Contos Minilua: O roubo do Messias #180

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O roubo do Messias

Por: Luiza Lopes

 

E lá estava eu de novo. Vestida casualmente e toda de preto, com as unhas da cor da lua prateada, como naquele dia. A noite sempre foi a minha melhor amiga, assim poderia me disfarçar melhor de acordo com as minhas vestes. Eu devorava disfarçadamente uma maçã como prova de meu ateísmo, sentindo na boca a gula de Eva e a culpa de Adão, perto do café, onde combinamos de nos encontrar. Essa normalmente era a minha rotina toda vez que tinha um caso a resolver na delegacia. Eu, a detetive Maria Luiza Ashura.

Eu a vi correndo para atravessar a rua. A chuva fraca molhava levemente seu rosto e seu sobretudo preto. Pelo menos não seria a única na rua com a roupa preta, minha chefe com exceção da calça jeans azulada. Terminou de atravessar a rua e dirigindo-se para mim, disse:
– responda rápido: conhece um lugar mais seco? – disse minha chefa, Luana Bloom, atropelando as palavras.

– dentro do café além de ser seco, é quente. – respondi rapidamente.
– vamos para lá. – ela me respondeu com autoridade.

Entramos juntas sem nada a tiracolo no café. Um garçom de terno veio automaticamente à nossa mesa, perguntando nosso pedido. Luana pediu uma água, enquanto eu apenas neguei qualquer coisa.

– vou ser bem direta, pois é importante. – disse minha “professora” e chefa depois de pouco tempo. – conhece os famosos violinos Stradivarius, feitos pelo talentoso luthier Antônio Stradivari? – disse Luna seriamente.
– não teria como não me lembrar. Só existem 650 hoje em dia, sendo que foram feitos mais de mil.

– ótimo, agora o mais famoso destes, “O Messias” que estava no museu Ashmolean Museum, em Oxford na Inglaterra. Lembra-se?
– Estava?
– isso mesmo. Ele foi roubado. – ela me disse tomando um gole de sua água.
– acho que não sou a melhor pessoa para resolver isso… – eu disse, não muito motivada.
– não é só você. Outros dois detetives de grande renome também irão à Inglaterra.

Se eu estivesse tomando algo àquela hora, com certeza eu teria engasgado. Mesmo que já esperasse ter que ir à outro lugar, não me imaginava indo á Inglaterra, onde morava meu grande ídolo.

– Luiza? Você está bem? – Luana se preocupou.
– me desculpe. – eu não iria admitir a minha surpresa. Não na frente de uma das melhores investigadoras do mundo e minha tutora.
– certo. Aceita ou não a proposta? – ela disse, sorrindo e sabendo minha resposta.
– claro! Quais são os outros dois detetives? – perguntei.
– não sei ao certo. Dois das melhores mentes do mundo estarão lá com você, então tenha cautela. Você irá no meu lugar, porque eu tenho outra coisa para fazer.
– sim senhora! – disse um pouco entusiasmada.

– então você parte daqui a três dias, aqui está a passagem. Lembre-se, Oxford, Inglaterra. Um dos empregados do museu estará lhe esperando na saída do aeroporto. Sua passagem vence em um mês, que foi o tempo máximo que autorizaram você para ficar lá sem ter autorização. Boa sorte! – Luana me disse ao terminar de tomar seu copo de água.

Assim que terminamos de falar, pagamos a conta e fomos embora. A chuva parecia só aumentar, afinal, era inverno.
– tchau. Boa sorte em sua viagem e não deixe de me ligar se for preciso. – ela me disse antes de ir embora.
– muito obrigada por essa chance. Tchau.

Luana saiu ás pressas na chuva, e eu também, direto para minha casa. Daqui a três dias eu partiria para Oxford e deveria me preparar.

–—- // ——

Chegando em casa, procurei me informar sobre o violino. Abri o meu notebook e tirei minhas botas de couro. Na Wikipédia, eu encontrei um artigo interessante:
“[…] segundo constatações, mais de mil violinos foram criados, mas apenas 650 existem. O mais famoso é chamado de O Messias, de 1716, e se encontra no museu Ashmolean Museum, de Oxford.

