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Pessoas que enganaram a morte #1

Quando a morte nos deseja, não há muito o que podemos fazer, mas algumas pessoas já estiveram frente a frente com seu destino final e mesmo assim sobreviveram para contar a sua incrível história.

Juliane Koepcke

No dia 24 de dezembro de 1971, um voo para Lima, no Peru, estava sobrevoando a amazônia peruana quando um poderoso raio acertou a aeronave. A estrutura cedeu e o avião se despedaçou no ar, a uma altitude de três mil metros.

Alguns passageiros morreram rapidamente, outros faleceram devido ao impacto com o chão. Mas a sortuda Juliane, que estava sentada e com o cinto fechado, acabou batendo na densa copa das árvores. Protegida pelo banco, ela acabou sobrevivendo a queda de 10 mil pés de altura!

Os únicos ferimentos que ela teve foram uma clavícula quebrada e um corte profundo no braço. Depois de procurar por sua mãe, ela resolveu seguir o conselho de seu pai e caminhar ao lado do riacho que havia encontrado. Durante dias, ela andou a beira da água, comendo alguns chocolates e alimentos que havia conseguido dentro dos destroços do avião.

Após uma caminhada sofrida, ela encontrou um barco e usou o combustível dele para desinfetar o braço, que, naquele momento, tinha larvas na carne aberta. Em seguida, ela encontrou alguns pescadores e foi salva, se tornando a única sobreviventes das 93 pessoas que estavam a bordo do avião.

Steven Callahan

Steven é um arquiteto naval e aventureiro, que adora navegar pelo mundo em barcos que ele mesmo projeta. Em 29 de janeiro de 82, após ter passado por outros problemas no mar, ele, que estava nas Ilhas Canárias, partiu para outra parte de sua viagem, mas ventos fortes e o mar agitado começaram a jogar muito água para dentro de seu navio.

Steven acredita que, em algum momento, seu barco bateu em uma baleia, o que abriu um buraco no casco. Sem pensar duas vezes, ele pegou um bote e se jogou ao mar. Usando toda a habilidade e tempo que possuía, ele voltou ao seu barco várias vezes, onde conseguiu pegar alguns itens importantes, como saco de dormir, comida, sinalizadores, mapas de navegação e até um pequeno arpão.

Um dos principais itens pegos por ele foi um dessalinizador solar, que lhe forneceu a água necessária para sobreviver aos 76 dias em que ficou a deriva.

Durante o tempo em que ficou a deriva, ele se exercitou, criou depósitos de água para emergência e aprendeu a pescar em alto-mar. Apesar de ter cruzado o caminho de alguns navios, ele não confiava neles, por isso não usou os sinalizadores.

No dia 21 de abril, ele foi finalmente encontrado por um navio, que foi atraído pelas aves que voavam em círculo acima do bote.

Durante os 76 dias a deriva, Steven enfrentou tubarões, buracos na jangada, stress mental e físico extremos, perdendo um terço de seu peso e tendo feridas em todo o corpo. Após sua salvação, ele levou diversas semanas para se recuperar e entrou para a história como um dos maiores sobreviventes de todos os tempos, tendo enganado uma morte certa.