A ditadura por trás do sistema legal de Harry Potter

No fundo, muitos de nós ainda estamos esperando uma carta de Hogwarts para nos levar a um mundo completamente diferente e cheio de magia. No entanto, enquanto o mundo de Harry Potter parece rico de aventuras e encantamentos, quando você pensar um pouquinho sobre alguns fatos, talvez enxergue que a coisa toda está sob muita opressão e violência. Olhando por este ângulo, o mundo encantado de Harry Potter está mais parecido com a Coreia do Norte do que com um maravilhoso mundo mágico. Veja porquê:

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A história central de Harry Potter gira em torno da busca de Harry para superar o bruxo das trevas Lord Voldemort, que pretende tornar-se imortal, conquistar o mundo dos bruxos, subjugar as pessoas de “sangue ruim” e destruir todos aqueles que estão em seu caminho e que não compactuam com a sua ideia. Ou seja, bruxos das trevas usam magias engenhosas para levar a cabo uma limpeza étnica (reconhece?), enquanto alguns agentes do Estado tentam detê-lo. Os bad guys têm invisibilidade, teletransporte, tortura e controle da mente à sua disposição, enquanto que os métodos de investigação dos bonzinhos são limitados por serem proibidos. Além disso, o governo tem uma limitada capacidade de detectar quando a magia ilícita está sendo usada e mais limitada ainda forma de julgar esse mal uso da magia. “Quais são as leis de privacidade de um bruxo? O que conta como prova na hora de provar o mal uso da magia?”

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Condenação com provas frágeis

Em vez disso, a muitos pressupostos e caprichos envolvidos no sistema legal do mundo bruxo. As regras e leis não são tão claras e podem ser evidentemente manipuladas. Por exemplo, porque Hagrid não foi julgado quando usou magia indevidamente no primeiro livro da série? Ou pior, quando o elfo Dobby jogou um bolo na cabeça da tia de Harry, o garoto foi quase expulso de Hogwarts. Isso porque, embora o Ministério da Magia pode dizer instantaneamente quando um bruxo menor de idade usa magia na frente de trouxas, aparentemente eles não podem identificar quem exatamente a usou. É quase como alguém ser preso porque um tiro foi ouvido em sua vizinhança. Mas, tudo bem, porque no nosso mundo muitas pessoas também são presas com base em provas frágeis.

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Caso Sirius Black

Vamos então olhar para o caso do Sirius Black, o padrinho de Harry, considerado por muito tempo um dos mais notórios assassinos em massa do mundo bruxo, altamente perigoso e preso em Askaban (uma fortaleza que ninguém sabe onde fica, onde os presos são torturados miseravelmente com seus piores pensamentos) por muitos anos. Na realidade, foi Pedro Pettigrew quem cometeu os crimes do qual Sirius foi acusado. Porém, esse caso poderia ter sido solucionado rapidamente, considerando algumas das ferramentas disponíveis para os promotores.

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Em primeiro lugar, há o encantamento “Priori Incantatem”, que faz com que a varinha atingida pelo feitiço mostre o último feitiço realizado por ela. Amos Diggory usou esse feitiço na varinha de Harry durante a Copa Mundial de Quadribol, para saber se aquela tinha sido a varinha que conjurou a Marca Negra. Claro que apenas isto não pode ser considerado prova suficiente para absolver a culpa de alguém. No entanto, a promotoria do mundo mágico nem sequer se preocupou em usar esse encantamento na varinha de Sirius para obter alguma pista, o fato de ele estar presente na cena do crime era toda a evidência de que precisavam para mandá-lo para a Azkaban por tempo indeterminado.