Esse violino praticamente nunca foi tocado, sendo constatado quando se observa seu verniz pouco alterado em comparação com os instrumentos de mesma época.”
Certo… Isso eu já sabia. Wikipédia não mais. Sem ideia do que pesquisar (e morrendo de preguiça), comecei a arrumar minhas malas, pegando três, uma totalmente vermelha e de veludo. Claro, eu não iria esquecer doa mangás que eu tanto amo… Nunca se sabe quanto tempo eu vou demorar lá. Quando estava terminado de arrumar tudo, resolvi dormir.

–—- // ——
Passaram-se os três dias. Pesquisei sobre os violinos, estritamente os Stradivarius. Eles são compostos de duas partes; o arco e o corpo. O corpo de um violino tem 9 divisões, e o arco, duas. Do corpo, só a cravelha e as cordas podem ser trocadas os retiradas, o resto é muito difícil, e do Messias, impossível.

violin

Depois de pegar meu bloco de notas, me lembrei tristemente do meu sonho nestas três noites. De algum modo, a ideia de ir à Inglaterra e encarar dois dos melhores detetives do mundo me assustava. Sempre que eu ficava assustada sonhava com aquela noite, mas isso era quando eu era criança. Achei que tinha tudo passado.

Depois que fui de São Paulo à Inglaterra, na saída do aeroporto, realmente se encontrava um homem muito bem vestido, de terno sem gravata, procurando algo.
– ah, senhorita Ashura! – o homem veio em minha direção.
– olá. Você é do museu Ashmolean Museum, eu presumo.
– sim senhora, sou o guia chefe do museu! Meu nome é Sebastian, ao seu dispor. Já me dei a liberdade de alugar um quarto de hotel para você, se não se importa.

– obrigada. – eu disse, seco.
– Provavelmente está cansada, certo? O voo durou 8 horas…
– 9 horas e meia. – eu o corrigi, olhando o relógio.
– claro. Desculpe-me minha ignorância. Me siga, por favor. Preparei um veículo para você.

Eu assenti com a cabeça e o segui. Impressionei-me ao ver o Lamborghine prateado que me esperava. Não achei que veria um carro esportivo à minha espera.
Chegando em meu quarto de hotel, eu despenquei. A viagem havia sido muito cansativa.
Quando eu acordei de manhã, já sabia meu destino, o Ashmolean Museum. Terminei de tomar meu banho e colocar uma roupa preta, como sempre.

O museu era bem perto daquele hotel, então não me importei em chamar um táxi. Cheguei lá, e novamente estava aquele homem, Sebastian, se mostrando autoritário para uma menina ruiva, de uns 21 anos. Então veio em minha direção uma garota com os olhos cor-de-mel, que aparentava ter menos de trinta anos.

– Me desculpe moça. Mas há cinco dias houve um roubo no museu e… – calei a moça com a minha identidade, que mostrava que era para isso que eu havia vindo ao museu. – me desculpe, mas posso ver a permissão?
– Permissão? – perguntei curiosa.
Percebi Sebastian notando minha presença e vindo em minha direção, por de trás da loura.

Enquanto ela me dizia algo que não me preocupe em ouvir, Sebastian tocou no ombro da moça.
– Elizabeth? Pode deixar, ela veio para investigar sobre o Messias. – Sebastian falou.
– Mas ela precisava de uma permissão… – disse Elizabeth, gaguejando.
– Foi permitido. Ela veio no lugar de Luana Bloom.
– Luana Bloom?! Desculpe-me… – ela fez uma pausa e olhou novamente em minha identidade. – senhorita Ashura… Eu não sabia.

A tal garota se afastou de nós, de cabeça baixa.
– Bem, venha, por favor. Vu lhe apresentar o lugar do violino. – disse Sebastian.
Andamos um pouco mais para sair da pequena multidão de policiais e jornalistas que me deixavam enojada, e num dos corredores apareceu uma garota que viu o homem que me acompanhava, correu para ele, abraçando-o.

– Sebastian…! – falou a ruiva, não sabendo se ficava emocionada ou feliz.
– Violette, agora não. – ele disse a afastando.
– Por quê?
– Só espere. – ele a afastou e me fez sinal para avançar.

Senti uma onda de raiva vindo até mim, da tal Violette. Sebastian e eu chagamos à uma sala, e lá estava um pedestal de vidro, aberto.
– Um dos detetives foi embora, e o outro não apareceu aqui desde ontem. Vou lhe deixar só. – ele saiu da sala, me deixando sozinha.

