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Os piores desastres da história da aviação

Apesar de serem investidos bilhões todos os anos em segurança relativa ao transporte aéreo, alguns problemas sempre acabam passando despercebidos e, de vez em quando, uma tragédia ocorre. Mesmo assim, as chances de uma morte durante um voo são baixíssimas, se comparada a outros transportes. 

A probabilidade de morrer durante um acidente aéreo, levando em consideração as piores companhias aéreas do mundo, é de uma chance para dois milhões. Já em companhias mais seguras, a chance é de uma em trinta e oito milhões. Ou seja, morrer viajando de avião é um azar sem tamanho.

Mas quando todo o azar do mundo se concentra em uma aeronave, algo muito grave pode ocorrer, pois como cada avião transporta um número muito grande de vidas, cada vez que um grande acidente ocorre, a tragédia é memorável.

Os piores acidentes

O pior desastre envolvendo aviões na história do mundo é o 11 de setembro, mas aqui vamos levar em conta apenas acidentes não propositais.

Terceiro lugar – Charkhi Dadri

Ocorrido no dia 12 de novembro de 1996, o acidente de Charkhi Dadri contou com duas aeronaves que se chocaram durante o voo. Uma delas era um Boeing 747-100B da Saudi Arabian Airlines, com destino a Dharan. O outro era um Ilyushin II-76 da Kazakhstan Airlines, com destino a Nova Dheli.

Quando os dois aviões passavam perto da aldeia de Charkhi Dadri, a aeronave da Kazakhstan recebeu a autorização para descer para 15 mil pés de altitude. Ao mesmo tempo, a aeronave da Saudi Arabian seguia o rumo oposto, voando a 14 mil pés. 

Antes do ponto onde os dois aviões se cruzariam, o Ilyushin II-76 declarou ter atingido a sua altitude recomendada, porém ele estava quinhentos pés mais baixo do que devia e ainda descendo. Quando o controlador de voo foi avisar do perigo iminente, as duas aeronaves se chocaram, causando graves danos em ambas.

Poucos segundo depois, os dois aviões bateram no solo, matando 349 pessoas. Mesmo os poucos que sobreviveram a queda morreram logo em seguida por causa dos ferimentos.

Segundo lugar – Japan Airlines 123

Ocorrido no dia 12 de agosto de 1985, o acidente com o Japan Airlines detêm o recorde de acidente com maior número de mortes envolvendo apenas uma aeronave. 

O voo 123 partiu de Tóquio em direção a Osaka. Minutos após a decolagem, ele sofreu uma grave descompressão, que afetou todo o sistema hidráulico da aeronave. Isso fez com que os pilotos perdessem o controle e o avião acabou batendo no Monte Takamagahara.

Após toda a investigação, os peritos descobriram que a causa do acidente vinha de uma manutenção feita sete anos antes da aeronave cair. Depois de uma decolagem ruim, o avião do voo 123 sofreu danos na cauda, porém a manutenção do local foi feita de uma maneira diferente da sugerida pela Boeing (produtora do avião). Após sete anos de decolagens e descidas (que expandem e retraem a fuselagem), a pressão fez com que o remendo mal feito rompesse, gerando a descompressão explosiva que veio derrubar a aeronave.

O acidente matou 520 pessoas, mas deixou 4 sobreviventes para contar a história.

Primeiro lugar – O desastre de Tenerife

Ocorrido em 27 de março de 1977, esse é o pior desastre de toda a história da aviação e também um dos acidentes mais “bobos” de todos os tempos.

Tudo começou quando uma bomba explodiu em um aeroporto próximo, fazendo com que diversos voos fossem enviados para Los Rodeos Airport. A superlotação fez com que os controladores deixassem os aviões estacionarem nas pistas auxiliares a de pouso e, para complicar ainda mais a terrível situação, um grande nevoeiro tomou conta do lugar.

Quando o outro aeroporto foi reaberto, os aviões em solo inciaram os movimentos para a decolagem. Um dos primeiros a receber permissão para usar a pista foi o Boeing 747-206B da KLM. Mas, ao mesmo tempo em que esse avião se posicionava para partir, um Boeing 747-121 da Pan Am ainda estava sobre a pista. Devido ao nevoeiro forte, nenhuma das duas aeronaves conseguia ver a outra. Os controladores de voo também não conseguiam enxergar a pista em sua totalidade, por isso todo deslocamento e posicionamento das aeronaves era feito através da fala. 

Como na época a linguagem de comunicação entre a cabine e o controle de voo era mais informal, o piloto da KLM acabou entendendo que podia decolar, apesar de só ter recebido a ordem para ir até a pista. Assim, quando estava a toda a velocidade para tirar as rodas do solo, o avião da KLM se chocou com o da Pan Am que ainda estava atravessado na pista.

Todos os 248 a bordo do voo da KLM morreram na hora. Do lado da Pan Am foram 335 mortes. Apenas 61 pessoas sobreviveram a essa tragédia, que se tornou a pior de toda a história da aviação, causada por um simples erro de comunicação.

Depois de 583 terem morrido, a aviação mundial mudou radicalmente a modo como a comunicação entre aeronave e controle ocorre, tornando tudo mais seguro e bem mais claro para ambos os lados.