Contos Minilua: O morto conhecido #162

 Pois é, e lembramos que todos os temas são aceitos: Suspense, terror, mistério..Enfim! Sinta-se a vontade para participar. O e-mail de contato: [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




O morto conhecido

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Por: Vítor Basílio

- Gabriel!

Virei pra trás, levemente espantado. Então reconheci Alberto, um amigo de faculdade que eu não via há tempos.

- Alberto! Quanto tempo, cara!

- Pois é, até parece que foi ontem a última vez que nos vimos – exclamou ele depois de nos abraçarmos.

- Sim, foi naquela festa da Aline, não foi? – perguntei olhando pra baixo, a fim de forçar a memória pra confirmar se aquela havia sido realmente a última vez que eu o tinha visto.

- Exatamente – respondeu ele com um sorriso – que festa foi aquela, hein?

- Festão – concordei, agora com mais certeza, pois já havia lembrado de tudo – fomos embora às oito da manhã acompanhados daquelas duas garotas, não foi?

- Isso mesmo – Alberto disse sorrindo – gostaria de lembrar o nome delas. Eram das melhores que eu já vi.

- Com certeza, cara, com certeza – exclamei, me divertindo com aquelas rememorações.

Então uma procissão de um velório, passando por ali, me chamou a atenção.

- Olha só, faz tempo que não vejo isso.

- Pois é – concordou Alberto – pelo que eu sei, é um morto conhecido.

- Ah é? – perguntei – não ouvi nada a respeito.

- Sim, ouvi contarem hoje de manhã. O enterro estava marcado pra agora, e aí está pontualmente. Bom, Gabriel, eu já vou. Nos vemos qualquer dia desses.

- Sim, até mais, Alberto. Foi muito bom revê-lo.

Alberto se afastou, virando à direita um pouco mais a frente. Eu continuei ali parado, vendo a procissão que prosseguia. Algo dentro de mim me dizia pra segui-la, a fim de descobrir quem era o tal morto conhecido, como disse Alberto.

A princípio, me estranhei, já que não costumava ser tão curioso assim. Porém, como eu não tinha nenhum compromisso, apenas havia saído pra dar uma volta e esticar um pouco as pernas, resolvi assentir a esse impulso interno. Como a procissão se encontrava distante, tive que correr um pouco pra alcançá-la.

Eu não era muito chegado a andar na rua, mesmo em ocasiões excepcionais como aquela, por isso acompanhei a multidão da calçada. Tentei examinar o rosto dos enlutados, mas como a maioria estava de óculos escuros, não consegui distinguir ninguém. Após uns cinco minutos de caminhada, chegamos ao cemitério. Parei na esquina, pois só iria entrar depois de todos.

O carro funerário estacionou em frente ao pórtico de entrada. Dois homens desceram para retirar o caixão. Mais outros dois saíram do meio dos enlutados pra também carregarem a urna do morto conhecido. Entraram, seguidos pelo resto dos presentes. Esperei até sobrar apenas eu ali fora, e entrei.

Andamos por mais ou menos cinquenta metros até a cova onde o corpo seria depositado. Fiquei próximo a uma capelinha amarela, quatro túmulos distante do local do enterro. Um padre, então, começou a proferir as últimas orações. Aproveitei essa oportunidade pra tentar me aproximar e descobrir, afinal de contas, quem era o morto conhecido.

Fui com cautela, pedindo licença, sempre de cabeça baixa. Talvez seja o clima inerente a toda cerimônia fúnebre, ou algo qualquer, mas as pessoas se afastavam sem maiores resistências. Tanto foi que consegui chegar bem em frente à cova. O padre terminava suas recomendações quando uma mulher, de costas pra mim, pediu pra que abrissem o caixão uma última vez.

Escutei alguns protestos, mas ela afirmou que gostaria de colocar uma rosa entre as mãos do defunto. Como ela insistia, decidiram atender seu pedido. E lá foram os homens da funerária soltar as travas do caixão. Ah, se ao menos eu tivesse ido embora nesse momento… Assim que eles retiraram a tampa e eu pude ver o corpo, descobri atônito e horrorizado que o morto conhecido era o meu amigo Alberto.

  1. Carlos Eugenio

    23 de julho de 2015 em 20:17

    bem massa esse conto

  2. Rodrigo Rodrigues

    3 de fevereiro de 2014 em 12:51

    Gostei muito do conto! O conto é curto, mas me prendeu a atenção sim. Parabéns!

  3. Priscila Marinho

    2 de fevereiro de 2014 em 21:56

    Já passei por uma estória igual a esse.