Andei um pouco mais à frente chegando bem perto do pedestal. Embaixo dele, havia um pino de madeira refinada no chão. Coloquei minhas luvas verde-escuro e o peguei.
“Se olharmos bem, o pino se encaixa na fechadura da vidraça… E o pedestal não está arrombado nem rachado, ou seja, a pessoa o abriu com a chave. Provavelmente ele ou ela tem acesso à ela, podendo ser algum empregado do museu.” Minha linha de pensamento foi interrompida por passos vindos da entrada da porta. Olhei par trás.

– Não achei que teria mais alguém aqui… É detetive? – o garoto colorido perguntou.
– Sim. – mostrei a minha identidade – vim no lugar de Luana Bloom.
– Entendo… Então você é a famosa discípula dela… Meu nome é Akai Kiba! Literalmente, presa vermelha! E o seu seria…? – ele tinha um jeito muito infantil
– Luiza Ashura. – eu respondi, indiferente.

– Claro! Ok, Batman, você não precisa ser tão séria! – ele disse, rindo.
– Olha aqui, árvore de natal, se não se importa, eu estou muito ocupada! – eu disse, nervosa.
– Certo… Deve ser uma chance única, já que você não pé muito renomada… – ele disse, com ar de deboche.

– Com licença. – saí da sala, a passos apressados e duros e o pino de madeira no bolso.
Saí da sala, já bem irritada, indo atrás da delegacia. Achei uma menos de um quarteirão perto do museu, e entrei. Um policial me recebeu com cara de sono em pleno meio dia.
– Bom dia… Precisa de ajuda?
– Sim. Eu gostaria de saber de quem são as digitais da última pessoa que pegou nisto, se possível. – eu disse mostrando o pino.
– Poder eu posso. Mas não é todo mundo que pode.

– Isto serve? – eu mostrei minha identidade novamente.

– Bem, agora sim.

O homem pegou o pino com um pano e pediu para eu esperar do lado de fora. Depois de um tempo ele voltou.

– Existem muitas digitais aqui, então não consigo lhe dizer quem foi a ultima pessoa a pegar nisso. – o policial disse, se desculpando.

– Tudo bem. Obrigada.

Tudo o que eu poderia faze era pegar o pino de volta e voltar ao museu, torcendo pelo tal Akai Kiba não estar lá.

Cheguei ao museu e em seguida ao salão em que o violino estava, não me agradando quando vi o mesmo moleque com as mesmas roupas coloridas e penduricalhos.

– Ah, Luiza-chan!

– Não me chame com essa intimidade.

– Então você fala japonês para entender o “–chan”! Eu não sabia!

Não respondi sua afirmação e comecei a olhar mais a sala. Havia duas câmeras nela, dando para ver quase perfeitamente o espaço. Kiba começou a passar alguma pequena maquinha na vidraça do violino.

– Hey… O que é isso? – me pronunciei, apontando a maquina.

– Isso é uma maquina de digitais. Mas não tem nenhuma digital aqui… A pessoa que veio aqui usava luvas ou não encostou na vidraça… Alias o que esta no bolso da sua jaqueta? – ele disse e apontou para o meu bolso.

– É um pino da vidraça, que estava no chão. – peguei o pino e entreguei a ele. – tinha muitas digitais, e acabei não descobrindo nada…

– Provavelmente mais de uma pessoa provocou o roubo… Já desconfia?

– De alguém? Não exatamente… Acho que foi algum empregado desse museu, pois teve acesso à chave. Talvez o vigia noturno… Ou a curadora do museu.

– Compreendo… Isso é porque não está quebrado… – ele disse olhando o pedestal.

– Exatamente.

Comecei a ouvir passos vindos do corredor. Passos que estavam bem abafados, como se usasse uma galocha no sapato. De repente aparece uma sombra e alguém aparece na sala, que eu não reconheci de imediato.

– Coil D. Cloud… O melhor de todas as mentes… – disse o garoto.

– Olá… Prazer. Me desculpe por estar de pés descalços, mas eu perdi meu sapato… Com licença.

Eu fiquei pasma. Desde adolescente eu queria conhece-lo… o famoso investigador inglês, e o melhor do mundo… Não consegui parar de pensar, enquanto olhava para a porta.

