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Mulheres assassinas e perigosas #1

Normalmente os serial-killers são homens que atacam vítimas mais fracas para conseguirem o que desejam, mas em alguns casos as mulheres são quem assumem a face da morte:

Jeanne Weber

Jeanne é reconhecida como uma das mais cruéis assassinas de toda a história e também uma das mais inteligentes.

Em um dia de março de 1905, Jeanne estava cuidando do filho de seu cunhado. Enquanto estava sob sua custódia, a criança misteriosamente caiu no chão e morreu devido a complicações do tombo. Apesar de algumas marcas estranhas no pescoço do bebê de 18 meses, nenhuma investigação foi feita. Pouco mais de uma semana depois, Jeanne estava cuidando de outro bebê de um parente, quando este também morreu. O caso foi dado como morte devido a convulsões.

Até aquele momento, ninguém desconfiava da mulher, mas no dia 25 de março, outra criança em seus cuidados acabou sofrendo um acidente, mas sobreviveu. No dia seguinte, a criança morreu de uma suposta difteria.

Mesmo estando envolvida diretamente na morte de três crianças em menos de um mês, a mulher conseguia enganar a todos. Tanto que, no mês seguinte, ela convidou suas cunhadas para o almoço e, enquanto elas iam ao shopping, deixaram uma criança de 10 anos aos seus cuidados. Quando voltaram das compras, as duas mulheres viram o inimaginável, Jeanne estava estrangulando o menino com suas próprias mãos.

A polícia foi informada e Jeanne foi acusada de ter cometido oito assassinatos. Todas as mortes que ocorreram perto dela eram de crianças sob seu cuidado. Para completar o cenário de crimes, todas as mortes eram estranhas. E ainda havia o fato de que três mortes eram dos próprios filhos de Jeanne.

Primeiro julgamento

O julgamento começou em pouco tempo, mas algo surpreendente ocorreu. O advogado escolhido por Jeanne foi Henri-Robert, um dos melhores advogados de seu tempo. Com ele ao seu lado, a mulher que tinha matado oito crianças em poucos meses, acabou sendo absolvida! Ninguém do júri conseguiu acreditar que aquela mãe amável poderia ter assassinado tantas crianças.

Retorno a morte

Quatorze meses depois, um físico chegou a cidade onde Jeanne havia cometido seus crimes. Na busca por uma babá para seu filho de nove anos, ele encontrou uma tal de Madame Moulinet. No primeiro dia em que ele deixou a criança com a nova babá, o menino foi encontrado morto, com sua garganta machucada. O disfarce da Madame Moulinet caiu por terra, revelando que ela era Jeanne.

Outro julgamento foi aberto e mais uma vez a mulher recorreu a Henri-Robert. Novamente o júri não acreditou que aquela doce mulher pudesse ter matado a criança e ela saiu livre novamente.

Para esquecer os acontecimentos e a má fama que tinha em sua cidade, Jeanne se mudou para Orgeville, no norte da França. Lá, ela conseguiu um emprego para cuidar de crianças em uma espécie de creche, chamada Children’s Home. Uma semana após sua contratação, Jeanne foi pega tentando estrangular uma menina. Os donos do lugar a demitiram e abafaram o caso, com medo de perderem clientes.

De volta para Paris, Jeanne foi presa por vadiagem e sem ter o que fazer, acabou entrando no ramo da prostituição. Em pouco tempo, ela encontrou um marido. Em maio de 1908, ela e seu esposo ficaram em um hotel e, no meio da noite, ela saiu do quarto para cometer mais um crime. Aproveitando-se do silêncio e da escuridão, a mulher entrou no quarto do filho do hospedeiro e começou a estrangulá-lo enquanto dormia. Por algum motivo, o pai da criança entrou no quarto e viu a mulher com as duas mãos no pescoço do menino. Rapidamente, ele tentou tirá-la de cima da criança, mas antes teve que dar três socos fortes na face da assassina. Infelizmente, o menino morreu antes que ela soltasse.

No dia 25 de outubro de 1908, Jeanne foi considerada maluca e presa em um hospício. Durante dez anos ela ficou presa, até que resolveu se matar estrangulada.