Qual é o país mais ignorante do mundo?

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É muito importante se manter informado sobre o que está acontecendo no mundo, mas isso não parece ser tarefa fácil (ou essencial) para muitos países. De acordo com uma pesquisa realizada pela Ipsos MORI (empresa britânica, conhecida mundialmente por seu trabalho com pesquisa de mercado), alguns lugares do mundo são mais ignorantes (desinformados) que outros.

O instituto de pesquisa britânico, entrevistou mais de 1500 pessoas de 33 países diferentes. O questionário abordou uma série de perguntas que analisaram diferentes questões sociais e políticas, como “Quanto você acha que é o salário médio anual de um trabalhador em tempo integral?” ou “Qual é a idade média da população?”

Os resultados revelam que muitas das premissas e pressupostos das pessoas sobre o mundo e o que está acontecendo nele está muito longe da realidade.

olhos-vendados

Por exemplo, quase todos os países subestimam a questão da obesidade ao redor do mundo, chutando um número bem abaixo da real quantidade de pessoas que estão acima do peso no planeta. Apenas na China, no Japão e na Índia a população superestima a quantidade de pessoas com excesso de peso. Já a suposição sobre o número de imigrantes está acima da realidade. Em todos os países participantes se supôs que a média da população de imigrantes é de 23%, enquanto o número verdadeiro é de 10%.

A partir da coleta destes dados, foi possível compor um ranking dos 20 países que obtiveram o pior resultado na pesquisa, e, por tanto, estão figurando entre os mais ignorantes do mundo:

1) México

2) Índia

3) Brasil

4) Peru

5) Nova Zelândia

6) Colômbia

7) Bélgica

8) África do Sul

9) Argentina

10) Itália

11) Rússia

12) Chile

13) Grã-Bretanha

14) Israel

15) Austrália

16) Japão

17) Canada

18) Alemanha

19) Holanda

20) Espanha

É importante lembrar que as questões por trás deste questionário envolvem muitos aspectos e se relacionam com todos os tipos de fatores socioeconômicos e culturais, além disso, ainda é preciso considerar problemas com a coleta de dados.

acessocelular

Bobby Duffy, diretor da Ipsos MORI, explicou que existem muitos elementos que podem ter influenciado os resultados da pesquisa, como, por exemplo, o próprio erro nas proporções matemáticas utilizadas. Bobby também destacou que, por muitas vezes, a imprensa aborda de forma errônea as questões, desconfigurando a informação. Há também fatores psicológicos que influenciam nas respostas, como atalhos mentais ou preconceitos.

O diretor também evidencia que os países mais desinformados são justamente aqueles onde a população acessa menos a Internet, e, talvez, o fator que mais influi no resultado da pesquisa é o fato de a coleta de dados ter sido feita on-line, ou seja, de uma maneira geral, a pesquisa atingiu basicamente a classe média da população de cada país. Bobby diz que se a pesquisa tivesse sido realizado no local, provavelmente os resultados seriam diferentes.

  1. Dragon Teen

    21 de março de 2016 em 23:47

    Coisa tensa

  2. Dark

    21 de março de 2016 em 09:37

    Terceiro lugar? deveriamos estar em primeiro!

  3. Atrelegis Valgard

    21 de março de 2016 em 02:38

    Relaxa gente graças ao PT estamos subindo para o primeiro lugar!!!

  4. Kanya

    21 de março de 2016 em 01:20

    Cara, não consigo acreditar nessas pesquisas fajutas.

  5. NeoDominus

    20 de março de 2016 em 21:20

    Como assim em terceiro ?!
    Aqui é huehue, cacete. Primeiro lugar é garantido.

    • André Silva

      21 de março de 2016 em 00:28

      Sacanagem essa pesquisa, terceiro lugar é pros fracos!

  6. Luizinho

    20 de março de 2016 em 20:57

    São tantos poréns que a pesquisa invalida-se por si só. Minilua, eu nem teria publicado isso.

    • Diego Martins

      21 de março de 2016 em 19:47

      Como eu comentei lá em cima, não tem nada que invalide a pesquisa.

  7. Mephisto

    20 de março de 2016 em 20:57

    Isso aí tá errado. Era para o Brasil estar em primeiro, assim explica a Dilma ter sido reeleita…

  8. Eduardo Azrael

    20 de março de 2016 em 16:48

    Na boa, acho essa pesquisa uma furada, os números são muito desiguais em relação à densidade populacional de cada país; querer pesquisar 1500 pessoas na Índia?! Isso não dá nem a metade da população de um único bairro de Bangladesh (uma cidade que, em 2013, tinha 156,6 MILHÕES de pessoas)!! Só pra comparar, no mesmo ano nosso Brasil varonil tinha cerca de 200 milhões de pessoas! A pesquisa deveria ser feita como uma média da população inteira, não de uma única região ou classe social. Pura besteira essa forma como foi feita.

    • Diego Martins

      21 de março de 2016 em 19:46

      Na verdade não. Existe um matéria chamada probabilidade e estatística, onde é mostrado como calcular o quantidade de pessoas necessárias para que a pesquisa fique dentro de uma margem razoável de erro. Uma pequena mostra diversa da população reflete com bastante precisão os dados de uma população enorme com poucas pessoas.

      Eu já estudei essa matéria na faculdade e aqui tu pode ver alguns calculos usados nesse tipo de pesquisa: http://www.canadapesquisas.com.br/pastadownload/C%C3%A1lculo%20do%20Tamanho%20da%20Amostra.pdf

      • Eduardo Azrael

        21 de março de 2016 em 21:42

        Eu também estudei Estatística no meu segundo semestre na Universidade e, por isso, volto a afirmar: a quantidade de pessoas entrevistadas é irrelevante para se fazer uma média satisfatória em muitos dos países entrevistados, não só por causa da densidade demográfica e do tamanho da população, mas também devido à extensão territorial, diferenças regionais e culturais etc. Se essa mesma pesquisa fosse feita em todos os Estados do Brasil, teríamos resultados diferentes (com diferenças gritantes) ou a média seria exatamente a mesma em todos os Estados?! Meu próprio professor de Estatística era contra pesquisas mal elaboradas como essas; usando uma das alegorias que ele usava, uma pesquisa imbecil dessas é como jogar uma moeda três vezes e dizer com toda certeza que sempre vão haver 67% de chance de cair coroa e 33 de cair cara.

    • Eduardo Azrael

      20 de março de 2016 em 17:12

      Corrigindo, Bangladesh é um país, não uma cidade; Bangladesh tem 147.570 km², que é quase o tamanho do Estado brasileiro do Amapá (quase a metade do estado de São Paulo), mas ainda assim, repito a afirmação, 1500 pessoas dá menos da metade da população de um bairro de Bangladesh, cuja densidade populacional é de 1 002 hab./km² .

      No caso da Índia, em 2013 ela tinha cerca de 1,2 BILHÃO de habitantes (densidade populacional de 329 hab./km²), sendo que sua capital Nova Deli tinha mais de 302.363 em 2001 (imaginem 10 anos depois, o quanto cresceu, sendo que o crescimento populacional da Índia é um dos maiores). Repito, não dá pra basear a “ignorância” da população de um país inteiro numa pesquisa que não dá nem 1% da população do referido país.

      • André Silva

        21 de março de 2016 em 00:27

        Amapá, uhuul!

      • Kurama Selveski

        20 de março de 2016 em 20:17

        Concordo com o que você disse,1500 é muito pouco,eles podem muito bem ter entrevistado 1500 pessoas ignorantes e o resto do país ter mais gente bem informada.

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