– Hey garota… Você esta bem? – Coil me dirigiu a frase.

– S-sim, senhor Coil! – eu estava nervosa.

– Pelo visto você me conhece… Qual seu nome?

– Maria Luiza Ashura! – eu respondi, prontamente.

– Bom, agora que fomos devidamente apresentados… – ele estendeu sua mão para mim – prazer, agente Luiza.

– Prazer agente Coil. – eu apertei sua mão de volta.

Sinceramente, nunca pensei que Coil teria esta aparência relaxada. O cabelo bagunçado para cima, a barba mal feita… Além de estar com uma roupa que aparentava ser um pijama à 1 hora da tarde! Posso tentar engolir que alguém pegou seu sapato, já que ele tinha uma aliança no dedo. De qualquer forma, já era um homem de quase 40 anos e deveria ter filhos pequenos ou rebeldes adolescentes.

– Já que estamos todos aqui, gostaria de forma uma aliança? – Ele disse olhando a sala inteira.

– Seria uma honra poder trabalhar com o senhor, Coil! – Akai Kiba disse entusiasmado.

– É uma ótima ideia. – eu disse, escondendo minha excitação.

– Certo. Ou então pedir então que me emprestem a câmera desta sala. Deve ter algo de importante lá! – Coil disse.

–—- // ——

Fomos em direção à sala da coordenação do museu, quando no caminha, Kiba disse:

– Acho que não iríamos ganhar muito indo todos no mesmo ligar… Eu vou falar com a curadora Violette e tentar saber quem é o vigia noturno! Nos vemos já! – ele disse, indo embora que nem uma gazela.

– De algum jeito, ele tem razão. Tem alguma ideia do que fazer? – Coil disse enquanto andava.

- Eu simplesmente quero saber o que está no vídeo e na sala do diretor. Para mim, todos são culpados enquanto não há um suspeito.

– Compreendo.

Ficamos quietos passando pelos corredores depois disso. Ninguém tinha mais nada do que falar, mas se o Kiba estivesse aqui, aquela árvore de natal teria quebrado silêncio.

– Alguém ou um grupo de pessoas tem acesso ao violino. – Eu quebrei o silêncio – o culpado tem a chave da vidraça, por isso não precisou quebrar ou arrombar a fechadura.

– É apenas uma única pessoa – Coil disse com segurança – cheguei aqui no primeiro dia do roubo, já que sempre morei na cidade ao lado, cheguei a tempo de ver que havia apenas uma digital não identificada. De acordo com essas impressões, vi que ele foi roubado mais ou menos às 10 horas da noite, antes do vigia noturno chegar. E quando esse chegou o violino já havia sido roubado.

– Sobram então no museu apenas o diretor, a curadora, o bibliotecário e os guias – Eu disse seguindo sua linha de pensamento.

– Isso mesmo.

Poucos segundos depois, chegamos à sala do diretor. Entramos sem praticamente bater na porta, invadindo a sala. A diretora do museu estava no telefone enquanto escrevia algo em um pedaço de papel. Ela era uma morena de cabelos longos e cacheados, preço em um rabo-de-cavalo. Assim que ela desligou o telefone, olhou para nós.

– Posso ajudar? – Ela disse parecendo exausta.

– Sim, por favor. Pode me emprestar a câmera da sala do violino Stradivarius?

– Da sala do violino? Sim, esta aqui.

Ela mexeu um pouco em suas coisas e pegou uma caixinha cheia de CDs. Dessa, ela retirou 3 CDs e entregou para Coil.

– Obrigado, bom trabalho para você – Ele disse.

– Obrigada, boa sorte pra você – disse ela se referindo à investigação.

– Bem, eu vou olhar quem estava na sala antes e depois do roubo. Quer olhar durante? – Coil disse enquanto saímos da sala.

– Sim, obrigada – Eu disse pegando o CD de sua mão – Irei para casa agora. Obrigada por me deixar lhe acompanhar.

– Obrigado por me aturar.

Me despedi e me direcionei para a saída do museu, quanto um repórter me apareceu na entrada.

– Com licença, mas poderia nos informar sobre o caso do violino Stradivarius? – O repórter me disse segurando um microfone.

