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A escola americana de hackers

Desde 1999, o Exército Americano possui uma pequena divisão que cuida de seus problemas relacionados a informática, mas agora eles pretendem criar uma superequipe de hackers para defender o país.

Army Cyber Institute

Cada dia que se passa, nós dependemos mais das tecnologias de informática e computação a nossa volta. Nosso sistema de comunicação, bancos, sistemas de vendas e transporte, enfim, quase tudo passa por computadores em algum momento. Por isso, a capacidade de defender esses sistemas durante uma crise pode definir quem vai ganhar ou perder uma guerra, mesmo antes de um único tiro ser disparado.

Prevendo esse tipo de problema, os EUA resolveram investir uma parte do dinheiro destinada ao seu Exército para formar uma equipe de hackers que lutarão para defender o país.  

A ideia inicial é contratar 75 especialistas nas mais diversas áreas, que vão desde história, passando por matemática, física, psicologia e, obviamente, tecnologia. A formação dessa equipe de doutores em suas áreas têm como objetivo defender o país de ataques e usar diversas informações interdisciplinares para criar ferramentas que ajudarão nos diversos aspectos de uma guerra.

A cada ano, 25 pessoas serão rigorosamente selecionadas e contratadas pelo exército, até que a equipe esteja completa.

“Como uma questão nacional, precisamos defender nossas redes financeiras, nossa infraestrutura. Essa é uma questão importante. Temos que reconhecer que isso é uma nova maneira de influenciar o que ocorre em nosso país e é nossa obrigação melhorar nossa capacidade de defesa”, explicou o tenente-general Rhett Hernandez, o primeiro chefe de Cyber Command Americano.

A ideia dessa divisão do exército americano é trazer grandes mentes para dentro da equipe e também pegar talentos que ainda podem ser trabalhados, para que eles aprendam coisas novas. Essa mistura de experiência com juventude deve dar uma vantagem ao exército americano, que terá uma equipe homogênea lutando em sua defesa.

A defesa brasileira

O Brasil também possui uma equipe de especialistas trabalhando para defender nossas redes. Conhecido como CDCiber, esse grupamento é comandado pelo General José Carlos dos Santos.  

Atualmente eles são responsáveis pela segurança de grandes eventos (como a Copa), permitindo que as redes utilizadas não sejam atacadas, mas eles também cuidam de outros setores. Contudo, a implementação deles ainda é lenta e depende de diversos fatores.  

O centro de operações, que se localiza em Brasília, está trabalhando nos últimos detalhes para a proteção das redes de comunicações durante a Copa. Mas enquanto os preparativos para o grande evento estão a todo vapor, os olhos deles também se desviam para os planos de longo prazo, que incluem, principalmente, a defesa de informações confidenciais do país, proteção do sistema de energia e criação de programas para defender as mais diversas áreas governamentais.