Efeito borboleta no mundo real

O efeito borboleta, também chamado de teoria do caos, diz que pequenas coisas podem mudar o futuro de uma maneira dramática e isso realmente acontece todos os dias:




Um exemplo

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Você está saindo de casa, quando chega a rua, se lembra que esqueceu o celular em cima da cama. Rapidamente você volta e pega o aparelho. Com pressa, volta pra  parada, mas o ônibus que deveria ter pego passou quando você virou a esquina. Com a perda do ônibus, você chega atrasado a entrevista de emprego que pretendia fazer e é desclassificado.

O simples esquecimento do celular fez com que toda sua carreira mudasse. Seu primeiro emprego vai ser outro, as pessoas que vai conhecer não serão as mesmas e toda sua trajetória pode ser diferente. Esse emprego poderia lhe mostrar que sua grande paixão é a engenharia, mas sem ele talvez você nunca descubra tal coisa. Você poderia ter conhecido o amor de sua vida nesse trabalho, mas como não chegou a tempo, a pessoa que vai passar a vida inteira ao seu lado é outra.

Esse é o efeito borboleta, que ocorre todos os dias em nossa vida. Um simples esquecimento faz com que todo o destino de alguém mude e algumas vezes esses pequenos percalços do dia a dia mudam a vida de milhões de pessoas:




Nagasaki

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A cidade de Nagasaki é conhecida mundialmente por ter sido a segunda e última a ser atacada por uma bomba atômica na história do mundo. Mas ela só foi o alvo da segunda explosão por um pequeno problema de clima.

Kokura era a cidade escolhida para ser atacada com a segunda bomba, mas como muitas nuvens estavam em cima do local naquela dia e o comandante tinha ordem de só largar a bomba caso o céu estivesse limpo, a cidade de Nagasaki foi atacada no lugar.

Milhares de pessoas que deveriam estar vivas morreram por causa da posição das nuvens e a história de todo o Japão foi mudada para sempre.

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Em 1905, a Academia de Belas-Artes de Viena, que é uma instituição de ensino com foco em artes, foi procurada por um austríaco, que tentava mostrar sua arte ao mundo. Duas vezes ele tentou se tornar um aluno, mas sua arte era precária e ele jamais foi admitido.

Esse austríaco era ninguém menos do que Hitler. O chefe nazista, que havia se mudado para Viena tentando ser artista, não conseguiu a bolsa de estudo e quando sua mãe morreu, passou a viver miseravelmente naquela bela cidade. Foi ali que ele se tornou antissemita e sem outra coisa para fazer da vida, retornou a Alemanha e entrou no exército. O resto da história você já conhece.

Se a escola de arte não tivesse lhe negado a oportunidade de estudar, o mundo nunca teria enfrentado o Terceiro Reich e a Segunda Guerra Mundial poderia não ter acontecido. Milhões de vidas seriam poupadas e o mundo seria um lugar bem diferente.

  1. Esdras Queiroz

    31 de julho de 2016 em 03:56

    Aconteceu algo assim comigo e minha namorada, até o final de 2013 eu estudava no IFPE pela manhã, no ano seguinte passei a estudar em uma escola perto da minha casa à tarde, certo dia uma colega minha me chamou para irmos comprar ingressos para um evento de anime e eu fui, numa terça-feira pela manhã, ao sair de casa minha mãe insistiu q eu levasse uma sombrinha, o q achei desnecessário pois não achei q choveria, mas mesmo assim a levei, fui para a casa da minha colega, ela se atrasou pois estava se arrumando, começou a chover, mas sem problemas, eu trouxe a sombrinha, fomos para a estação de metrô, onde ela percebeu q tinha esquecido o cartão de passagem dela, mas eu já tinha passado da catraca então esperei ela lá mesmo, perdemos um metrô, depois de um tempo ela chega e pegamos o metrô, neste metrô eu conheci minha namorada, estou com ela a 2 anos e 3 meses, mas… se eu continuasse a estudar no IFPE, se eu decidisse não ir comprar os ingressos, se eu não levasse a sombrinha, se ela não se atrasasse, se ela não esquecesse o cartão de passagem, eu não conheceria minha namorada.

  2. Daysson Rodrigues

    20 de abril de 2016 em 11:45

    isso me lembra o episodio do pica pau…” Se o pica pau tivesse comunicado a policia isto não teria acontecido huashuashua

  3. Eduardo Azrael

    13 de abril de 2016 em 17:12

    Há muita controvérsia quanto ao Efeito Borboleta na própria Teoria do Caos. Alguns dizem que certas coisas são simplesmente inevitáveis, que o destino está escrito, existe e não poderia ser diferente; por exemplo, mesmo que Hitler tivesse entrado na Escola de Artes, ele teria sido convocado para a Primeira Guerra Mundial (os historiadores se dividem se ele se voluntariou mesmo ou não, mas o fato é que na época o serviço militar era obrigatório na Alemanha). E apesar de ter sido um dos principais responsáveis, Hitler não foi nem de longe o único idealizador do sistema, ele foi mais o “garoto-propaganda” devido a seu carisma e oratória com o povo; Heirinch Himmler, Joseph Goebbels, Rudolph Hess, Reynhard Heydrich e muitos e muitos outros contribuíram tanto ou mais do que Hitler para a expansão e dominância do nazismo na Europa. Ainda que Hitler nunca tivesse subido ao poder, era bem possível que os alemães tivesse gritado “Heil Himmler!” numa Segunda Guerra Mundial ainda mais violenta.

