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Monte a sua matéria: O Poltergeist de Rosenheim #30

Portergeists! Sem dúvida alguma, um dos termos mais usados dos últimos tempos. Polêmico, é também um dos mais conhecidos da atualidade. Sua aplicação, aliás, em diferentes momentos da história.

                                                          O Poltergeist de Rosenheim

Por: Carolzinha Ninja

Bom, e diante de sua relevância, decidimos preparar um post temático para este sábado. Nele, um dos casos mais emblemáticos da Alemanha: Rosenheim. Uma boa leitura!

Poltergeist significa “espírito ruidoso” ou “espírito barulhento”, uma vez que deriva das palavras alemãs poltern (fazer ruído, barulho) e geist (fantasma ou espírito). O caráter ruidoso típico dos poltergeist ficaria bem demonstrado no caso de Rosenheim.

O ano era 1967, quando o advogado Sigmund Adam contratou uma jovem chamada Annemarie, na época com 19 anos, para trabalhar como sua secretária. O que ele não esperava, era o que viria a seguir…

Desde o momento em que Annemarie começou a trabalhar no escritório, fatos estranhos começaram a ocorrer como lâmpadas que explodiam ferindo-a, quadros pendurados nas paredes que rodavam quando a jovem estava próxima, outros objetos eram atirados pelo ar e móveis saiam do lugar. Foi alegado que um lustre se desviava violentamente quando Annemarie andava por baixo dele, e as luzes piscavam sempre que ela entrava no escritório. Em outubro de  1967 todas as lâmpadas do prédio se apagaram com um enorme estrondo.

Telefones tocavam, mas não havia ninguém do outro lado da linha. Fotocopiadoras cuspiam suas tintas, gavetas se abriam sem serem tocadas. Um jornal alemão instalou equipamentos para monitorar os telefones e em 3 meses eles gravaram mais de 600 chamadas para o número que informa a hora certa, apesar dos aparelhos estarem todos desligados. Em um único período de 15 minutos, 46 chamadas foram gravadas – um número que parecia impossível levando-se em conta o mecanismo de discagem da época. Esse fato levou Sigmund Adam a chamar engenheiros eletricistas para resolver o problema, que foi diagnosticado como falhas da rede elétrica. Mas nada que foi feito funcionou.

Eric Schatel, técnico da companhia de eletricidade e F. Karberg do Instituto Max Planck, afirmaram ter presenciado e gravado anomalias elétricas de difícil explicação sendo as flutuações elétricas observadas fortes ao ponto da agulha rasgar o papel dos aparelhos medidores.

A atividade paranormal foi bem documentada por fotos, vídeos e testemunho de pessoas que presenciaram os fatos estranhos ocorrendo. Um dos vídeos relatando o caso faz parte de um episódio de uma série transmitida na televisão inglesa pela primeira vez em 1985 sendo que o caso do poltergeist de Rosenheim foi focado no segundo episódio da série. O vídeo abaixo mostra o trecho do documentário onde podemos ver o lustre oscilar, supostamente pela influência de Annemarie.

Outra testemunha afirmou que por vezes Annemarie entrava num estado de transe e espumava da boca, embora esta não se lembrasse de nada depois e nem mesmo atribuísse os fatos ocorridos no escritório à sua presença no local. Porém, quando Annemarie foi demitida, em Janeiro de 1968, tudo voltou imediatamente ao normal. A imprensa acabou apelidando Annemarie de bruxa, e seu nome ainda hoje é associado a um dos casos de Poltergeist mais famosos da Europa.