– A essa altura, não dá para saber nada de importante. Com licença, estou ocupada. – Eu disse indiferente.

Repórteres, policiais e pessoas hiperativas. São tipos de pessoas que eu realmente odeio, pois elas me lembram do passado. Embora os detetives sejam um tipo de policial, são diferentes, assim como os soldados do exercito. Não é a mesma coisa, pelo menos no Brasil, os policiais são uma porcaria… Deixando as pessoas morrerem…

–—- // ——

Chegando em casa, liguei meu DVD e comecei a assistir o CD. Parecia algo normal até o momento em que a curadora passa correndo, gritando algo não reconhecível e exato 7 minutos e 37 segundos depois, a câmera é desligada. Ela tem acesso à chave, então ela é a principal suspeita. Dei um Zoom em sua boca e pus em câmera lenta, para saber o que ela estava falando.

S-E-B-A-S-T-I-A-N

Sebastian… Será que ele tem algo a ver com isso? No tempo que a câmera voltou a funcionar, só dá para ver um pequeno vulto de segundos no final, e o pino de madeira, que na verdade era a fechadura, cair embaixo do móvel.

Se o Sebastian é o guia-chefe, pode ser que ele também tenha acesso à chave da vidraça. Aquele carro esportivo da qual eu vi quando vim para cá, era dele, então eu vou achar a casa dele pelo numero da placa.

Quando eu lembrei o numero inteiro, fui à mesma delegacia de antes. Pedi para ele procurar o endereço, enquanto mostrava minha identidade. Quando vi o endereço da casa dele, fui correndo até ela. Chegando lá, eu dei uma olhada em sua casa, e no andar de cima, estava ele: O Messias! Tenho certeza de que era ele, pois a sua pintura e cordas são inconfundíveis. Notei a presença de outra pessoa em minha retaguarda.

– O que você esta fazendo aqui…? – Sebastian me disse

– Vi o seu nome sendo pronunciado por uma pessoa, nas câmeras. Além de que eu vi o violino em sua casa…

– O que quer dizer? Que eu sou um suspeito? – ele disse, mais sério

– Suspeito não, Culpado! – enfatizei a última frase, afirmando – a curadora do museu e sua “amiga”, Violette, lhe ajudou, pois ela tem a chave de qualquer coisa trancada lá.

Houve um momento de silencio, com Sebastian apenas olhando em meus olhos, provavelmente analisando tudo. Do nada ele começou a rir.

– Então eu sou o culpado… – ele estava com tom de deboche, muito assustador. – certo você me pegou… Mas a Violette me ajudou e me influenciou a fazer isso.

– Por que o violino esta na sua casa então?

– Porque nós ainda não o vendemos! Não adianta, eu vou ficar rico com todo o dinheiro que vou ganhar vendendo ele! Mereço mais do que um trabalho de guia num museu medíocre… – ele disse, se vangloriando – só preciso dar um fim em você! – ele disse e jogando um spray no meu nariz.

Ele pegou um lenço que tinha consigo e passou o spray nele, colocando em minha boca e nariz, me fazendo respirar aquela substancia e desmaiar.

–—- // ——

Novamente, aquele pesadelo que esboçava a realidade invadiu meus pensamentos. Minha irmã mais velha, Gisélia, olhando a lua e m dizendo seus sonhos, como o de conhecer Coil, já que nossos pais não estavam nesse mundo. Em pouco tempo, um policial atira na porta de nosso pequeno quarto, deixando a passagem livre para um homem de uma máfia, que queria o colar de ouro meu e de minha irmã, fruo de gerações passadas. O mesmo cenário dela sendo friamente morta aos meus olhos e me mandando ir embora, pela janela.

Acordei, e uma pessoa estava do meu lado, sentada na cama de um possível hospital, comigo. Não conseguia me lembrar de nada do que tinha acontecido. Os detetives Coil e Kiba estavam me perguntando sobre o ocorrido, dos CDs e de Sebastian. Eu não me lembrava de nada, nem mesmo de como era o museu exatamente. Descobri então que havia respirado uma droga liquida de perda de memória.

Para a minha sorte, ela tinha um efeito temporário e eu me lembrei de exatamente tudo o que aconteceu. Luana, aliás, havia aparecido, e ela que havia me salvado de uma morte, por envenenamento.

