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As maiores curiosidades sobre o terrorismo moderno

Desde 11/09, nenhum bicho-papão pareceu tão grande na psique ocidental quanto o terrorismo.

De acordo com a Gallup (empresa de pesquisa de opinião dos Estados Unidos), mais da metade de todos os americanos temem sofrer um ataque terrorista, enquanto quase um terço acredita que o governo é incapaz de protegê-los. Dificilmente passa um dia sem uma referência ao extremismo no noticiário.

No entanto, por tudo isso, a imagem mental que temos do terrorismo pode não ser completamente precisa. Essas são “As Maiores Curiosidades Sobre o Terrorismo Moderno”, boa leitura!

 

Alguns dos maiores grupos terroristas não estão no Islã

Na história do terrorismo, provavelmente nenhum grupo foi tão grande ou bem financiado quanto o ISIS (abreviação de Islamic State of Iraq and Syria, em português, as formas adotadas pela imprensa brasileira são “estado islâmico” ou “EI”). O califado é o grupo terrorista mais rico da terra. Hezbollah, um outro grupo de extremistas islâmicos, é o segundo mais rico. Mas nem todo grande exportador de terror está ligado ao Islã. Alguns não são influenciados pela religião.

O principal deles é as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Oficialmente designada uma organização terrorista pelos EUA, o grupo se considera ateu. Em novembro de 2014, a Forbes estimou que as Farc era o terceiro grupo terrorista mais rico do mundo, controlando quase 30% da Colômbia e capaz de atrair milhares de recrutas. Isso faz das FARC uma organização maior do que qualquer Al-Qaeda ou Boko Haram, e eles não estão nem mesmo no seu auge. No início de 2000, as Farc era quase três vezes o tamanho do que é agora e seqüestrou por volta de 3.000 pessoas por ano.

Lembram de Joseph Kony, estrela do vídeo viral Kony 2012? O exército de Resistência do Senhor ainda está forte no centro da República Africana, República Democrática do Congo, e sul do Sudão. Colocado em uma lista de exclusão do terrorismo, o grupo rebelde Christian já matou mais de 100.000 pessoas desde 1987 até 2001, tornando-o mais mortal do que Boko Haram. No Japão, o grupo sucessor de culto assustador Aum Shinrikyo, que matou 12 pessoas e feriu 5500 em um ataque com gás em 1995 no metrô de Tóquio, ainda tem por volta de 1300 membros ativos e estão recrutando mais a cada ano.

Para algumas pessoas o Islã muitas vezes parece ser sinônimo de “terror”, a verdade é que alguns dos maiores grupos do mundo não dão a mínima para Allah.

A maior parte das vítimas de terrorismo não vive no ocidente

Quando estamos assistindo os eventos se desdobrarem como os que aconteceram em Paris, pode parecer que estamos cercados. O lance em 11/9, 7/7, e os atentados de Madrid, pode supor que o alvo dos terroristas de todo o mundo é a liberdade.

A realidade é que o Ocidente sofre poucos ataques terroristas em relação o resto do mundo. Entre 2004 e 2013, os EUA foram atacados 131 vezes, com 20 ataques que resultaram em mortes. A França foi atacada 47 vezes. No entanto, o Iraque sofreu 12.000 ataques terroristas, 8.000 dos quais foram mortais. Cerca de metade de todos os ataques terroristas e 60% das mortes desses ataques ocorreram em apenas três países: Iraque, Paquistão e Afeganistão.

Em seguida aparecem Índia, Nigéria, Somália, Iêmen, Síria, Sri Lanka e Tailândia. Isto não é para minimizar a tragédia de quaisquer ataques que atingiram o Ocidente, porém os ataques de Paris e os ataques de 11/9 não se comparam a dor que esses países tem enfrentado até hoje. A grande maioria das vítimas de terrorismo estão vivendo no Oriente Médio e na Ásia, não nos EUA ou na Europa.

