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A história por trás de fotos marcantes

Desde que foram inventadas, as fotografias passaram a fazer parte de nosso dia a dia, contando a história do mundo das mais variadas maneiras. Algumas imagens nesse mar acabam se destacando e entrando para a história:

The Falling Man

11 de setembro de 2001, o dia que mudou o mundo. No meio do caos, fogo e mortes, um homem entrou para a história em seus últimos segundos de vida.

Essa foto, que é uma imagem forte e dramática, estampou a capa do mais importante jornal do mundo, The New York Times, no dia seguinte a tragédia. Depois, ela foi tema de documentários, artigos e uma busca incansável pelo nome daquele homem que voou para fora dos prédios em chamas.

A fotografia foi tirada as 9 horas 41 minutos e 15 segundos, mas ela não é a única daquela tragédia pessoal.  Existem outras tiradas logo depois, porém a pose, o fundo e todo o peso que carrega, fez com que essa única foto marcasse a história. Alguma coisa nela resume muito bem o que foi aquele dia e todos os acontecimentos:

Até hoje ninguém sabe quem era aquele homem, nem porque motivo pulou. A verdade é que ele pode ter caído sem querer ou mesmo ter fugido da dor do fogo, trocando esse desespero por uma queda livre e indolor. Descobrir a identidade dessa pessoa no meio de milhares de mortes daquele dia é quase impossível, porém a mensagem dessa foto vai ecoar para sempre, revelando o dia em que o mundo civilizado voltou a viver uma era negra.

Raising the Flag on Iwo Jima

23 de fevereiro de 1945. Naquele dia, o EUA lutava contra o Japão pelo domínio da Ilha de Iwo Jima. A luta durou sete dias e teve pouca importância para o conflito como um todo, pois os japoneses estavam em um número muito menor e foram subjugados.

Porém uma imagem daquela batalha correu o mundo e virou símbolo do poderio americano. Raising the Flag é uma das fotos mais importantes e conhecida de todos os tempos.

A foto mostra seis homens da famosa Easy Company erguendo uma enorme bandeira americana em cima da montanha Subarichi, mostrando a todos que aquele lugar tinha um novo dono. Mas todo o espetáculo, belo ângulo e sensação de força que a imagem passa, tem uma história bem interessante.

Na verdade, aquela não foi a primeira bandeira americana a ocupar o alto da montanha. Antes dela, uma outra, bem menor foi assentada, porém a imagem do momento era “sem graça” e não passava nem um pouco a impressão de uma grande conquista:

Vendo aquilo, a seguinte mensagem chegou aos soldados da Easy Company: “Colonel Johnson wants this big flag run up high so every son of a bitch on this whole cruddy island can see it”. Algo mais ou menos assim: “O Coronel Johnson quer uma enorme bandeira em cima desse morro para que cada filho da p*** nessa ilha possa vê-la”.

Seis soldados foram destacados para colocar a bandeirona em cima do morro e, sem saber, acabaram entrando para a história. Dos seis homens que estavam naquele momento, três morreram nos dias seguintes, sendo eles: Michael Strank, Franklin Sousley e Harlon Block.

Os sobreviventes viraram heróis e símbolos americanos, idolatrados por toda a pátria após a guerra. Seus nomes eram: Rene Gagnon, Ira Hayes e John Bradley.

The Most Beautiful Suicide

1º de maio de 1947. Mais um dia normal, onde milhares de pessoas subiram até o 86º andar do Empire State Building para dar uma olhada na bela cidade de New York. Sem aviso prévio, uma bela dama de 23 anos, chamada Evelyn McHale, simplesmente pula lá de cima…

Ela caiu em cima da limusine da ONU e algo incrível aconteceu. Em vez de ter o corpo todo retorcido e destroçado pela queda, ela parecia estar dormindo em cima do carro, com as pernas cruzadas.

A história por trás dessa morte é ainda mais estranha do que essa imagem que vai contra todas as chances. Evelyn era uma moça feliz, que há pouco tinha ido morar em New York com seu futuro marido e alguns familiares. Os dois iriam se casar em breve, mas por algum motivo ela resolveu se matar. Tudo que se sabe sobre seu desejo de morte foi um bilhete deixado com a seguinte mensagem: “Meu noivo me pediu para casar com ele em junho. Eu penso que nunca serei uma boa esposa para ninguém. Ele vai ficar muito melhor sem mim.”