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Incríveis fatos sobre a Destruição de Pompeia

Há quase dois mil anos, a cidade de Pompeia prosperava na região que hoje é parte da Itália. O local, com mais de 20 mil habitantes, era bem frequentado, tendo recebido até mesmo Imperadores Romanos. Mas uma erupção tirou essa terra próspera do mapa.

Uma longa história

Pompeia é uma cidade que está na história há mais de 2700 anos. Sua fundação original ocorreu no século VII a.C. Fundada por oscos, um povo que vivia na região da Itália, o local prosperou devido a posição estratégica que tinha. Ali, era caminho para importantes centros e um porto formidável.

Mas as vantagens desse local sempre foram suprimidas por um terrível mal: o Vesúvio. Há poucos quilômetros da cidade, existe uma grande montanha, que esconde um poderoso vulcão ativo. Escavações feitas em Pompeia revelaram que ela foi destruída três vezes em sua história. Entre o século IV e II a.C. a cidade passou por sérios problemas, que deixaram marcas. Acredita-se que o vulcão e deslizamentos de terra tenha destruído uma boa porção do local. Para cada camada de cinzas vulcânicas, existe uma camada de novas estradas e calçadas. Tudo isso preservados embaixo da terra, por isso a história da cidade é tão bem documentada, mesmo não existindo muitos registros escritos.

No meio tempo entre uma destruição e outra, a Pompeia vivia mudando de mãos. Antes de ser uma cidade, os fenícios usavam o local para aportar em suas viagens. Depois os etruscos tomaram o lugar para si. No século V a.C. foi a vez dos sâmnios. Aí sim, chegou a vez dos romanos, que tomaram o local e o fortaleceram.

A última tragédia

Pompeia é conhecida mundialmente devido a tragédia que tirou a cidade do mapa por alguns séculos. No ano 79 d.C, Pompeia tinha mais de 20 mil habitantes e era próspera. Seu porto era usado por diversos viajantes que vinham das mais diversas regiões do mundo para a Europa dominada pelos Romanos.

Sem que ninguém suspeitasse, a bela montanha que dava um toque especial no horizonte começou a jogar cinzas para o céu e antes que as pessoas pudessem fugir, as fuligens cobriram a cidade. Os moradores que estavam por lá morreram, antes que pudessem pensar em se esconder.

Acredita-se que a erupção tenha durado um dia inteiro, jogando lava a uma velocidade de 110 quilômetros por hora. Não havia como fugir das pedras derretidas que desciam montanha abaixo. Após o término do desastre, a cidade ficou encoberta em 6 metros de rochas e fuligem.

A história preservada

Toda essa tragédia fez com que Pompeia sumisse do mapa por mais de 1500 anos, até que a cidade, que estava totalmente coberta, foi reencontrada. Mas foi somente na Era Moderna que as maravilhas desse local apareceram para o mundo.

Como as cinzas e lava cobriram totalmente a cidade, tudo que estava por la ficou perfeitamente preservado. Sem contato com o ar, os corpos, prédios, vasos e tudo mais que existia foi mantido intacto. Isso criou um dos maiores sítios arquelógicos do mundo. Foi graças a descobertas feitas nessa cidade que a vida romana foi melhor entendida.

Mais de mil corpos foram encontrados perfeitamente preservados nas cinzas da cidade. Famílias inteiras, grupos de amigos foram achados, nas posições em que morreram séculos atrás. Muitos corpos ainda estão nas ruas da cidade e podem ser vistados pelos turistas.

A cidade é tão famosa e desperta tanta atenção, que mais de 2,5 milhões de pessoas a visitam todos os anos.

O mais estranho ainda é que, hoje em dia, o Vesúvio é um dos poucos vulcões ativos no mundo. E mais de 3 milhões de pessoas vivem a sua volta. A última erupção ocorreu em 1944, desde lá ele está dormente, mas nunca sabemos quando uma nova Pompeia poderá surgir.