Invenções que seus criadores não viveram para ver

Ao longo da história, as obras de inventores, engenheiros, polímatas e empresários têm ajudado a humanidade a dar pequenos passos em direção ao futuro.

Mas nem todos esses criadores puderam ver suas criações em vida. Alguns deles sofreram uma morte repentina e outros tiveram falta de financiamento ou de interesse público.

Algumas invenções eram projetos ainda vagos ou foram rabiscados às pressas no caderno de seu criador. Mas muitas delas foram finalmente construídos, mesmo centenas de anos depois.
Confira:




Viola Organista - Leonardo da Vinci

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Conhecido por ser enigmático e vago, o polímata Leonardo da Vinci incluiu em seu Codex Atlanticus, por volta de 1490, os desenhos de um orgão capaz de produzir sons de cordas, como um violino, mas que operava como um piano.

Leonardo, reconhecido como um verdadeiro gênio, nunca se preocupou em construí-la. No entanto, seu projeto, embora não estivesse extremamente detalhado, deu uma boa idéia para futuros artesãos sobre como criar um. Por volta de 1575, um instrumento chamado “Geigenwerk” foi construído pelo alemão Hans Haiden.

O instrumento assemelhava-se a ideia original de Leonardo, mas operava em um princípio mecânico ligeiramente diferente. A interpretação mais fiel dos esquemas de Da Vinci até agora é o órgão terminado em 2012, por Slawomir Zubrzycki, 493 anos após seu falecimento.




Máquina de escrever - Henry Mill

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Henry Mill foi um engenheiro Inglês da New River Company. Em 1714, ele obteve uma patente para construir uma máquina artificial para transcrição de cartas. Embora vagamente detalhada, a concepção de Mill tem sido considerada como a primeira proposta clara de criar o que mais tarde veio a ser conhecido como uma máquina de escrever. Henry morreu em 1770, mas a eventual existência de uma tal máquina chamou a atenção de outras pessoas tentando facilitar a comunicação.

Em 1843, Charles Thurber construiu uma máquina para esta finalidade. Finalmente, em 1873, 103 anos após a morte de Mill, os americanos Christopher Sholes e Carlos Glidden, construíram o que conhecemos hoje como uma máquina de escrever, revolucionando a forma como as pessoas colocam seus pensamentos em um papel.




A ponte de Clifton - Isambard Kingdom Brunel

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Uma das figuras mais reverenciadas da Grã-Bretanha, Isambard Kingdom Brunel é considerado o fundador da engenharia civil moderna. Ele tinha apenas 24 anos quando em 1830, foi nomeado o engenheiro do projeto para a construção de uma ponte sobre o rio Avon em Bristol.

A ponte de suspensão de Clifton não era um projeto fácil, ela tinha a maior extensão que qualquer outra ponte já feita na época. Mas atrasos e contratempos deixaram a ponte inacabada até o momento de sua morte. Sendo viciado em cigarro, Brunel morreu de um acidente vascular cerebral em 1859. Eles continuaram a construção seguindo o projeto que foi deixado e ela foi finalmente concluída em 1864.

Brunel teve que empurrar os limites da engenharia civil na época a tal ponto que até mesmo engenheiros modernos ficam intrigados de quão perfeitamente precisas e equilibradas eram suas projeções.

  1. Kermit Figueiredo

    16 de abril de 2016 em 21:13

    Sugestão: as máquinas analíticas e diferencial de Charles Babbage; um gênio frustado da mecânica e computação por estar à frente de sua época

1 comentário
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