é isso? Esse cheiro…
- Idiota!- sem perceber Léo foi encharcado de álcool, Ellen estendeu um isqueiro e se sacrificou por todas as vítimas. Morreu como uma heroína, foi valentemente burra. Ela deveria saber que sua bolsa estava em cima do sofá, e lá sua arma estava. Mas seu medo a impediu de pensar.

Coitada.

  1. Logan

    7 de abril de 2014 em 06:34

    Desgraça!!

  2. Jhonny Kevin

    28 de março de 2014 em 20:59

    o.O admiro o esforço, mas é chatinho. Disseram ai que era assustador rs’ vai entender…

  3. Laryssa Fontinnelly

    25 de março de 2014 em 12:11

    Ah eu gostei. Tô cansada de histórias com finais felizes nesses casos.

    • Logan

      7 de abril de 2014 em 06:35

      Delicinha…

  4. Little Uchiha™

    23 de março de 2014 em 19:13

    Para a autora: M3 ch4wa d3 1n1m1go 3 v4wo 53r 1n71wo5?

  5. Zilean

    23 de março de 2014 em 10:25

    Essa Ellen … pra sexo você usa a cabeça né sua vaca ?

    Mais de qualquer jeito que final trágico pro lado da moça .-.

  6. Senhor do Tempo

    23 de março de 2014 em 01:09

    Desfecho incrível, muito bom 🙂

  7. 3 Hits

    22 de março de 2014 em 23:12

    Ei Jeff, eu meio que acabei meu post. to só fazendo os últimos ajustes. Mas tem um probleminha. Ficou meio grande demais. No meu pc da 16 páginas, e ainda tem um pouco mais de 30 vídeos que coloquei só o link. Tu acha que seria melhor eu dividir ou mandar tudo junto?

    • Jeff Dantas

      22 de março de 2014 em 23:58

      Nossa, sem condições… Melhor dividir, com certeza!!! ^^

      • Velloz, The Wolf

        23 de março de 2014 em 01:10

        Jeeeff! Você não tem notícias da galera da minha época não? kkk Não tenho contato de nenhum deles mais ://

        • Wagner

          23 de março de 2014 em 10:12

          Infelizmente não, caro Sérgio.

        • Natsu Dragneel

          23 de março de 2014 em 02:09

          É melhor desistir, nem os da minha época(olha que só estou aqui a cinco meses)tão mais, só os trools e usuários de merda, lê-se moonlight e vayne, sobrou só alguns.

          • Litzen Vampiro

            23 de março de 2014 em 02:18

            Sim, antigamente o pessoal era mais legal, agora e treta por qualquer coisa…

          • 3 Hits

            23 de março de 2014 em 02:37

            Tinha muita negada gente boa, os quais ainda sou amigo de muitos. E são muito bons amigos mesmo. Coisa rara pra mim na net. Lógico, tinham os chatos de plantão, sempre tem. Tempos q eu n sabia nada de internet, q vim aprender por ter vindo morar só e tal. Amadureci muito. O site e tudo que ja passei por aqui, me ajudou muito em muita coisa. Por isso ainda prezo o Minilua, e ainda sempre visito e comento.

          • Litzen Vampiro

            23 de março de 2014 em 03:13

            O mesmo, mas por muito tempo só falava com uma pessoa aqui, mas ate comecei a falar com outros agora, ainda tem gente boa aqui, e também já aprendi muito aqui e também li contos magníficos aqui, ainda frequento por que e um ótimo site, mas os posts podem melhorar, antes eram melhores…

          • 3 Hits

            23 de março de 2014 em 02:15

            é complicado. algusn poucos ficam. to aqui ja faz 2 anos. mais quase ninguem daquela epoca eu vejo aquii. O adriano Hidden que é mais antigo ainda comenta tbm. O estudante tbm é do mesmo tempo. Mas muuuuuita gente n comenta mais mesmo.

      • 3 Hits

        23 de março de 2014 em 00:19

        blz. Vou encontrar pontos certos para dividir o post e deixar mais acessível.

  8. 3 Hits

    22 de março de 2014 em 23:04

    Hum, gostei do conto. Uma pena ter acabado ruim pra Ellen tbm.

  9. Moonlight Wins

    22 de março de 2014 em 22:56

    Por que não está em Assustador?

    • Raposa do Bem

      22 de março de 2014 em 23:00

      Ficou com medo, biba?

    • Jeff Dantas

      22 de março de 2014 em 22:58

      Então, eh q não eh bem assustador! No máximo, chega perto… 🙂

      • Moonlight Wins

        22 de março de 2014 em 23:00

        Os da Waldenis tb não tem nada de assustador ¬¬

      • Raposa do Bem

        22 de março de 2014 em 22:59

        Pra não zuar o moonlight em um comentário só sendo um moderador mesmo…

        • Marvelunatico

          22 de março de 2014 em 23:15

          É, os kras tem que se aguentar kkk

          • 3 Hits

            22 de março de 2014 em 23:20

            Uma pena pra eles. Mas eu acho que se fosse o Diego, a conta dele seria excluida em menos de 3 minutos.

          • Moonlight Wins

            22 de março de 2014 em 23:33

            Em menos de 3 min, o seu pai fez a mérda de gravidar a sua mãe ;*

          • Marvelunatico

            22 de março de 2014 em 23:43

            “Gravidar”…isso que dá não concluir o fundamental :/

          • Gato Endiabrado

            23 de março de 2014 em 01:08

            AULA DO MENESLUA
            ASSUNTO DE HOJE:
            GRAVIDAR
            Eu gravido
            Tu gravidás
            Ele gravida
            Nos gravidamos
            Vós gravideis
            Eles gravidaram
            É um verbo relacionado a palavra ” Gravidade ” Quando Deus faz ela funcionar, outra pessoas não pode usá-la em uma frase, apenas menciona-lá, o Luamagra é o único que pode usá-la, mas no sentido de “engravidar”, se ele usar ” ele/tu ” se refere a ele mesmo (por que se acha o tal [ lembrando que se adicionarmos um “l” a palavra “tal”, fica “tall”,que seria ” grande ” em inglês ( ͡° ͜ʖ ͡°)] ), ” nós ” por que ele tem viadisse em dobro, raramente conjuga o verbo na 1º pessoa, pois sua viadisse é muita fraca para ser usada no singular, ou seja, ele usa mais: Nós, ela (ele mesmo) e elas (viadisse em dobro)

          • Marvelunatico

            23 de março de 2014 em 01:14

          • Lucas

            22 de março de 2014 em 23:27

            Isso me lembrou quando estavam querendo banir o Cleysson do site e falaram pro Jeff banir… lol

          • Marvelunatico

            22 de março de 2014 em 23:23

            Verdade. E não seria exagero não, ta precisando fazer isso mesmo.

          • 3 Hits

            22 de março de 2014 em 23:26

            Uma coisa é uma pessoa falar merda, ter uma opinião estranha, ou algo do tipo. É um direito dela. Agora começar a ofender os outros que ele fez no meu comentario nesse post, ai, pra mim, está passível de punição.

          • Marvelunatico

            24 de março de 2014 em 02:26

            Sim, ja está na hora de alguem fazer alguma coisa

34 Comentários
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