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É possível hackear e manipular o resultado das eleições dos Estados Unidos?

Estamos a menos de um mês da realização das eleições presidenciais nos Estados Unidos e uma das preocupações dos eleitores é com possíveis ataques cibernéticos que poderiam alterar seus resultados.

Em um momento em que o governo dos EUA formalmente acusa a Rússia de ser responsável por hackers roubarem e-mails e outros documentos de Hillary Clinton, juntamente com o acesso a registros de eleitores de vários estados, está sendo questionado se algo semelhante poderia acontecer também com as eleições.

 

É possível que hackers modifiquem as informações de votos?

Especialistas em segurança cibernética dizem que, embora possa ocorrer, isso é altamente improvável, uma vez que aqueles estados que usam voto eletrônico estão sempre a revisarem e fortalecerem seus sistemas para evitar a pirataria.

Na América do Norte, cada estado tem seu próprio sistema de votação e também é possível fazê-lo via correio tradicional. Muitos territórios adotaram máquinas de votação eletrônica em substituição as cédulas tradicionais que são marcadas com um lápis.

Quase nenhuma destas máquinas têm acesso a internet ou rede de compartilhamento, então você não pode acessá-las externamente. Pamela Smith, presidente da Organização de Verificação da Votação, se dedica à prevenção da fraude eleitoral e garante que não dependem do governo ou qualquer partido, para torna-los seguros.

O Departamento de Segurança Interna fornece revisões de segurança para diferentes máquinas de votação eletrônica para garantir a impossibilidade de pirataria ou fraude, e no caso improvável de que o acesso destes sejam modificados externamente, o dano que podem fazer é mínimo, o que afetaria uma porcentagem insignificante dos votos.

Que perigos reais existem?

As máquinas de votação eletrônica fazem uma contagem e também geram um relatório de resultados que são colocados em um dispositivo USB e depois levados a um centro para serem contados fisicamente.

No entanto, existem alguns poucos lugares que transmitem estes dados em modo sem fio, o que abre o potencial para interceptação dos dados, o que só torna mais importantes as revisões de segurança, que já estão em andamento na maior parte do país.

De acordo com Mike Baker, fundador de uma empresa de segurança de computadores, ainda existe uma maneira de invadir as máquinas de votação, mas seria de forma presencial, levando um dispositivo USB que infecte a máquina com um malware, por este motivo, deve haver uma vigilância constante.

Você acha que os hackers tentariam atacar o sistema de votação dos Estados Unidos? Comente!