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Crítico dilema! Como você reagiria?

Ao final do filme O Anjo Malvado, lançado no ano de 1993, estrelado por Elijah Wood e Macaulay Culkin, uma mãe é posta a prova. Ela tem de decidir entre salvar a vida do seu filho, um psicopata assassino, ou a de seu sobrinho órfão.

A dramática história acima citada, serve para exemplificar do que se trata um dilema moral, ou seja, uma situação em que há duas ou mais opções de escolha, porém pautados pela ética e moral podem variar de pessoa para pessoa e mesmo assim não solucionarem de forma satisfatória o problema.

Questões como essa são discutidas há anos, afinal decidir o que é certo e o que é errado pode ser muito mais complexo do que parece.

Talvez por isso, os computadores ainda estejam longe de serem comparados ao cérebro humano, afinal, eles não dispõem de uma bagagem emocional e histórica assim como uma pessoa, tendo suas respostas oriundas unicamente de um “raciocínio” lógico sem considerar qualquer outro parâmetro.

Sempre que um filósofo cria um sistema de conduta, ele tenta responder de forma eficaz a todos os tipos de questionamentos possíveis, o filósofo inglês John Locke (1632-1704), por exemplo, definiu o bem pela não-agressão, aquela idéia de que “minha liberdade começa onde termina a sua”, já para Ros­seau (1712-1778) o certo é a vontade geral, a decisão da maioria.

O tema chamou também a atenção da comunidade científica, tornando-se objeto de estudo, afinal, será que em uma situação real as pessoas conseguiriam resolver questões complexas, baseadas apenas na razão e em um conjunto de regras de moralidade?

Acredite ou não, quando  tomamos uma decisão “real”, envolvendo outras pessoas, ela pode estar associada muito mais a sua inteligência emocional do que a racional, afinal reagimos da forma como percebemos os outros, devido a empatia ou mesmo a aversão de alguma atitude de outrem.

 

Imagine a seguinte situação:

Um trem a toda velocidade e descontrolado avança sobre uma linha onde 5 pessoas desatentas trabalham, você é o responsável por alterar as rotas dos trilhos e pode evitar essa tragédia, porém, se acionar a alavanca que leva o trem para outra linha, você acabará matando uma pessoa que se encontra nela!

O que você faria? Mudaria o curso do trem? Não faria nada? Melhor salvar 5 pessoas e deixar 1 morrer?

Seguindo o preceito de que a moral reside na consequência de uma atitude, pois segundo o filosofo inglês John Stuart Mill, o procedimento mais satisfatório é o que resulta na maior felicidade para o máximo de pessoas, ou seja, sob essa ótica é aceitável sacrificar uma pessoa em prol de salvar outras cinco.

Mas, e se multiplicássemos esses valores por 2 milhões, você mataria 2 milhões de inocentes para poupar 10 milhões?

Nesse contexto nos deparamos com outro problema, já que uma resolução similar encorajou regimes totalitários do século 20 que acabaram por vitimizar, em nome da maioria, uma minoria tão inocente quanto o homem sozinho no trilho.

Sem falar que o fato de que sacrificar uma vida para manter outras cinco vai de encontro ao que espírito dos direitos humanos preconiza, pois cada vida possui um valor inestimável em si e não nos cabe usar valores racionais ao lidar com esse tema.

 

Mas e agora?

 

Um trem a toda velocidade e descontrolado avança sobre uma linha onde 5 pessoas desatentas trabalham, de alguma forma você sabe que o trem pode ser contido por algum objeto pesado jogado em sua frente. Nesse momento você percebe que um homem gordo com uma mochila bem grande se encontra junto à ferrovia, o fato é que se você empurrá-lo, o trem irá parar e você terá salvo as cinco pessoas, mas acabará assassinando uma!

E agora? Mudou alguma coisa? Você ainda assim interferiria?

Você pode ainda agregar diversos outros fatores críticos para testar o seu senso de conduta. Por exemplo, imagine que as cinco pessoas fazem parte de um grupo de assassinos que já mataram diversas pessoas, entre elas crianças, imagine que o homem que você terá que matar é seu pai, enfim…

Tomar decisões sentado em uma cadeira confortável e através da tela do computador é certamente muito mais fácil, mas tente se imaginar nessas situações!

 

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