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Estranhos mistérios do Universo #2

Nosso Universo é um gigante velho e maluco, cheio de coisas que ninguém sabe explicar, mas que acontecem na nossa cara:

Metano em Marte

O metano é um gás bastante inflamável, muito utilizado em fogões. Provavelmente você deve ter na sua cozinha um bujão cheio deste gás.

O metano é gerado, na maioria das vezes, por seres vivos. Quando algum ser acaba morrendo, esse gás é liberado durante o processo de decomposição, além disso, existem bactérias que produzem essa substância naturalmente. Por isso, quando esse elemento foi detectado em Marte, chamou a atenção dos cientistas. Afinal, se 90% do metano terrestre vem de seres vivos, talvez existam alguns deles produzindo o gás no planeta vermelho.

Mas aí outro problema surgiu. O mesmo metano que foi detectado pela Curiosity, simplesmente desapareceu sem deixar rastros. Contudo, o metano é um gás estável e demoraria 300 anos para desaparecer na atmosfera.

O mistério do metano ainda persiste. A Curiosity continua buscando o gás com a ajuda de satélites, mas seu desparecimento intriga a todos. A existência dessa substância em Marte é um dos melhores indicadores de que lá um dia existiu (ou ainda existe) vida.

Escudo invisível

O Universo é um lugar extremamente inóspito para a vida, ainda mais quando estamos perto de coisas grandes, como estrelas. Nosso Sol produz uma quantidade incalculável de radiação todos os dias e muito dela acaba vindo parar aqui na Terra. Para a sorte dos terráqueos, nosso planeta possui alguns escudos invisíveis e um deles é um total mistério para a ciência.

Em 1958, um cinturão de radiação foi descoberto em volta da Terra. Conhecido como Van Allen Belt, esse disco em forma de rosquinha possui elétrons e prótons altamente carregados. Essa camada é gerada pelo campo magnético de nosso planeta e responde a impulsos vindo do Sol. Conforme as tempestades solares aumentam e diminuem, lançando mais ou menos radiação de encontro a Terra, esse disco aumenta e diminui.

Em 2013, cientistas da University of Colorado descobriram algo ainda mais incrível que parece coisa de filme de ficção científica. Acima de nossas cabeças, a uma altitude de 11 mil quilômetros, existe um outro cinturão. Chamado de “storage ring” por seus descobridores, esse escudo feito de elétrons, que viajam a 100 mil quilômetros por segundo, é uma proteção natural contra radiação solar, que poderia danificar satélites e matar os astronautas em órbita.

Essa escudo é tão surreal, que os cientistas o estão comparando ele aos escudos defletores de Star Trek! Esse fenômeno natural rebate para o espaço diversas partículas perigosas, nos livrando de sérios problemas. “É como se os elétrons estivessem batendo em uma parede de vidro no espaço”, descreveu Daniel Baker, diretor do Boulder’s Laboratory for Atmospheric and Space Physics.

O mais incrível de tudo é que os cientistas que descobriram esse escudo invisível, simplesmente não fazem a mínima ideia de como ele se mantém ou porque existe. Algumas hipóteses que levavam em conta o campo magnético da Terra e a emissão de ondas de rádios foram descartadas. Sobrando como explicação o bom e velho: “Não sei”.