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Seria nosso Universo uma simulação? #1

Depois do surgimento do filme Matrix, muitas pessoas começaram a suspeitar que nós poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação computacional, mas será que isso realmente pode ser real?

Velocidade da luz

Tida como um limite Universal, a velocidade da luz é uma das coisas mais estranhas que temos por aí, por que não a entendemos. O fato de sabermos sua velocidade, não explica porque existe tal limite, como ele surgiu e qual a sua referência.

Já em um mundo virtual, essas explicações seriam dadas com facilidade. Tudo que existe nos computadores tem um limite, pois algo infinito demandaria memória infinita, o que simplesmente não existe.

Um bom exemplo é a calculadora. Normalmente elas mostram apenas 8 ou 10 dígitos no display. Isso ocorre porque a memória interna da calculadora só tem espaço para essa quantidade de itens, mesmo que o visor fosse maior, ela não seria capaz de gerar números maiores.

O mesmo aconteceria com a velocidade em um universo digital, ela simplesmente teria 300 mil quilômetros por segundo como velocidade máxima, porque o mundo virtual teria uma memória que só permitiria a manipulação desse valor chave. Ou seja, a memória da suposta Matrix teria que ser maior, para assim acomodar a velocidade mais alta. Isso explica de onde esse limite surgiu, porque realmente existe e sua referência.

Tempo relativo

Uma das ideias de Einstein, que envolve a relatividade restrita, diz que é possível fazer uma espécie de viagem no tempo. Essa história é conhecida como paradoxo dos gêmeos. Imagine que um dos irmãos suba em uma nave e ela voe em volta da Terra perto da velocidade da luz. Quando voltasse a terra, o astronauta ainda teria a mesma idade, já seu irmão estaria muitos anos mais velho.

Essa ideia, que aparentemente parece maluca, já foi comprovada por testes científicos. Em 1970, um experimento chamado Hafele–Keating foi feito, usando aviões e relógios atómicos. No fim se descobriu que viajar em velocidades altas realmente afeta a passagem do tempo, porque os relógios altamente precisos tinham discordâncias de horário entre si. Hoje, se observa isso em astronautas que ficam da Estação Espacial Internacional, é muito comum os relógios deles perderem o horário correto, pois para eles o tempo passa mais devagar.

Isso faz todo o sentido em um mundo virtual. A aceleração rápida de um corpo, geraria uma espécie de lag, pois a transmissão de informação pelo espaço em ritmo acelerado sobrecarregaria o sistema, por isso, o tempo acabaria passando mais devagar para quem andasse em alta velocidade, devido ao lag.