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A legalização do aborto

Feto com 14 semanas

O aborto é a expulsão do embrião ou feto até a vigésima semana de gestação, e pode ser espontâneo ou provocado. O aborto provocado ou induzido (não espontâneo), no Brasil, é permitido em casos especiais: quando a vida da mãe está em risco, em casos de incesto, quando a mãe foi vítima de estupro ou se há má formação congênita do feto, salvo este sob permissão da gestante e avaliação médica rigorosa, que deve documentar evidenciando que a criança nasceria com anomalias, sendo permitida assim a interrupção da gestação. No entanto, a incidência de abortos clandestinos no país é enorme, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 729 mil e 1,25 milhões de mulheres de idades e classes sociais diferenciadas, cometem aborto criminal (crime contra a vida), o que pode resultar numa penalidade entre um a dez anos de reclusão, segundo o Código Penal Brasileiro.

Pesquisas afirmam que o embrião sente dores durante o aborto, e religiões, especialmente a católica, condenam tal ato, que é identificado como homicídio pelas mesmas, um ato de crueldade contra a vida de inocentes. Mas, se a criança não é desejada e pode vir a não crescer num ambiente pleno de amor e preparo para seu desenvolvimento físico, moral, psicológico, emocional e intelectual, será mesmo a melhor opção obrigar esta mãe despreparada a dar a luz a este ser? No entanto, existem tantos métodos contraceptivos e a legalização do aborto iria facilitar a irresponsabilidade e incentivar a prática indiscriminada do mesmo.

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