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Os segredos que as Luas escondem

É comum que nosso interesse sobre o espaço esteja direcionado aos planetas. No entanto existem fatos sobre nossa própria lua que ainda não sabemos ou que acabamos de descobrir. Além da nossa lua, há ainda outros satélites naturais no espaço que são espetaculares e que podem abrigar segredos sobre o universo ou até mesmo vida. Veja alguns fatos incríveis sobre luas que podem mudar nosso conhecimento sobre o Universo.

Caronte, a lua de Plutão

Caronte é a maior lua do planeta anão plutão, ela equivale aproximadamente a metade do planeta. Em termos de proporção, Caronte é um satélite tão grande que muitas vezes o conjunto plutão-caronte é considerado um planeta anão duplo.
Devido a gravidade em que Caronte exerce sobre plutão, o centro de massa de plutão não fica no centro do planeta. Isso faz com que ambos os corpos celestes orbitem ao redor de um ponto no espaço. Isso significa que um astronauta que está no ponto mais distante de plutão em relação a Caronte, nunca a vê a lua. Já se ele estiver bem perto, a verá constantemente a um tamanho 7 vezes maior do que nós vemos a nossa lua.

Nossa lua é quente

Quando Apollo 15 esteve na lua, tudo o que se esperava é que iriam encontrar um ambiente frio. Mas Apollo 15 e 17 fizeram leituras anormalmente elevadas de calor na superfície da lua, na época acreditou-se ser um erro no instrumento. Mas o que se descobriu recentemente é que existem vulcões na lua. Entre 70 milhões e 33 milhões de anos atrás, estes vulcões estavam ativos e podia se assistir lava incandescente fluir na Lua. Algum dia poderemos ver também.

Os astronautas da Apollo 15 fotografaram remendos rochosos irregulares nas planícies da lua. Até 2009, não se tinha ideia do que eram. Quando melhores imagens foram feitas os cientistas perceberam que essas manchas irregulares (PIM) são surpreendentemente jovens vulcões. Até agora, 70 PIM foram encontrados.

A lua como um espelho para a vida

Através de estudos em nossa lua, a NASA pode determinar como encontrar vida em outros planetas. Acontece que além da luz solar outro tipo de luz reflete na lua. A própria luz do planeta. Essa luz que vem do sol é refletida na terra e escreve sua “assinatura” na superfície da lua. Acontece que esta luz, chamada de “earthshine” é a luz de um planeta com vida. Utilizando um espectrômetro se encontrou “bioassinaturas” de nossa atmosfera e plantas. Essas “bioassinaturas” são provocadas por picos da “earthshine” causadas por luz solar que reflete da vegetação, oceanos, e das nuvens da Terra.
Desta forma as lua dos planetas são de grande importância para se descobrir de que forma é composto um planeta.

Os oceanos de Ganímedes

Ganímedes é o principal satélite de Júpiter e o maior do Sistema Solar, sendo maior que mercúrio em relação ao tamanho (mas não em massa). Em 1990, a sonda Galileo da NASA visitou Júpiter e encontrou evidências de que um oceano extremamente salgado de centenas de quilômetros de profundidade está sob a superfície gelada de Ganimedes e algumas outras luas de Júpiter.
Atualmente se pensa que o oceano de Ganimedes possui três camadas de gelo, cada um alternando com água. A camada inferior é água muito salgada. Os extremófilos são mais propensos a viver em água do que em gelo, e uma vez que poderia haver fontes hidrotermais lá embaixo, semelhantes as encontradas na Terra, há chances de que Ganimedes pode abrigar vida.
Em 2022, a Agência Espacial Europeia planeja lançar uma nave espacial que vai estudar Ganimedes e talvez até mesmo pousar sobre ela.

Produção de plástico

Apesar de pensarmos que plásticos seja um produto exclusivamente industrial, o maior satélite de Saturno pode produzi-lo naturalmente. Titã.
Titã possui uma atmosfera muito densa e, além da terra, é o único objeto que tem evidência clara de ter liquido sobre sua superfície. Mas lá o tempo é terrível e o liquido não é água. Em titã chove metano, existem lagos de hidrocarbonetos e vulcões gelados.

Acontece que quando a luz solar atinge hidrocarbonetos na atmosfera de Titã, eles se quebram em pedaços e formam outras moléculas. O processo é semelhante ao que devemos fazer com hidrocarbonetos aqui na Terra para obter matérias primas para fabricar plástico. Na verdade, é tão semelhante que sonda Cassini da NASA descobriu propeno e eteno em Titã. Estes são exatamente os materiais que os fabricantes de plásticos usam na fabricação de polipropileno e polietileno.

Afinal, existe vida fora da Terra?

A resposta pode estar em uma das luas de Júpiter.  Europa é uma das quatro grandes luas descobertas por Galileu. Ela também pode estar abrigando oceano sob sua superfície. Mas o que realmente nos intriga em Europa foi um estudo realizado recentemente por um astrônomo da NASA. O cientista usou uma luz infravermelha para comparar o material laranja-marrom que cobre este satélite com bactérias extremas aqui na Terra. E o resultado foi que ambas as substâncias são muito semelhantes.

Ainda não é possível dizer com certeza que foi encontrado vida em Europa, pois os cientistas precisam verificar amostras. Contudo Europa é muito longe e muito perigosa para visitar por conta da radiação nas proximidades de Júpiter. No entanto, a NASA está a considerando uma mandar um de suas sondas para lá, mesmo que isso signifique a perda de um veículo orbital lunar.