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Enfim, encontramos o “Novo Planeta Terra”

A Terra se destaca no Universo por um fato muito inusitado: Ela é capaz de sustentar vida. Até hoje ainda não encontramos nenhum planeta que tenha a mesma capacidade, mas ainda estamos engatinhando nas buscas por vida fora daqui. Só que agora nossa melhor chance surgiu:

A busca

O fato da Terra sustentar vida não é por acaso. Por sorte, nosso planeta está em um lugar chamado “zona habitável”. Essa posição é dada em relação a estrela do planeta, que em nosso caso é o Sol. A zona habitável é onde a estrela dá energia e aquece o planeta o bastante para que ele consiga ter água líquida na superfície. Esse é um fato importante, pois a água é um dos ingredientes necessários para a formação da vida como nós conhecemos.

Para completar o cenário, um planeta que pode abrigar vida precisa ter água e ser rochoso. Esse padrão é usado pelos cientistas quando estamos buscando planetas que possivelmente abrigam vida, pois é o único modelo de local habitável que nós conhecemos. Pode até ser que outro tipo de planeta seja capaz de ter vida, mas nós ainda desconhecemos isso.  

Um grande problema na hora de procurar planetas é que, ao contrário das estrelas, eles não brilham, por isso uma tática especial de observação é usada. Para descobrir novos planetas, os astrônomos ficam olhando para a estrela em busca de pontos pretos passando na frente dela. Assim, usando a passagem do planeta, os cientistas conseguem descobrir diversas informações do corpo celeste encontrado, como a distância em relação a estrela, tamanho e alguns dados da composição.

Kepler-186F

Foi dessa maneira que, utilizando o telescópio Kepler, o planeta Kepler-186F acabou sendo descoberto e trouxe uma grande surpresa a todos.

Nos últimos anos, a ciência vem descobrindo centenas de exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar). O problema é que a grande maioria são semelhantes a Júpiter e Saturno, grandes bolas gasosas habitando regiões ou muito frias ou muito quentes das estrelas. São raros os planetas que estão na zona habitável.

Por isso, quando algo na zona habitável é encontrado, os cientistas ficam polvorosos, só que, dessa vez, eles têm motivos para isso realmente. O Kepler-186F é um planeta extremamente parecido com a Terra. Além de estar na zona habitável de sua estrela, esse planeta é rochoso e pode conter água líquida.

“A descoberta é especial porque já sabemos que um planeta deste tamanho e na zona habitável é capaz de suportar vida como a conhecemos”, explicou a pesquisadora Elisa Quintana, da NASA.

A órbita desse novo planeta é diferente da Terra, pois ele completa um ano em apenas 130 dias e sua temperatura média é um pouco menor, ficando perto de zero. Kepler-186F é apenas 10% maior do que a Terra, lhe dando o título de planeta mais semelhante ao nosso em tamanho.

As observações iniciais ainda não revelaram se o novo planeta possui atmosfera, mas se a resposta for positiva, os cientistas afirmam que ele deve ter muito dióxido de carbono no ar, sendo bem semelhante a Terra há milhões de anos atrás.  

Novos estudos sobre esse planeta devem ser feitos e talvez a primeira descoberta de vida fora da Terra possa vir dessa rocha a 500 anos-luz daqui.