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Heróis que poderiam existir no mundo real #2

Claro que o mundo tem muitos heróis, mas já no ramo de super-poderes as coisas são mais complicadas. Mas será que os heróis que vemos em filmes e nos quadrinhos poderiam realmente existir no mundo real?

Wolverine

Wolverine é um dos super-heróis mais complicados de se reproduzir no mundo real, afinal ele é cheio dos poderes. O primeiro é o incrível poder de cura, depois temos o esqueleto metálico praticamente indestrutível e por últimos as garras internas. Mesmo assim, algumas tecnologias que um dia podem chegar a criar esse mito dos quadrinhos na vida real já estão em desenvolvimento.

Regeneração

George Daley, pesquisador da Harvard Medical School, trabalha em um projeto que busca a cura do câncer, mas sua descoberta mais importante não tem nada a ver com essa doença. Para seus testes, ele alterou geneticamente alguns ratos, para que o gene Lin28a pudesse trabalhar melhor. Esse gene cuida da renovação de células-tronco. Para diferenciar os ratos modificados dos normais, ele resolveu fazer um pequeno furo na orelha deles e foi aí que a coisa começou.

Os ratos com a modificação genética se curavam em uma velocidade impressionante. No primeiro momento, o cientista pensou que poderia ser apenas as orelhas que tinham adquirido esse poder. Sendo assim, ele mudou o local da marcação e a cura continuou a acontecer.

Dessa maneira, George Daley acabou descobrindo um jeito de aumentar o poder de cura dos ratos e a parte mais interessante da descoberta ainda estava por vir. Segundo ele, não é preciso que o ser tenha seu código genético modificado, basta que ele tome certas drogas, que ativam os mesmos processos que o gene Lin28a. Assim, qualquer pessoa poderia aumentar seu poder de regeneração. Testes ainda precisam ser feitos em humanos, mas, caso dê certo, um dia poderemos ter um exército de Wolverines por aí.

Adamantium

O segundo problema envolve o adamantium e a união do osso com o metal. A primeira parte é algo que, apesar de ser um pouco forçado no mundo da ficção, já é uma realidade em nosso mundo. Existe um tipo de material, chamado de metal amorfo, que é similar ao adamantium.

As ligas metálicas normalmente são forjadas usando muito calor. Nesse ambiente, os metais derretem, se combinam através de reações químicas e formam as ligas metálicas. Mas durante o processo, mais precisamente nos resfriamento, os elementos formam estruturas cristalinas, pois os átomos vão se ajeitando até formarem uma certo padrão. Esse processo natural acaba enfraquecendo o metal.

Já nos metais amorfos, uma técnica especial de resfriamento é usada. Usando diversos processos, é possível fazer com que o metal esfrie a taxas gigantescas, assim o material não tem o tempo necessário para se acomodar e a estrutura cristalina não é formada. O resultado é um metal muito mais forte e resistente. Claro que esses materiais não são tão duros quanto o adamantium, mas, no futuro, novas técnicas podem gerar materiais mais fortes do que titânio.

Metal nos ossos

Metal unido a coisas vivas parece coisa de filmes, mas, na verdade, é algo que ocorre bastante na natureza. Algumas formigas e gafanhotos possuem zinco e magnésio em suas garras, para que elas fiquem mais fortes e resistente para cortar coisas. Ou seja, coisas de metal em seres vivos são mais normais do que aparentam.

Além disso, existe uma técnica que pode revolucionar a engenharia de materiais. Conhecida como “atomic layer depostion”, esse processo consegue fundir coisas orgânicas com metal. Para demonstrar a aplicabilidade dessa técnica, os cientistas usaram a seda criada por aranhas.

O processo consiste em jogar feixes de metal ionizado na seda. Isso cria uma camada metália por sobre o material, além disso, os íons metálicas penetram na seda, criando uma nova estrutura muito melhor do que a criação natural da aranha. Com essa técnica, é possível aumentar em 4 vezes a resistência do material, sem grande aumento de peso.

A ideia é tentar fazer a mesma coisa com ossos humanos, porém mais testes precisam ser feitos e o material escolhido precisa ser compatível com um ser vivo.

Garras retráteis

Isso simplesmente não dá para fazer, afinal garras que entram e saem seriam um problema grande demais em diversos níveis. Desde o espaço para a acomodação delas dentro do braço, até os ferimentos constantes e também existe a questão de como grudar elas aos ossos para que não se soltem na primeira batida.

Mesmo assim, umas garras externas podem quebrar um galho: