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Será que chegamos cedo demais no Universo?

Quando olhamos o céu a noite, podemos ter uma vaga ideia de quão grande é o Universo. Aquela vastidão de estrelas nos dá uma pequena amostra de como somos um pontinho muito pequeno em um Universo em expansão.

Para se ter uma noção, nas melhores noites, podemos ver cerca de 2500 estrelas, que é aproximadamente 0,000001 % das estrelas em nossa galáxia. E temos mais de 170 bilhões de galáxias no universo observável. Isso significa dizer que para cada grão de areia na Terra há 10 estrelas lá fora. E dessas, estima-se que só na via Láctea um bilhão delas podem ter planetas semelhantes a Terra.

Mas, se existem tantos planetas no Universo, então a probabilidade de encontrarmos vida lá fora deve ser alta, certo? Então porque não encontramos ainda?

A resposta pode estar no fato de que chegamos cedo demais no Universo. É possível que estejamos entre os primeiros com vida consciente no universo.

Utilizando dados dos telescópios espaciais Hubble e Kepler, essa teoria foi proposta por pesquisadores do Space Telescope Science Institute (STScI), em Maryland, nos Estados Unidos, que, através de recentes pesquisas, sugerem que apesar de termos tantas estrelas semelhantes ao sol, 92% dos planetas potencialmente habitáveis ​​no universo ainda nem mesmo nasceram, quanto mais criaram vida.

Este estudo foi feito com base na taxa de desaceleração da formação de estrelas, e com o índice das enormes quantidades de gás e poeira interestelar que restaram. O que significa que ainda há tanto gás disponível no universo, que ele continuará criando estrelas e planetas no futuro. Ou seja, a grande maioria dos mundos semelhantes à Terra que existirão simplesmente não se formaram ainda.

Imagine, a Terra tem 4,5 bilhões de anos, mais ou menos um terço da idade do universo, que é de 13,8 bilhões de anos. E só daqui a 100 trilhões de anos é que a última estrela no universo se apagará. Isso deixa muito tempo para mais planetas se formarem e muita coisa acontecer na superfície deles.

Assim, enquanto tentamos descobrir onde está todo mundo no universo, talvez a resposta simplesmente seja que estamos entre os primeiros com vida consciente.

Mas há um problema aí, estima-se que a maioria dos planetas se formem entre os próximos 100 bilhões a 1 trilhão de anos. A radiação cósmica, que nos permite ver as evidências da criação e expansão do universo se apagará daqui a um trilhão de anos. Então, é provável que essas novas civilizações não saberão como começou o universo. Se isto realmente for verdade, cabe a nós encontrar uma forma de ensinar a elas o que descobrirmos.