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Julgamos as pessoas nos primeiros segundos em que as conhecemos

Temos sempre, em qualquer situação mesmo, a presunção de julgar subconsciente ou conscientemente alguém que acabamos de conhecer. E isso geralmente ocorre dentro dos primeiros noventa segundos de contato, seja direto ou indireto.

Nesses primeiros instantes, decidimos, as vezes de modo equivocado, todos os tipos de coisas sobre elas, desde inteligência à promiscuidade.

A ciência chama isso de “thin slicing.”

Qual a sua impressão sobre a Angelina Jolie e a tattoo dela?

Sobre confiança

Decidimos sobre a credibilidade de alguém em um décimo de segundo.

Pesquisadores de Princeton, Universidade Norte Americana, descobriram isso dando a um grupo de estudantes universitários 100 milissegundos para avaliar a atratividade, competência, simpatia, agressividade e confiabilidade em rostos de atores.

Membros de um outro grupo tiveram um tempo muito maior para poder julgar estes itens. Enquanto as outras características diferiam com esse tempo maior de avaliação, a confiança ou credibilidade foram basicamente o mesmo.

Sobre Status

Um estudo holandês descobriu que pessoas vestindo roupas de marca, Lacoste e Tommy Hilfiger, para ser mais preciso, foram vistas com um status mais elevado do que as pessoas vestindo roupas não-exclusivas.

“As percepções não diferiram em nenhuma das outras dimensões que podem afetar o resultado de interações sociais”, escreveram os autores. “Não houve diferenças na percepção de atração, bondade e confiança.”

Apenas status.

Sobre Condição Sexual

Se você é hétero ou gay.
As pessoas podem ler a orientação sexual de um homem em um vigésimo de segundo, a quantidade mínima de tempo que leva para reconhecer conscientemente um rosto.

“A percepção rápida e precisa da orientação sexual masculina pode ser apenas mais um sintoma de um mecanismo cognitivo rápido e eficiente para perceber as características dos outros”, escreveram os autores do estudo, Nicholas O. Rule e Nalini Ambady.

Sobre Inteligência


Um estudo realizado em 2007 conduzido pelo professor de Loyola Marymount da University Nora A. Murphy, descobriu que olhar o seu parceiro de conversa no olho era uma grande maneira de perceber o quanto ele podia ser inteligente.
“Olhar no olho enquanto fala é um comportamento fundamental”, escreveu ela. “É significativamente correlacionado com o QI, foi testado com sucesso por metas de impressão de gestão, e contribuiu para classificações mais elevadas de inteligência em testes de inteligência.” O uso de óculos grossos e falar de forma expressiva também ajuda.