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A estranha história da masturbação

A história da masturbação é tão antiga quanto a Terra. Essa prática humana, que surgiu há muito tempo e não vai desaparecer em breve, está totalmente ligada a nossa história e trouxe polêmicas, discussão, fanatismo e todo tipo de briga e preconceito. Por isso, nada mais interessante do que conhecer a real história do “cinco contra um”:

No passado distante

Hoje em dia, a masturbação é um assunto que deixa muitas pessoas envergonhadas, mas há milhares de anos as coisas pareciam mais tranquilas. Existem pinturas, encontradas na ilha de Malta, com mais de seis mil anos de idade. Elas mostram tanto mulheres, quanto homens, em cenas sexuais solitárias. Mas é claro que o número de pinturas antigas e descrições desse meio de entretenimento evolvem muito mais homens do que mulheres.

Os antigos Sumérios acreditavam que a masturbação podia ajudar na força e essa prática era comum na população, tanto para os solitários, quanto em duplas. Já no Egito Antigo, as coisas eram ainda mais sérias, pois suas lendas falavam que um deus teria criado o Universo se masturbando e gozando, literalmente, tudo que existe. Por isso, muitos faraós egípcios costumavam se masturbar na beira do Nilo, em público, para representar o deus e a criação do Universo.

Os gregos tratavam o tema abertamente e de maneira natural. Para eles, a masturbação era tão comum quanto o sexo e servia como um bom substituto para o mesmo, aliviando as tensões e ajudando a superar frustrações sexuais. Inclusive, os gregos possuem uma lenda sobre a origem dessa forma de “diversão”. Segundo seus escritos, o deus Hermes teria ensinado o ato de masturbação a seu filho Pan, para que ele pudesse superar o sofrimento de não conseguir ter para si a mulher amada.

O lado negro

Foi durante a Idade Média e o período imediatamente posterior a ela, que a humanidade começou a destratar essa forma de “descontração” como algo ruim. Muito disso veio da religião cristã, que sempre creditou qualquer prazer carnal como sendo um pecado. Por isso, conforme o domínio católico tomava o mundo ocidental, a possibilidade de tratar a masturbação como algo comum foi diminuindo.

Foi nesse clima que, por volta do Século XVII, surgiram as primeiras ideias baseadas em estudos pseudocientíficos de que a masturbação poderia trazer malefícios para a saúde. O mais famosa e pioneira publicação sobre o tema chegou as ruas em 1716, sobre o nome de “Masturbação, o pecado da autoflagelação e suas terríveis consequências em ambos os sexos.”

O livreto, publicado por Dr. Balthazar Bekker tratava a masturbação com uma prática terrível, tando fisicamente como espiritualmente. Segundo o doutor, a masturbação poderia causar problemas de estômago e digestão, perda de apetite, vômito, náusea, enfraquecimento de órgãos respiratórios, paralisia, impotência e diversos outros problemas. Dá para imaginar que esse doutor devia fazer bem errado para chegar a essas conclusões…

No século XVII, o famoso filósofo Jean-Jacques Rousseau descreveu a masturbação como sendo uma estupro mental, causado pela sociedade corrupta que criou esse ato tão inatural.

A coisa ficou tão complicada que houve um ponto em que as mulheres eram proibidas de andar a cavalo ou de bicicleta para não terem sensações similares a masturbação e garotos usavam roupas especiais que impedia que tocassem a si mesmos. Alguns médicos indicavam tratamento de choque, cintos de castidade e usavam todo o tipo de ameaça para manter as pessoas na linha.

A mudança

As primeiras mudanças que começaram a tirar a masturbação do livro negro da vida surgiram em 1897, quando  H. Havelock Ellis publicou um estudo alegando que a masturbação moderada não trazia nenhum tipo de malefício.

Mas foi somente após 1950, quando “Estudos de Kinsey” surgiu a público que algumas pessoas param de acreditar nos malefícios da masturbação. Mesmo assim, o tabu ainda durou e dura até hoje, apesar de todos saberem que masturbação não faz mal, não dá cegueira, não deixa as pessoas fracas e nem dá pelos na mão.

A verdade é que todos os médicos e estudiosos do ser humano afirmam que essa atividade individual, ao contrário dos pensamento arcaicos do século XVII, não trazem problema, mas sim benefícios que todos deveriam aproveitar.