Muito do Terrorismo europeu está relacionado ao separatismo

Os tiroteios em Paris foi o maior ataque terrorista que atingiu a Europa desde que Anders Breivik matou 77 pessoas na Noruega. Porém o quadro da Europa está longe de ser tão preto e branco. Ao invés de ser uma mistura simples de islamita e ataques da extrema-direita, ataques terroristas na Europa são geralmente vinculados ao nacionalismo.

Em 2014, mais da metade de todos os ataques terroristas europeus foram relacionados não com a religião ou o extremismo de direita, mas ao republicanismo irlandês. Dos 201 ataques em todo o continente relatado pela Europol naquele ano, 109 ocorreram na Irlanda do Norte. Os movimentos nacionalistas ou separatistas também foram os motivadores primários para o terrorismo em outros lugares. Na França a FLNC (Frente de Libertação Nacional da Córsega), quer que a ilha de Córsega se torne um estado independente, e para isso lançou vários ataques com foguetes nas delegacias de polícia francesas em 2013. Em 2015, cinco policiais macedónios foram mortos em confrontos com nacionalistas e terroristas albaneses. Isso não quer dizer que o separatismo pode ser responsabilizado por todos os problemas da Europa. Na Grécia, os marxistas assassinaram dois adversários políticos em 2013.

Na França, um grupo de viticultores radicais bombardearam um escritório local do Partido Socialista sobre queixas relacionadas à produção de vinho. O ISIS alegou que os ataques de 13 de novembro, colocaram a Europa em terror, mas há outros grupos em cena também.

Terroristas locais matam mais americanos do que os Jihadists

Graças a 11/09, não há dúvida de que o jihadismo é o maior assassino em massa de americanos na história do terrorismo. Porém o jihadismo não é a fonte mais mortal do extremismo na América moderna. Durante o mesmo período, os terroristas locais mataram duas vezes mais americanos que jihadismo. Pós 11/9, 48 cidadãos norte-americanos perderam suas vidas para o extremismo de direita.

Em 2012, por exemplo, o neo-nazista Wade Michael Page atacou um templo sikh, matando seis e ferindo gravemente outros três. Em Junho de 2015, Dylann Roof matou nove pessoas, quando ele abriu fogo em uma igreja em Charleston. Os membros do Movimento Dos Cidadãos Soberanos já matou tantos policiais que o FBI os considera uma ameaça terrorista significativa.

Alguns incidentes têm sido ainda mais dramáticos. Em 2010, Andrew Joseph Stack jogou um avião leve em um escritório da IRS (órgão do governo americano equivalente à Secretaria da Receita Federal do Brasil) em um ataque suicida, matando a si mesmo um agente e ferindo 13 outras pessoas. Como resultado direto de ações como estas, muitos departamentos de polícia agora consideram esse grupo uma grande ameaça.

Uma pesquisa feita com 382 policiais e departamentos dos EUA em 2015 descobriu que 74% considerava a violência contra o governo como o maior problema do país em comparação a 39% da Al-Qaeda.

Terroristas de esquerda cometem mais ataques não-letais que outros grupos

Valores de esquerda são raramente associados com o terrorismo americano moderno. Nos anos de 1970, grupos como o Weather Underground bombardearam o prédio do Departamento de Estado dos EUA. Hoje o terror da esquerda é tão raro que as pessoas escrevem artigos se perguntando onde diabos eles foram parar? A resposta é em lugar nenhum.

Na primeira década do século 21, o grupo que realizou a maioria dos ataques em solo americano, não era a Al-Qaeda ou algum movimento de extrema-direita. Era a organização Ecoterrorista Frente de Libertação da Terra (ELF). Entre 2001 e 2011, o grupo foi responsável por mais de 50 ataques separados do que todos os outros grupos terroristas ativos juntos. Os ataques geralmente envolviam bombas incendiárias que começavam incêndios incontroláveis, causando milhões de dólares em danos. Ataques da ELF nunca tirou vidas, porque o grupo deliberadamente tentou evitar fatalidades.

No entanto, o grande número de suas ações fez com que fossem adicionados à lista de terrorismo do FBI.

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