    E quanto ao artista Adolph, verdade seja dita, suas pinturas eram sim muito boas (talvez o único talento real além da oratória que ele tinha). Sinceramente, não sei por que ele não foi aceito na Academia (pesquisem na Internet para avaliar suas pinturas), mas se a questão de “destino” for verdadeira, então era inevitável que ele deixasse a arte de lado para se dedicar à oratória, ao preconceito e à matança. Uma grande tristeza para a humanidade.

  4. Willian Oliveira

    13 de abril de 2016 em 13:39

    O impacto de Hitler foi imenso …mas sua inexistência seria ainda mais sombria …apesar de todas atrocidades, 90% da medicina moderna se deve as descobertas feitas sob comando do führer, n estou dizendo q a nazismo foi algo bom,muito pelo contrario foi uma atrocidade …porem na história da humanidade as maiores evoluções só ocorrem sob as “sas” de uma guerra ou algo semelhante …mas tudo n passa de historia só quem viveu agonia dos campos de concentração sabe o horror q viveu, quantas mais coisas poderiam ser evitadas com atitudes simples ? ….e quantas mais atrocidades iram acontecer por pequenas “borboletas” .

    • Eduardo Azrael

      13 de abril de 2016 em 17:25

      “90% da Medicina Moderna se deve a descobertas feitas sob comando do fuhrer” ? Onde você leu isso, no Mein Kampf?! Os historiadores são unânimes em afirmar que as descobertas nazistas foram praticamente IRRELEVANTES à Medicina moderna (exceto talvez os testes feitos com hipotermia, e mesmo assim seriam inúteis, já que na mesma época os japoneses pesquisaram exatamente a mesma coisa nessa área, os efeitos do frio extremo no corpo humano). As experiências nazistas eram grosseiras, com pouca base científica (principalmente as relativas a gêmeos), seus experimentos eram mais formas de matar e torturar pessoas do que efetivamente obter curas; as experiências com doenças tropicais (malária, febre amarela, tifo etc.) chegam a ser ridículas, os pesquisadores brasileiros Osvaldo Cruz e Carlos Chagas foram muito mais eficientes nesta área, e nem precisaram matar um único ser humano (ao contrário dos nazistas, em que pelo menos 50% de suas cobaias morriam nos testes). Leia aqui para ver mais sobre isso: https://pt.wikipedia.org/wiki/Experimentos_humanos_nazistas

      As únicas contribuições realmente relevantes dos nazistas foram em relação à Engenharia Mecânica, já que entre outras coisas aperfeiçoaram os motores automobilísticos e criaram o avião a jato, entre outras coisas.

      • Willian Oliveira

        14 de abril de 2016 em 03:45

        Ta se baseando muito em creep pastas jovem …o conceito de tipos sanguíneos só foi completamente empreendido através se experimentos nazistas de transfusões de sangue ….isso é só um exemplo ..n vou sair pesquisando por outros ..se tiver msm interesse em descobrir fique a vontade.

        • Eduardo Azrael

          14 de abril de 2016 em 10:49

          Não leio nem me baseio em creepypastas, rapaz. Eu fiz uma longa pesquisa histórica sobre o tema (nazismo) e falo tudo com base. Quanto aos tipos sanguíneos, os ABO foram descobertos por Karl Landsteiner, um cientista austríaco que se naturalizou americano após a 1ª Guerra Mundial (muito antes do nazismo), por Alexander S. Wiener (americano que ajudou Landsteiner a descobrir o fator RH) e por Robin Coombs, um cientista britânico que desenvolveu os Testes de Coombs (para determinar as compatibilidades sanguíneas). Os experimentos nazistas trouxeram muito poucos benefícios à Medicina moderna (os principais são, como já disse, os conhecimentos médicos modernos sobre a forma como o corpo humano reage ao ponto de congelamento para a morte que se baseiam quase que exclusivamente nesses experimentos nazistas). Se você realmente tiver interesse, esqueça as creepy pastas e teorias da conspiração e pesquise a história (mesmo aquela que os Aliados se recusam a divulgar, como os experimentos do Campo 731).

  5. minfs vieira

    12 de abril de 2016 em 22:45

    isso nos faz pensar em muita coisa

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