Contos Minilua: Portões Esmeralda #252

E sim, lembrando mais uma vez, que todos os temas são aceitos. Ou melhor, suspense, mistério, terror, enfim. Sinta-se à vontade ok? O e-mail de contato, claro, [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




Portões Esmeralda




Por: Rodrigo Silva

lua_vermelha

Um barco pequeno e um rio tranquilo
Flutuando lentamente contemplando a escuridão
Um vento morno acompanhado de um ruído
Procurei sua fonte por entre a vastidão

A confortável solidão já causava estranheza
Olhando a lua sangrenta senti um frio no coração
Do meio natural ignorei toda a beleza
Precisava urgentemente voltar à civilização

Logo pisando na margem lamacenta
Diante uma silhueta medonha meu corpo paralisou
Parecia uma criatura disforme e horrenda
Seu olhar flamejante em mim se fixou

Uma explicação para aquilo não poderia conceber
Se era monstro, demônio ou fera
Não ouso descrever aquele ser
Será o fim que o destino me dera?

Vagaroso, recuei ao barco
Temendo por uma súbita investida
Empurrando com o remo ao lado
Retornei ao rio garantindo minha vida

Sem tirar a visão da margem
Acompanhei a corrida ao longe da criatura em galope
Notei que em seus olhos chamas ardem
Congelei ao ouvir o maldito trote

Ainda tremendo ouvi grotescos rugidos
Vinham do leste, oeste, sul e norte
Em meio a lágrimas disse com lábios tremidos:
“que nessa noite eu não encontre a morte”

Para somente ouvir o som das águas e árvores eu rezava
Mas de trás um clarão verde me surpreendeu
Virar-me e olhar diretamente não ousava
Assim chorando apenas clamei: “Por que EU?”

Ignorar era tolice e não bastava
Então afrontei o fenômeno sem perder a razão
Aceleradas batidas meu coração dava
Não conseguia conceber a situação

O céu e a água estariam tomados pelos portões infernais
Ou o juízo há muito eu havia perdido?
Estou realmente a ver demônios chacais?
O sangue da minha face tinha-se ido

Do céu e da terra subiam e desciam
Criaturas aladas e grotescas do submundo
Das copas das árvores alguns me olhavam e sorriam
O rio límpido agora tingido de sangue estava imundo

Na proa do barco um deles pousou
Indaguei-me no momento se a besta falava
Ele abriu a boca e calmamente orou
Enquanto um cheiro horrível exalava:

“Uma vida desgraçada tu tiveras
Não obstante, riquezas nunca lhe faltaram
Frutos de crimes hediondos, deveras
Em tuas palavras sujas muitos acreditaram

Uma vida profana e um barco frágil
A combinação que te traz onde está
Seu corpo jaz no fundo deste rio amigável
Onde pela eternidade sua alma flutuará”

  1. Antônio Henrique

    27 de agosto de 2015 em 23:28

    Pense que você também é capaz.

  2. Leucothea a Ninfa

    27 de agosto de 2015 em 15:10

    Muito bom (:

  3. Mutley

    27 de agosto de 2015 em 09:59

    Sempre soube que ele iria voltar , eu disse pra vocês e_e

  4. Wyvern Björk

    26 de agosto de 2015 em 23:07

    Jeff, TE AMO!

  5. Wagner

    26 de agosto de 2015 em 22:22

    Dane-se o conto…
    O Matrix voltou \o/

    • Jeff Dantas

      26 de agosto de 2015 em 22:31

      Aeeeeeeeeeeee, estou de voltaaaaaa! Sentiram minha falta? hauahahahaah

  6. Jeff Dantas

    26 de agosto de 2015 em 22:07

    Gente, estou de volta. Qualquer coisa, eh só chamar heheheh 🙂

    • Cold

      27 de agosto de 2015 em 00:19

      Não nos abandone novamente, Jeff Ç_Ç

      • Jeff Dantas

        27 de agosto de 2015 em 00:20

        Simmm,pode deixar 🙂 hehehe Mas e aeee, o que achou do conto? 🙂 ^^

        • Cold

          27 de agosto de 2015 em 09:58

          Gostei do conto e achei legal o formato. Sempre quis escrever poesias mas nao tenho criatividade, quem sabe um dia eu faço uma e mando pra postar aqui hehe

    • Wayne Griffin

      26 de agosto de 2015 em 22:51

      Pra qual demônio vc vendeu a alma?

    • Luciano Lobato

      26 de agosto de 2015 em 22:28

      Dúvida:
      Os ets quando te abduziram te deram carona de volta ou voltou caminhando ?
      – Aonde você tava ?

      • Jeff Dantas

        26 de agosto de 2015 em 22:32

        Hhahaha nem te conto, quase q não consigo voltar 🙂 ^^

13 Comentários
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