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Deus existe: mito ou realidade? #2

Na primeira parte do post, o objetivo real foi descobrir a opinião de cada um sobre o fato de Deus realmente existir ou não. Tivemos muitos debates e comentários, como já era de se esperar. O curioso é que dois lados ficaram nítidos: o de Deus e o da ciência – afinal, era esse um dos objetivos do post – mas ainda mais relevante é que poucos comentaram sobre os dois lados alinhados, e é por isso que mostraremos uma ciência que tenta comprovar a existência de Deus: a metafísica. Será que ela consegue?

Para quem não sabe, a metafísica não é como as outras ciências, pois ela tem como objeto de análise a totalidade de algo, enquanto que as outras são mais particulares por estudarem apenas fragmentos do mesmo. Além disso, ela busca compreender aquilo que está além daquilo que é físico e está profundamente ligada à filosofia.

Por ser uma ciência, vamos nos basear em alguns fatos:

Primeiro: conhecido como fato do condicionamento universal, ou seja, tudo, inclusive aquilo que nos é ensinado pela ciência, está encadeado, ligado a outros seres ou fenômenos; por isso, sua razão de ser está vinculada diretamente a algum ser ou fenômeno.

Segundo: é a causa primeira incondicionada. De uma forma bem simples: dentro de uma série de eventos, os itens que ocorrem no meio e no fim são desencadeados por uma causa primeira, mas quem foi que a desencadeou? Por isso, tratamos a primeira causa como incondicional, ou seja, não precisa de antecedentes para que ocorra.

Terceiro: trata-se da causa universal absolutamente primeira. Para começo de conversa, ela é única, mas suponhamos que não seja, vamos toma-la como múltipla. Supondo isso, dizemos que existem várias causas absolutamente primeiras, e que por isso são independentes, mas nós vimos isso no primeiro fato, tudo está encadeado, portanto, só pode haver uma causa absolutamente primeira, além disso, isso pode ser comprovado pelo próprio modo pelo qual o universo é regido.

A partir desses três fatos, podemos já tirar a conclusão tanto esperada: existe algo ou alguém que é a causa (argumento terceiro) de tudo. Esse tudo representa todos os seres e acontecimentos do universo, que estão relacionados (argumento primeiro). Por fim, para que o início tivesse começado, seria preciso não haver uma condição para isso, caso contrário, não seria de fato o inicio, sendo assim, necessariamente incondicional (argumento segundo). Em outras palavras, existe uma Causa que não depende de nenhuma outra e que domina todas as outras, sendo assim, essa Causa é algo que encontre nos próprios atos, que ela mesma desencadeou, sua razão de ser e de existir.

Seria necessário então algo que fosse onipotente – que tivesse poder sobre tudo – onipresente – que estivesse em todos os lugares – e onisciente – que soubesse de tudo. A isso, muitos povos e crenças chamam de Deus, vale lembrar que o nome pode variar de acordo com a religião, entretanto, a essência do ser é a mesma em todos.

Com isso, mostramos que a ciência nem sempre se opõe a Deus, pelo contrário, ela busca até mesmo explicar sua existência.

E aí? Você concorda com esse ponto de vista? Não deixe de comentar!

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