Contos Minilua: Um conto de natal #93

Bem, e desde já, contamos com a sua participação. O e-mail, como sempre, [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




Um conto de natal

Por: José Eugênio

Olhando pela janela da cabine, ele não reconheceu a disposição das estrelas. Havia dormido menos de duas horas, e imaginou que pela velocidade estavam perto do destino.

 - Que setor é este, capitão?

 - De acordo com os registros da Millenium é o setor de número 2814. Essa é uma antiga denominação da época dos patrulheiros, não sei se ainda é utilizada… Posso te garantir, no entanto que estamos bem longe.

 O jovem ficou mais alguns momentos observando aquelas estrelas. Olhou que no horizonte brilhava um sol amarelo solitário e resplandecente… Mais bonito que os dois que orbitavam a terra natal de seus pais. Ficou quieto por um instante, e lembrou o motivo que os tinham levados até aquele setor longínquo da galáxia.

 - Você já esteve nesse planeta, capitão?

Han sorriu desdenhoso, como sempre.

 - Já. Uma vez, há uns dez anos atrás. Estávamos mapeando planetas que pudessem fornecer mão de obra escrava e esse era o único planeta com vida inteligente nesse sistema. Infelizmente, o povo é tecnologicamente atrasado e a única raça fisiologicamente desenvolvida o suficiente para o trabalho braçal são os humanos…

 - Com o que ele se parece?

 - Em alguns lugares, Corellia. Tem algumas das montanhas mais lindas que eu já vi. Mas a região que vamos pousar lembra Tatooine. Como eu disse, é um povo muito, muito atrasado. Não possuem quase tecnologia nenhuma… Por isso, a discrição é parte essencial nessa missão. Entendido, Ben?

 - Sim, capitão.

A nave se aproximava rapidamente, e pelo vidro da cabine o que Ben vira o deixara maravilhado. Uma bola grande e azul, que crescia rapidamente sob eles. A sua atmosfera tinha uma cor branco-pálido e os mares apresentavam um azul escuro profundo, como o anoitecer em Coruscant. Ben não se lembrava de ter visto algo tão lindo.

 - Vamos lá garoto, sente-se e aperte os cintos. Vamos entrar na atmosfera.

O rapaz sentou-se apressado. Ficava ainda meio perdido durante as decolagens e aterrissagens.

 - Não se esqueça de ativar os defletores e o escudo visual. Essa belezinha iria causar muito alvoroço com aqueles pastores lá embaixo.

 - Ben empurrou um interruptor grande e vermelho para cima. O monitor na frente dele mostrava uma animação da velha Millennium Falcon sendo envolvido por dois feixes paralelos de lasers holográficos. A nave chacoalhou uma, duas… Três vezes. A temperatura subia rapidamente, talvez porque muitos anos dos sois duplos de Tatooine tivessem castigado o ultrapassado sistema de refrigeração da nave.

Um quarto e último chacoalho e Ben viu que o céu se tornara muito claro. Olhou para cima e viu que como no velho planeta de areia, a cor era de um azul muito límpido, e dentro da atmosfera o sol parecia ainda maior e mais resplandecente. O horizonte parecia muito maior agora que estavam em terra, e ao longe tudo que se enxergava eram pedras e areia. A nave manobrava agora por uma área de montes bem arborizados, com árvores baixas. Do fundo da nave, Ben ouviu o zunido conhecido de seu droid de estimação. 

 - Até aqui tudo certo – Disse Han, travando o comando da nave – Prepare-se para descer, Ben. Certifique-se de que o R2 fique a bordo para manter os defletores ativos.

 - Sim, capitão.

Ben nunca chamava Han de tio quando estava a bordo da Millennium. Sua reverência por ele ia além de seus laços familiares. Conhecedor das histórias da época do império, o rapaz era grande admirador do tio. Às vezes, admirava-o até mais do que o próprio pai, em segredo. Ao contrário deste, o capitão Han não tinha nenhuma habilidade especial.

Em seu sangue não corriam os midi-chlorians… Corria apenas coragem pura e simples. Era um homem simples, mas muito nobre e de uma bravura inominável. Para o jovem Ben, essas viagens eram a única maneira de sobreviver à dura rotina da academia.

 - Vamos, não temos muito tempo. Coloque essas sandálias, precisamos nos misturar no mercado para encontrar o mensageiro. Esconda também o seu sabre.

 - Eles não são fieis a república, capitão?

Han soltou uma risada sonora.

 - Imagine garoto. Nesse fim de mundo eles nem conhecem a república. Todo esse setor é representado por dois embaixadores humanos que vivem à doze anos-luz daqui. Como eu disse, é uma comunidade agrária, sem nenhuma tecnologia. Os sabres com certeza só os assustariam ou os fariam tratar-nos como feiticeiros. Tirando duas ou três civilizações, a grande maioria dos humanos desse planeta desconhece até mesmo que existam outros planetas habitados… Pelo menos, era isso que Lando dizia. Pegue, coloque essa túnica, e não se esqueça de cobrir o rosto.

Subindo até a parte mais alta do monte, Ben pode ver um pequeno vilarejo, espalhado entre o vale formado pelos pequenos montes… A cidade em muito lembrava a cidade natal de seu pai. As habitações nas montanhas, as pequenas casas de pedras toscas com escadas estreitas… Apesar do deserto que tinha visto ao longe, a região em que estavam parecia férteis. Havia um pequeno lago ou mar há uns dez quilômetros ao leste e Ben se perguntava como um povo podia ser tão atrasado vivendo em um oásis natural como este.