Eu, KIba, Coil e Luana voltamos ao museu no dia seguinte, com as respostas para todas as perguntas.

Kiba, depois de conversar com todos os empregados do museu soube o porquê de Violette ter ajudado Sebastian. Ele havia seduzido ela para que desligasse as câmeras, para uma falsa “ajuda de limpeza” das mesmas. Quando ela não estava olhando, ele pegou uma massinha, fazendo uma cópia das chaves da vidraça.

Coil tinha voltado ao museu depois de assistir os vídeos e ver Violette conversando com Sebastian.

Luana tinha uma gravação do que Sebastian fez comigo, além de que, depois de nocauteá-lo, pegou o violino de volta, pegando a chave dele no bolso e abrindo sua casa, além de pegar de volta a chave da vidraça.

Para provar que a chave da vidraça que a Luana tinha realmente era dela, eu peguei o pino que sempre esteve comigo e mostrei que ele era do pedestal, que aberto dava para pegar o violino, além de eu ter uma grande testemunha.

No final, Sebastian foi preso por roubo de lugares públicos (o museu), tentativa de assassinato (já que o veneno que eu havia respirado estava vencido) e manipulação (Violette). Ele ganhou uma prisão perpetua por ter roubado um dos bens mais preciosos da historia: o violino Stradivarius.

–—- // ——

– Que sorte você teve, por eu estar te seguindo e você não ter morrido com o veneno… – Luana me disse no voo de volta ao Brasil.

– Você não precisava ter me seguido.

– Mas por ter te seguido eu salvei a sua vida, mostre um pouco de gratidão! – Luana disse, fingindo estar irritada e rindo com a situação.

– É tem razão… Foi uma boa experiência para mim…

– É, e você conheceu Coil D. Cloud. Ele é como você pensava?

– Totalmente diferente. Aliás, você foi à Inglaterra, mas você não estava ocupada no Brasil?

– Foi mais rápido do que eu achei que seria. E eu não achei que o violino iria ser achado tão rápido assim.

Houve um curto tempo de silencio. Ouvi as pessoas falando coisas sobre suas vidas no avião. Tinham japoneses falando algo como “a viagem foi ótima!”, ou “nós deveríamos fazer isso mais vezes!”.

– e tudo fica bem, quando acaba bem. – Luana sorriu para mim, mostrando que havia acabado.

– E parece que isso não vai acabar, já que estou vendo essa carta de outra investigação no seu bolso.

– Ficou esperta do nada é? – ela riu, lembrando-se do pedido de outra investigação.

E assim foi até o final da viagem. Pessoas falando de suas pacatas vidas e suas viagens cansativas e divertidas. No fim, chegamos ao Brasil e ela me explicou o outro caso.

  1. Wagner

    7 de abril de 2014 em 15:50

    Se fosse em duas partes, teria ficado excelente. Por mais que o conto prenda a pessoa, pode-se se tornar cansativo.
    Então ficou só ótimo.

  2. Lucas Rodrigues

    7 de abril de 2014 em 06:53

    Fantástico! Estória muito criativa e surpreendente (nem me passou pela cabeça que o ladrão fosse o Sebastian). Normalmente não gosto muito de ler casos investigativos mas esse me impressionou pela maneira detalhista de narrar, houve momentos em que o enredo focou mais nos personagens, mas o foco mesmo é o mistério. A narrativa não se apegou a detalhes bobos desnecessariamente.
    Pelo título achei que a temática teria algo a ver com religião, mas me enganei de imediato.
    Só tem alguns errinhos ortográficos, mas nada que comprometa o entendimento do conto.
    Enfim, gostei, imaginei tudo como se fosse um episódio de uma série de TV de investigação.
    Nota: 9,5 – Ótimo.

    • Luiza Lopes

      7 de abril de 2014 em 14:38

      Ah! Quer dizer que você gostou da minha história! 😀 Feliz que tenha gostado da minha escrita! ^^ Obrigada!

      • Marvelunatico

        7 de abril de 2014 em 14:42

        Aê Lucas, mandou bem ( ͡° ͜ʖ ͡°)

    • Camilla

      7 de abril de 2014 em 07:47

      Também pensei que pelo título ia ter algo a ver com religião.

  3. Logan

    7 de abril de 2014 em 06:34

    Desgraça!!

