Curiosidades que você não sabia sobre Astro Boy

A história de Astro Boy surgiu pela primeira vez no mangá e foi um dos primeiros animes a se popularizar em forma de série. Astro Boy é famoso e pioneira em muitos aspectos e, provavelmente, é considerado um clássico por muitas pessoas.

Astro Boy conta a história de um cientista que cria um robô como seu filho, tentando substituir a perda dolorosa. A série teve vários remakes que mudaram alguns aspectos da história e, recentemente, começaram a falar de um possível live action, porém aqui vamos nos concentrar no anime original.
Confira:




O nome Astro Boy tornou-se popular no Japão

Embora no início o nome tenha sido pensado para o público norte-americano ele acabou se tornando muito popular no Japão. Astro Boy também é usado como sinônimo de Tetsuwan Atomu, o nome original.




Foi o primeiro anime apresentado em outros países

Além de ser um dos pioneiros e extremamente popular, Astro Boy foi o primeiro a ser comercializado em outros países e a atravessar fronteiras.




Honra

Astro Boy

Em 2003, a cidade japonesa de Niiza foi registrada em homenagem a Astro Boy. Em 2004, ela entrou para o Hall of Fame Robots nos Estados Unidos.




Pioneirismo

Foi uma das primeiras animações a lidar com a questão da inteligência artificial e o direito dos robôs. Por exemplo, o criador de Astro Boy queria compensar a morte de seu filho criando um robô, mas percebeu que um robô não pode tomar o lugar de um ser humano. No entanto, a complexidade que envolve os direitos e os sentimentos deles acaba indo além do que ele poderia imaginar.




Os nomes originais do mangá foram mantidos… mas não todos

Astro Boy

Após estrear nos Estados Unidos muito dos nomes originais foram mantidos. No entanto, a palavra Atom no nome do protagonista era muito forte, tendo em vista o bombardeio de Hiroshima e Nagasaki e a história entre os dois países.




Existem três séries do Astro Boy

A original é datada de 1963, mas foi seguida por um outra em 1980 e outra em 2003. A primeira durou 193 episódios, o que é surpreendente.




Osamu Tezuka criou outros mangás e animes

Astro Boy

Eles são conhecidos por Black Jack e Kimba, o Leão Branco. O último é o mais controverso, pelo fato de O Rei Leão da Disney ser uma cópia da sua história.

  1. Eduardo Azrael

    12 de março de 2016 em 18:34

    Osamu Tezuka, o “Deus do Mangá” ou ainda o “Walt Disney japonês” foi praticamente o criador da versão moderna do mangá; embora mangá seja universalmente qualquer história em quadrinhos feita no Japão, o estilo de narrativa e desenho que conhecemos hoje foi iniciado pelo Osamu Tezuka (haviam histórias em quadrinhos japonesas muito antes de Tezuka, como Sazae-san que é publicada até hoje, mas embora sejam considerados mangás por definição, seu estilo era muito diferente do mangá moderno). Ironicamente, Tezuka se inspirou nos quadrinhos ocidentais (principalmente nos de Walt Disney e no Popeye) para criar seu estilo. E ele não fez apenas Black Jack e Kimba: A Princesa e o Cavaleiro, Phoenix, o Diário de Ma-chan, A Nova Ilha do Tesouro (outra obra em que ele se inspirou no Ocidente), No Princípio (Seisho Monogatari, considerado o primeiro mangá/anime inspirado na Bíblia), Jet Marte (uma variação do Astro Boy), Adolph, Don Dracula (o único anime que passou completo primeiro no Brasil do que no Japão!!), a obra-prima Buda, e dezenas de outras obras, além de versões japonesas de filmes da Disney (ele copiou o Bambi muito antes da Disney copiar o Kimba e fazer o Rei Leão!). Quando Tezuka morreu, em 1989, houve uma comoção mundial, e centenas de artistas o homenagearam de forma tão digna quanto aconteceu com Will Eisner; uma dessas homenagens mais famosas foi do Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, que era amigo de Tezuka e chegou a trabalhar com ele num crossover entre seus personagens e os dele, mas este projeto não foi adiante devido à morte de Tezuka; Maurício lançou esta imagem em homenagem a ele: http://www.japaoemfoco.com/wp-content/uploads/2013/11/o-Astro-Boy-princesa-Safiri-e-a-turma-da-M%C3%B4nica.jpg e em 2011 o crossover aconteceu, nos gibis da Turma da Mônica Jovem.

    Falando em Crossovers, outra característica marcante da obra de Tezuka é que seus personagens vivem se encontrando nas histórias uns dos outros: vemos Black Jack sendo amigo do Sharaku, Kimba e Saphire se ajudando e muitos outros aparecendo como figurantes. Isto foi honrado no videogame Astro Boy: Omega Factor para Game Boy Advanced, em que para completar 100% do game é preciso viajar no espaço e no tempo encontrando todos os personagens que estão no jogo.

  2. Akira Sagara

    12 de março de 2016 em 15:38

    Lembrei do mangá Pluto, que é um spinoff de Astro Boy

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