Acrescentado a lista de evidência, está o Veritaserum. O mais poderoso Soro da Verdade do mundo. É uma poção sem cor nem odor (parece água) que força quem a toma a dizer a verdade. É uma poção da verdade tão poderosa, que bastam três gotas de sua fórmula cristalina para o indivíduo que a beber revelar seus mais íntimos segredos. Três gotinhas dadas a Sirius poderiam solucionar o problema da admissão da culpa. Mas o ministério da magia não usou essa poderosa ferramenta da verdade, por razões que nunca serão explicadas. Aparentemente não há nenhuma proibição do uso desta substância. A própria Dolores Umbridge, representante do ministério em Hogwarts por um tempo, usou indiscriminadamente em seus alunos. Porém, não, ninguém no governo pensou nisso também.




Sem julgamento ou julgamentos manipulados

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E o que dizer quando Hagrid foi enviado para a prisão pelo crime de “crianças estão sendo atacadas de uma maneira semelhante àqueles ataques que você foi acusado sem provas concretas há décadas atrás, mas dos quais foi comprovadamente absolvido" (??!). Não houve julgamento, o Ministro da Magia só apareceu em sua casa e disse: "Faça as malas gigante, você vai para Azkaban.". Falando em julgamento, dois bastante suspeitos foram o de Dummbledore, escancaradamente manipulado pelo ministério para que Dolores Umbridge pudesse assumir como diretora de Hogwarts, e o de Potter, que usou magia para se defender de atos dos quais o ministério não queria assumir, e estava sendo condenado por isso.

  1. Akira Sagara

    7 de maio de 2016 em 11:31

    O feitiço do priori incantato é ridículo, só mostra a ultima magia usada pela varinha, ele pode usar qualquer feitiço aleatório para mascarar uma magia negra. O que levou Sirius para Azkaban foi o as testemunhas, vários trouxas escultarão Pedro gritar “Sirius Black traiu os Potters” e depois a explosão que aparentemente o tinha matado, quanto ao uso da Veritaserum, os aurores podiam usar em interrogatórios, porem, o preparo é demorado.

  2. Lucas LF

    6 de maio de 2016 em 23:53

    Na verdade essa parte se refere a quando ele usou o expecto patronum pra afugentar alguns dementadores que atacaram Harry e Duda, e o ministério se recusava a admitir que estava perdendo o controle dos dementadores.

  3. antonio carlos

    6 de maio de 2016 em 20:16

    posso estar falando besteira pq n cheguei a ler os livros mas q eu me lembre o “crime” q o harry comete no segundo ano e voar no carro voador com o rony e ser visto por trouxas

  4. Andrey Farias

    5 de maio de 2016 em 21:23

    Nao estava. Acontece que Barto Crouch estava se tornando um heroi no julgamento dos Comensais, pois ele era implacavel e sem piedade. Dessa forma, ele tomado pelo pensamento de se tornar Ministro da Magia, mandou Sirius para Azkaban sem ao menos investigar ou dar direito a julgamento, para mostrar que nao mediria esforços para acabar com os Comensais da Morte

    • Miguelkhalael

      6 de maio de 2016 em 01:48

      Tem razão. Como vemos na série Sirius Black era de família rica e não é toa que mais tarde depois Sirius morando na mansão dos Black. Além disso, a família de Sirius pelo visto era má e adepta das ideias de Voldemort tendo em vista o fato de que no dia em que foi embora de casa sua mãe queimou sua imagem numa pintura de família na parede, mas manteve intacta a imagem de Bellatrix Lestrange que era uma notória integrante do grupo de Voldemort. É até possível que eles tenham mexido uns pauzinhos para mandá-lo ou mantê-lo lá.

  5. Alec Moura

    5 de maio de 2016 em 19:30

    eu acho que esteja errado pelo que lembro quando li, no caso de sirius acho que pedro estava sim com a varinha de sirius

    • Rhenam Torezani Garcia

      6 de maio de 2016 em 13:41

      Acho improvável que ele não estivesse com a própria varia, pedro não tem tanta aptidão mágica para causar uma explosão daquelas e se transformar em rato com uma varinha que não lhe é fiel, isso considerando o fato de que até pra virar animado precisou de ajuda

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