  4. Noob Saibot

    6 de abril de 2014 em 23:28

    Isso não é um conto isso é um romance!

  5. el chupacabra

    6 de abril de 2014 em 22:54

    [img]http://https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQBwHHHj5LVtcWnMwJB8FRahYo-MJvFThdvGE7QXIuokYU2wGJv[/img]

  6. Thiago.

    6 de abril de 2014 em 22:42

    Outro conto
    [img]http://files.ultimate-ben10.webnode.com.br/200000012-1b53c1d471/5-Enormossauro%20ben10.jpg[/img]
    :/

    • Marvelunatico

      6 de abril de 2014 em 22:50

      Outro conto

      [img]http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b4/Papel-moeda_-_Um_conto_de_r%C3%A9is_(2).jpg[/img]

      • Allen Walker

        6 de abril de 2014 em 22:55

        esse marvel ta tronsão hj HEUEHUEHUEUEHU.

        • Marvelunatico

          6 de abril de 2014 em 22:57

          to msm, nem te “conto” HUEHUEHUE

          • Allen Walker

            6 de abril de 2014 em 22:59

            [img]http://3.bp.blogspot.com/-ZciSNpZxvpE/UM34bc54ocI/AAAAAAAAC5s/cCoeJjklKL0/s640/Untitled-1.png[/img]
            kkkkkkkkkkkkkkkk

          • Marvelunatico

            6 de abril de 2014 em 23:05

            kkkkkkkkkkkk
            quase tão bom qnto esse:

            [img]https://imagizer.imageshack.us/v2/366x542q90/829/m5hb.jpg[/img]

          • Allen Walker

            6 de abril de 2014 em 23:20

            O marvel tão perguntando por ocê la no chat.

          • Marvelunatico

            6 de abril de 2014 em 23:23

            o.O
            #partiu chat

  7. Marvelunatico

    6 de abril de 2014 em 22:39

    Queria ler mas…
    [img]http://3.bp.blogspot.com/-Bh2ZWXpyFXA/UaloArWGCQI/AAAAAAAAAwE/3eoMK9JTHlY/s1600/Bicho_Pregui_a_1_.jpg[/img]

    • Allen Walker

      6 de abril de 2014 em 22:44

      HEUHEUEHUEHEUEHBRBR

      [img]http://4.bp.blogspot.com/-B0YqIgVE–U/TrPfLQMg-0I/AAAAAAAAADY/DLPQzVGFAi4/s1600/preguica_gigante_g.jpg[/img]
      Entendedores entenderão.

      • Marvelunatico

        6 de abril de 2014 em 22:47

        “Preguiça Gigante” = Preguiça porque o conto é gigante. :3

        • Allen Walker

          6 de abril de 2014 em 22:50

          nem era tanto assim era só preguiça gigante porque a preguiça ta grande pra caraio mais deixa para lá ‘-‘

  8. Allen Walker

    6 de abril de 2014 em 22:36

    Nem sei qual foi o ultimo conto que li no Minilua só sei de uma coisa esse não foi HEUHEUEHUHE.

  9. Luís Felipe

    6 de abril de 2014 em 22:32

    É bom?
    Vale a pena ler?

    • Jeff Dantas

      6 de abril de 2014 em 22:36

      Simmmmmmmmm, vale a penaaaaaa!!! 🙂

  10. Jeff Dantas

    6 de abril de 2014 em 22:08

    E não, não confunda com esse Messias!! heheh http://www.imesa.org.br/arquivos/blog/o-messias-vem.jpg

    • Terrorista

      6 de abril de 2014 em 23:22

      MEU MESSIAS É O DIABO
      MINHA VIDA É DA ROLÉ COM OTACO E VIRGEM JOGANDO RPG VIRTUAL E USANDO CHAR FEMININO PRA PEGA HOMEM NA NET

    • Estudante

      6 de abril de 2014 em 22:18

      biblia versao otaco
      [img]http://1.bp.blogspot.com/-tDG-0KkGuuk/TVWGAyg6E8I/AAAAAAAAAXM/tPCGVfQAxdg/s1600/O+Joio5.jpg[/img]

      • Kairos

        6 de abril de 2014 em 22:35

        [img]http://i.imgur.com/8AsRT.png[/img]

        • Allen Walker

          6 de abril de 2014 em 22:49

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