Genética: Por que somos diferentes?

Os biólogos usam duas palavras simpáticas para descrever a relação entre os seus genes e suas características físicas. A primeira palavra é o genótipo. O seu genótipo são seus genes para uma determinada característica, eles contém todo um código genético.

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Na maioria dos casos, você tem duas cópias de um gene - uma de sua mãe e uma de seu pai.

A segunda palavra é fenótipo. Fenótipo é o que você realmente virá a apresentar fisicamente, a forma como esses genes se expressam. Os biólogos têm um ditado envolvendo essas duas palavras: “. Genótipo determina fenótipo”

Vamos pegar os cílios, por exemplo. Existem 2 tipos de cílios nas pessoas - longos e curtos. Talvez você tenha uma versão curta de cílios de um gene de seu pai, e uma versão longa  de cílios de um gene de sua mãe. Esse é o seu genótipo. E qual o comprimento de cílios que você realmente tem? Longo - que é o seu fenótipo.

O exemplo de cílios faz um ponto importante. Alguns genes são dominantes, e outros são recessivos. Quando você tem dois genes diferentes para a mesma característica, e um é dominante (cílios longos), enquanto o outro é recessivo (cílios curtos), é o traço dominante que vence no fenótipo.

Mas nem todos os genes seguem esse modelo dominante / recessivo. Por exemplo, o gene de tipo de sangue é co-dominante; se você receber um gene do tipo sanguíneo A de um dos pais e tipo B do outro, nenhum deles torna-se dominante. Em vez disso, você acaba com sangue tipo AB.

Outros traços humanos são poligênicos, o que significa que eles são controladas por vários genes que contribuem de um modo aditivo. A cor da pele acredita-se ser poligênica. Os cientistas também pensam que a herança poligênica é responsável por predisposições hereditárias para certas doenças, tais como doenças do coração, arteriosclerose, e alguns tipos de câncer.




Passe as ervilhas, por favor

Gregor Mendel foi um monge austríaco que fez uma extensa pesquisa de reprodução em plantas de ervilha. Ao fazê-la, ele anulou a nossa compreensão da hereditariedade.

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No momento da obra de Mendel, na década de 1860, a maioria das pessoas acreditava na teoria de mistura de hereditariedade, a ideia de que descendentes nasciam com traços que constituíam uma mistura ou média dos dois pais. Por esta teoria, quando uma flor vermelha e uma flor branca são cruzadas em conjunto, os descendentes delas devem sair todos misturados, isto é, cor de rosa.

Os resultados do trabalho de Mendel sugeriram o contrário. Por exemplo, quando ele cruzou um pé longo e puro de ervilhas  com um pé curto e igualmente puro de ervilhas, ele não obteve no resultado da cruza plantas com estatura média, mas sim, com estatura alta. Então, ele concluiu que cada organismo possui dois “fatores” (que hoje chamamos-lhes genes) para uma determinada característica, e apenas um desses fatores passa para seu descendente.

  1. Eduardo Azrael

    12 de março de 2016 em 17:32

    A Teoria da Hereditariedade é a mais aceita hoje em dia, principalmente em conjunto com a Teoria da Evolução; entretanto, hoje em dia foram encontradas muitas evidências de que características fenotípicas podem influenciar o genótipo (ainda mais se houverem agentes externos, como radioatividade).

  2. Felino

    11 de março de 2016 em 23:43

    interessante

2 Comentários
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