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Os massacres japoneses

Quando falamos da Segunda Guerra Mundial, todo mundo se lembra das atrocidades nazistas e de todo o mal criado por eles. Por outro lado, os japoneses acabam sendo lembrados apenas por terem sofrido com a destruição de duas de suas cidades, mas eles também tiveram uma grande cota de atos desumanos:

Massacre do hospital

Nas guerras existe uma espécie de acordo de cavaleiros entre os países, onde os hospitais não devem ser atacados, porém os japoneses não deram muita bola para isso.

O Hospital de Alexandra, localizado na Cingapura, foi tomado pelos japoneses no dia 14 de fevereiro de 1942. Enquanto invadiam o lugar, derrotando os poucos soldados ingleses, os japoneses iam matando todos que encontravam nos corredores, até mesmo os médicos que estavam portando o símbolo da Cruz Vermelha.

Antes do final do dia, eles obrigaram todos, pacientes e médicos, a irem até um prédio auxiliar, onde mais de 200 pessoas ficaram presas em salas com menos de 40 metros quadrados.

Devido a falta de espaço, todos tinham que ficar em pé. As necessidades foram feitas ali mesmo e muitas pessoas que estavam feridas acabaram morrendo. Logo após o amanhecer, foi prometido água aos prisioneiros, que começaram a ser removidos das salas. Conforme iam chegando ao local onde a suposta água estava, eles ouviam gritos e soldados limpando baionetas… Naquela manhã mais de 200 pessoas foram assassinadas a sangue frio pelos japoneses, apenas cinco sobreviveram, escondidos dentro de um bueiro.

Massacre de Sook Ching

Depois de tomar totalmente a Cingapura, os japoneses começaram uma missão chamada Sook Ching, que tinha como objetivo eliminar todos os rebeldes locais que pudessem causar problemas ao novo governo.

Os primeiros a serem presos foram os chineses. Após serem interrogados, eles foram assassinados, mesmo aqueles que não tinham nenhuma ligação com a resistência.

Contudo, o ataque japonês não cessou. Durante meses, eles varreram a região em busca de militantes, mas qualquer pessoa que parecesse suspeita acabava sendo morta. Há relatos de vilarejos inteiros que foram massacrados. Ao final, a missão Sook Ching matou de 30 a 100 mil pessoas.

As mortes da estrada de ferro

Em 1942, os japoneses estavam com problemas na entrega de suprimentos, devido aos ataques dos aliados, que impediam os navios de entregarem as cargas necessárias na Birmânia. Para resolver tal problema, o Japão iniciou a construção de uma linha de trem, que entrou para a história como uma das mais sanguinárias construções de todos os tempos.

Com 415 quilômetros, a via-férrea foi feita por 60 mil prisioneiros de guerra, junto com mais de 200 mil recrutas asiáticos, todos trabalhando em um regime escravista. A falta de consideração com os trabalhadores era tanta, que a cada 3 dias de trabalho mil pessoas morriam. Ao final de um ano, mais de 130 mil trabalhadores haviam perdido a vida devido a acidentes de trabalho, assassinados por superiores, doenças não tratadas, falta de alimentação e água.

A destruição de Manila

Entre fevereiro e março de 1945, os japoneses ficaram presos na cidade de Manila. Vendo que seu fim estava próximo, os soldados decidiram não se render e iniciaram um dos maiores massacres da história. Durante um mês, eles estupraram todas as mulheres da cidade, mataram todos os homens, crianças e colocaram fogo em diversos prédios cheios de gente.

A destruição foi tanta, que essa foi a segunda capital mais destruída de toda a Segunda Guerra Mundial, totalizando mais de 100 mil mortes.