A perturbadora síndrome dos bebês de pedra

Nosso corpo é uma máquina com um único propósito: sobrevier. E para cumprir essa complicada tarefa, ele pode tomar medidas desesperadas, capazes de criar uma aberração sem igual:




Litopédio

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Quando uma mulher fica grávida, o óvulo fecundado se deposita na cavidade uterina, onde a gestação se inicia. Com o passar do tempo, o feto, que inicialmente é apenas uma célula, começa a crescer. Em pouco tempo, ele é grande o bastante para causar diversos distúrbios no corpo da mãe. Em alguns casos, quando o feto morre mais para o início da gravidez, ele acaba sendo dispensado pelo corpo naturalmente. Já em estados mais avançados pode existir a necessidade de intervenção médica.

Só que ainda existe um outro caso, muito raro, que pode trazer um problema enorme. Quando um feto morre e o corpo não é capaz de expeli-lo corretamente, o processo de decomposição dele ocorre de qualquer jeito. Isso pode trazer graves problemas de saúde para a mãe, afinal ter um corpo morto dentro de si não é nada saudável.




Granuloma de corpo estranho

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Quando o feto morre e não pode ser absorvido ou expelido pelo corpo, inicia-se um processo chamada granuloma de corpo estranho. O organismo da mulher, para evitar umas infecções gigantes causadas pela decomposição do feto, começa a calcificar o bebê ou a placenta. Em pouco tempo, o feto morto vira uma pedra dentro da mãe.

Mas a parte estranha de tudo isso ainda esta por vir. Quando esse problema ocorre, não é incomum que a mãe acabe carregando seu filho morto por muitos e muitos anos, pois o diagnóstico só ocorre quando um Raio-X é feito ou quando algum outro exame acaba dando atenção ao útero feminino.

Esse tipo de fenômeno é extremamente raro. Tanto que em toda a história da humanidade apenas 300 casos foram registrados. O mais recente ocorreu com uma boliviana de 82 anos, que carregou o feto de seu filho morto por 40 anos sem notar. Só quando começou a sentir dores no abdômen e procurou um médico que a pedra foi encontrada dentro dela.

  1. Xablau

    17 de março de 2015 em 12:46

    “Meu filho virou uma pedra, aí eu fumei ele”.

  2. Greengineer

    16 de março de 2015 em 20:43

    Interessante como a natureza arruma um jeito da vida seguir, mesmo com o fim de outra vida dentro de uma mulher.

    • Greg

      16 de março de 2015 em 23:28

      a natureza é realmente incrivel

  3. Felino

    16 de março de 2015 em 19:57

    Coisa ao ler este post: Image and video hosting by TinyPic “Droga, eu devia ter usado camisinha!”

    • Greengineer

      17 de março de 2015 em 08:29

      É muita pensão para pagar…

      • Jeff Dantas

        17 de março de 2015 em 08:58

        hahahah sei de alguém, que não gostou do comentário: http://quemdisse.com.br/autores/mr.catra.jpg

        • Greengineer

          17 de março de 2015 em 11:18

          Ele não gostou dos protestos…

          [img]http://www.naosalvo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/cartazesmanifestacoes2015-1-low.jpg[/img]

        • Felino

          17 de março de 2015 em 09:31

          não vou nem zoar, vai que ele é meu vô

  4. Neko-san

    16 de março de 2015 em 19:52

    Síndrome? Não vi nenhuma síndrome ai ‘-‘
    Pensei que era algo que fazia pessoas verem bebes de pedra em vez de bebes “normais”.

    • Kuzan

      16 de março de 2015 em 21:02

      Pelo que eu sei (que é o que ouvi na aula de biologia), síndrome é quando ocorre uma mutação que afeta pelo menos um cromossomo inteiro antes da formação do bebê. Posso estar errado mas isso é o que eu aprendi na aula de biologia.

    • Felino

      16 de março de 2015 em 19:54

      ²

13 Comentários
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