 - Tio Han?

 - Sim, Ben.

 - Aonde vamos exatamente?

 - Vê o vilarejo? Vamos encontrar o mensageiro em um local de culto, ao norte. Não devemos demorar, mas acho arriscado que levantemos voo durante o dia. Se for o caso, ficaremos no vilarejo e encontraremos um local para passar a noite. Zach-arith é um grande amigo, não nos deixará desprovidos.

 - Como se chama esse vilarejo, tio Han?

 - Nazaré, Ben. Nazaré do reino da Judéia. 

  1. Li Syaoran

    13 de maio de 2013 em 16:05

    O conto tem um final bem interessante (apesar de o resto dele ser meio tedioso), mas até hoje eu nunca entendi como há humanos na história do Star Wars se ela se passa no passado.

  2. Eros Augusto

    13 de maio de 2013 em 12:36

    Natal ou Dia das mães, não importa, são datas criadas pra o consumismo exagerado, assim como dia das crianças e outras datas como essa.

  3. Rafael (Baphomet)

    13 de maio de 2013 em 10:56

    Eu só leio contos de Terror,Suspense e talz

  4. Lucas Rodrigues

    13 de maio de 2013 em 06:41

    Bom, o conto ficou legal, porém, pecou no enredo que não demonstra ter um começo e um fim definido, mas fora isso, os personagens são bem apresentados e as referências a Star Wars achei bem interessante. Foi bem escrito mas precisou de mais dramaticidade. Nota: 7,0 – Bom.

  5. Dark J

    12 de maio de 2013 em 23:20

    Primeiro o Ben do Majora’s Mask dá uma de bonzinho, depois eles falam um bando de nome que até o Slender dúvida, depois dão uma de Star Wars, ai acabam metendo o natal nisso se hoje é dia das mães, e agora querem colocar Bélem de Nazaré no meio disso? Que “bela” criatividade, em? Dou meus “parabéns” pro autor que escreveu isso.

  6. Viciado em Guarana

    12 de maio de 2013 em 22:51

    hahahahahhaha
    Omelhor conta q já li no minilua

  7. Capitão Jack Sparrow

    12 de maio de 2013 em 22:49

    ”-Os humanos são interessantes” (Ryuuku)

  8. Nathalia Campos

    12 de maio de 2013 em 22:47

    Conto de natal no dia das mães , que ironia

    • Matheus S.

      12 de maio de 2013 em 23:13

      Ironia é ser dia das mães e a gente não ter um filho,sua linda.

      • jeandeassis

        13 de maio de 2013 em 00:22

        No dia das mães e vc ai pedreirando a menina, Slender ?! Deixa ela em paz. Kkkkkk

        • Matheus S.

          13 de maio de 2013 em 00:29

          Não dá cara….é mais forte que eu.

          • Dark J

            13 de maio de 2013 em 09:45

            O amor esta no ar literalmente.

      • Nathalia Campos

        12 de maio de 2013 em 23:35

        Você de novo , esses pedreiros , viu , ninguém merece -.-

        • Matheus S.

          13 de maio de 2013 em 00:16

          Desculpe mas….vc é a Rukia? .-.)

        • Bardock

          12 de maio de 2013 em 23:37

          Deixa ele ser feliz. e.e

  9. Bardock

    12 de maio de 2013 em 22:30

    Star Wars!? Mas… Star Wars!?

  10. Philip J. Fry

    12 de maio de 2013 em 22:30

    Bom , acho que no universo do cara que fez o conto , hoje é natal , temos que respeitar ou não

  11. Gasai Yuno

    12 de maio de 2013 em 22:22

    Conto de natal? Tipo, ainda tá em maio….

    • Matheus S.

      12 de maio de 2013 em 22:30

      Maio…mês das noivas…eu e vc…vai que dá certo.

  12. Xion

    12 de maio de 2013 em 22:22

    Amigo,hoje é dia das mães,o Natal está um pouquinho longe.

    • Mu de Áries (antigo light yagami)

      12 de maio de 2013 em 22:30

      começou o food do traveco

  13. Mu de Áries (antigo light yagami)

    12 de maio de 2013 em 22:20

    conto de natal no dia das mães ta serto

    • Philip J. Fry

      12 de maio de 2013 em 22:22

      Tá mesmo, ou será que não

  14. Matheus S.

    12 de maio de 2013 em 22:19

    Tá adiantado esse conto ai em.

    • Seth .

      12 de maio de 2013 em 22:21

      ou atrasado , pra caramba .

  15. Lucas

    12 de maio de 2013 em 22:17

    Legal , um conto de natal sendo que ainda não é natal , só vou ler esse conto dia 25 de dezembro , só pra ficar certo

  16. capitão jack sparrow

    12 de maio de 2013 em 22:17

    legal,mas conto de natal em maio?

    • Jeff Dantas

      12 de maio de 2013 em 23:00

      Mas, gente, é apenas um título.. Uma espécie de metáfora… ^^

      • capitão jack sparrow

        12 de maio de 2013 em 23:24

        ata,saquei ^^

  17. Andrômeda

    12 de maio de 2013 em 22:17

    … a depois eu leio tipo, mais perto do ano novo

  18. Seth .

    12 de maio de 2013 em 22:16

    … a depois eu leio tipo ,mais perto do natal

31 Comentários
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