  4. Death

    2 de fevereiro de 2014 em 12:25

    Lembro desse dia que o Alberto escapou do meu domínio,aquele vacilão

  5. Lucas Lozano

    2 de fevereiro de 2014 em 10:31

    Achei curto,e super previsível,desde o começo sabia que o morto era Alberto,se tivesse demorado um pouco mais,tivesse mais dialógos,seria um bom conto – Nota 6,5

  6. Lucas Rodrigues

    2 de fevereiro de 2014 em 10:08

    Só aproveitando pra divulgar o meu blog. Terça-feira tem novo conto, será um terror dramático e mostrará como não se deve confiar em todo mundo.
    Pra quem ficar interessado em ler:
    [img]http://contosdiversoseassustadores.blogspot.com.br/2014/01/em-busca-da-felicidade.html[/img]

    [img]http://contosdiversoseassustadores.blogspot.com.br/2014/01/espantalho.html[/img]

  7. Deus

    2 de fevereiro de 2014 em 10:05

    desde que falaram que era um enterro eu já imaginava que seria o Gabriel ou o Alberto quem estava no caixão

  8. Lucas Rodrigues

    2 de fevereiro de 2014 em 09:35

    Narrativa curta, mas a leitura foi de bom proveito. Só pecou em alguns pontos: O início com o diálogo, não entendi o que o personagem estava fazendo, ou aonde ele estava, senti necessidade de uma descrição de cenário mais detalhada. O final foi extremamente previsível, quando cheguei na parte em que a procissão passa carregando o caixão do tal morto, eu já sabia que era o Alberto, então o final não me surpreendeu tanto quanto deveria.
    Estou começando a perceber que os contos desta série estão mais curtos, mas tudo bem, sempre pode melhorar.
    Nota: 6,0 – Regular. Poderia ser mais estendido, mas pelo teor do conto está de bom tamanho.

  9. Gin

    2 de fevereiro de 2014 em 02:40

    Daora .-.’

  10. Moonlight

    2 de fevereiro de 2014 em 00:41

    Bem legal!

  11. Cleysson Alberto

    2 de fevereiro de 2014 em 00:24

    Jeffson na humildade mesmu ses podiam faser uma serie repostanu os meliores contos ate oge, tem 162 comtos, e muitos comtos bons tem jentes que nem leram se e q me emtemde eu msm fiqei um tempu fora e voutei esses dias e tem conto pra caramba nao vo da comta de le e tem mt cotno ruim podia fase um serie so com os meliores os mais daoras vlw lek firmeza

    • Garota Infernal

      2 de fevereiro de 2014 em 00:38

      Fera, esse seu português me deixou toda molhada, deveria fazer um conto erótico e mandar pra cá, beijo me liga, melior.

      • Cleysson Alberto

        2 de fevereiro de 2014 em 00:43

        ideas e tenpo

      • Cleysson Alberto

        2 de fevereiro de 2014 em 00:42

        te xupo todinha ja tenhu 2 comtos postadus e to pemsando em faser mais um so fauta ideas msm

        • Garota Infernal

          2 de fevereiro de 2014 em 00:47

          Diz o que mais você faria comigo…
          [img]http://25.media.tumblr.com/tumblr_m6l1t0DbeF1qmonvko1_500.png[/img]

  12. Cleysson Alberto

    2 de fevereiro de 2014 em 00:21

    Num era eu nao lek se ta ficanu doidao?

  13. Vayne, A Cupida Mortal

    1 de fevereiro de 2014 em 23:38

    depois dessa vo até dormir

  14. Garota Infernal

    1 de fevereiro de 2014 em 23:05

    Huum, esse conto tem gostinho do começo do “Contos do Minilua”, mas eu achei incompleto. Monótono e curto, não sei se foi a intensão, mas a única coisa que me prendeu ao conto foi a curiosidade por saber quem era o morto. A linguagem foi muito trivial isenta do meu bom e velho “Tesão pela leitura”. Se eu tivesse reparado no tamanho do conto teria concluído quem é o morto, ou Gabriel ou Alberto, o que torna o elemento surpresa do conto inválido. Não gostei, mas me deu nostalgia.
    Prós: Nostalgia, bom conceito-base.
    Contras: Curto demais, falta de elementos, sem clímax, não prende, personagens que não se pode sentir.
    Nota: 5,00

  15. Near

    1 de fevereiro de 2014 em 22:59

    era pra deixa com medo ou sono?

    • Kuzan

      2 de fevereiro de 2014 em 07:39

      Com medo que não era porque nem é assustador -‘.

  16. Jabuscrêison

    1 de fevereiro de 2014 em 22:57

    Mas que merda de conto

  17. Jeff Dantas

    1 de fevereiro de 2014 em 22:55

    Garota Infernal, eu não recebi seu conto…Você poderia mandar de novo? 🙂 ^^

    • gato do apocalipse

      2 de fevereiro de 2014 em 14:04

      vou aproveitar e criar um, aproveitar minha folga do trabalho, estou com conjuntivite (7 dias de atestado LOL)

    • Garota Infernal

      1 de fevereiro de 2014 em 23:07

      Tá, eu mando. Vou avisando que é bem grande, ok? Mas é necessário, eu estou trabalhando bastante nessa história, cheguei a virar noite escrevendo! PS: O nome é “A menina que queria voar” ele tem 3 capítulos e cada um tem um sub-nome.

      • Jeff Dantas

        1 de fevereiro de 2014 em 23:11

        Sim, pode mandar! Até sábado, ele está no ar… ^^

        • Garota Infernal

          1 de fevereiro de 2014 em 23:13

          Obg, eu já terminei a segunda parte oque me dá uma semana para escrever a terceira, a parte mais difícil. Que satã me ilumine!

          • Allen Walker

            1 de fevereiro de 2014 em 23:21

            Amém

          • Death

            2 de fevereiro de 2014 em 12:28

            Ele disse q n vai te iluminar,ta mto ocupado

  18. Suzane Batista

    1 de fevereiro de 2014 em 22:54

    Ui.. Nossa!

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